Duarte Júnior larga mal em São Luís fazendo propaganda antecipada; caso é denunciado ao MPE

O pré-candidato a prefeito de São Luís e deputado federal, Duarte Júnior (PSB), larga mal fazendo propaganda eleitoral antecipada e pode ser julgado pelo crime de abuso de poder Político ou Econômico no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

Duarte Jr, foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por propaganda eleitoral antecipada após divulgar uma campanha de consulta e distribuição de óculos nas comunidades de São Luís.

A realização do evento pode configurar abuso do poder político e captação ilícita de sufrágios, que levam à perda do registro de candidatura ou à cassação, caso eleito.

nos dias 28, 29 e 30 de junho, no Hotel Rio Poty, em São Luís, o representado promoveu mais um dentre os inúmeros mutirões oftalmológicos que vem marcando a sua pré-campanha com a distribuição gratuita à população de consultas, óculos e cirurgias”, diz trecho da denúncia.

Para o MPE, as ações de Duarte “têm nítida conotação eleitoral, o que já de há muito tempo vem sendo vedado pelo TSE, que proíbe, quando dos atos de prestação de contas de parlamentar, o pedido de votos, ainda que implícito ou feito de forma dissimulada.”

O propósito eleitoral fica evidente quando se verifica que o representado foca suas ações na Cidade de São Luís, onde sabidamente será candidato nas eleições vindouras ao cargo de prefeito, além de distribuir nos locais dos ditos “mutirões oftalmológicos” panfletos com os dizeres: ‘veja que é possível fazer mais por São Luís’, além de ‘é possível resolver!’, assim como ‘falta gestão e sensibilidade da prefeitura’ e o slogan por ele usado anteriormente e que foi sua marca na campanha eleitoral pretérita, qual seja, a expressão ‘#boraresolver’”, afirma o documento, assinado pela promotora eleitoral Núbia Zeíle Pinheiro Gomes.

Além da condenação por propaganda eleitoral, o Ministério Público pede ao TRE-MA a transformação da denúncia em Investigação Eleitoral para caracterizar o crime de abuso de poder político ou econômico, o que pode resultar na cassação da candidatura de Duarte Jr.

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Rosário: MPMA ajuíza ação de improbidade contra prefeito Calvet Filho e filha de ex-deputado

Devido a dano ao erário e enriquecimento ilícito, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 21 de junho, Ação Civil por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Rosário, José Nilton Pinheiro Calvet Filho, e a filha do ex-deputado estadual Adelmo Soares, Alany Lima Soares Chagas.

Em março de 2023, Alany foi nomeada como coordenadora no gabinete do prefeito. Ela é estudante de Medicina em uma universidade em Pernambuco e faz estágio presencial. Para o Ministério Público, a nomeação teria sido feita somente por fins políticos. Calvet Filho seria conivente com a situação.

A ACP foi assinada pela titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, Maria Cristina Lobato Murillo.

O MPMA requer o afastamento imediato de Alany Chagas dos quadros da administração municipal e solicita que Calvet Filho abstenha-se de realizar nomeações para cargos não previstos em lei para os quais não constem atributos e requisitos. Outro pedido é que o prefeito evite nomeações para continuar a beneficiar Alany Chagas.

TELETRABALHO

Calvet Filho concedeu teletrabalho a Alany Chagas em julho de 2023. Apesar de lotada no gabinete do prefeito, a filha de Adelmo Soares não era conhecida no local de trabalho. Ela exerceria funções na Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Havia sido lotada no órgão quando estava gestante e não poderia auxiliar nas atividades.

Segundo a titular da pasta, Débora Calvet, havia uma coordenadora que trabalhava presencialmente. Não havia controle de produtividade da filha de Adelmo Soares. A única forma existente era por meio de relatos informais de outros servidores.

Funcionários do gabinete do prefeito nunca tiveram contato com Alany e nem sabiam de quem se trata, mesmo antes desta ter sido indicada para a Semus. Além disto, ela nunca compareceu ao local de trabalho e nem ao município de Rosário.

SEM CONTATOS

Os endereços indicados por Alany nos contratos com a universidade de Olinda são de Pernambuco e de Caxias. Por e-mail, afirmou sucintamente que exerce o cargo de coordenadora e havia feito pedido de teletrabalho em função da gravidez.

Do processo administrativo para concessão de teletrabalho consta exame de gravidez sem data, o que não permite aferir se era atual ou se foi juntado posteriormente apenas para “montagem” do processo após pedido de informações pelo MPMA. O laboratório que emitiu o exame é situado em Pernambuco e a maternidade onde Alany deu à luz também.

Tais fatos sugerem que há anos Alany reside em outro estado e que Calvet Filho agiu deliberadamente para beneficiá-la em detrimento do erário público. Também não se pode deixar de reconhecer o dolo do gestor, que sabia desde o início, que nunca haveria a contraprestação correspondente ao serviço para o qual houve a nomeação”, explica a promotora de justiça.

CONDUTAS

O ingresso de Alany no serviço público atendeu interesses exclusivamente pessoais.. Tudo indica que Alany foi admitida apenas por sua condição de filha de ex-deputado, em troca de apoio político ao gestor José Nilton Pinheiro Calvet Filho”, resume a integrante do MPMA.

Para o Ministério Público, além de contrária aos princípios da Administração Pública, a nomeação caracteriza o enriquecimento ilícito de Alany, já que não há serviço prestado. Tudo isso só é possível com a conivência do prefeito Calvet Filho, aliado político do pai dela.

O prefeito agiu não só de maneira impessoal, mas concorreu para o dano ao erário, pois nomeou Alany sem aprovação em concurso público para um cargo cujos atributos e requisitos não estão descritos em lei, sem exigência de trabalho, facilitando o enriquecimento ilícito desta”, acrescenta Maria Cristina Murillo.

Desde maio de 2024, o gestor também é alvo de outra ACP por ato de improbidade, ajuizada pelo MPMA, devido à prática de “rachadinha” (desvio de salário) envolvendo uma servidora e uma ex-servidora municipais.

PEDIDOS

O MPMA pede a condenação de José Nilton Calvet Filho e Alany Chagas à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, pagamento de multa no valor do dano.

Outra penalidade é a proibição de contratar com o poder público, receber benefícios ou incentivos fiscais/creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo, no máximo, de 12 anos.

Redação: CCOM-MPMA

MPMA ajuíza ação civil pública para suspender empréstimo de R$ 30 Milhões em Barreirinhas

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, nesta quarta-feira, 19, uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, com o objetivo de suspender a contratação, pelo Munícipio de Barreirinhas, de um empréstimo no valor de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal, até que seja demonstrado o impacto financeiro sobre o erário municipal.

Na Ação, que foi originada de representação do cidadão José Leônidas Caldas Batista, o promotor de justiça Francisco de Assis Silva Filho argumenta que a aprovação da Lei nº 855/2023, que referendou o pedido de empréstimo pela Câmara de Vereadores de Barreirinhas, ocorreu sem obedecer ao devido processo legal. De acordo com os autos, não foi apresentado projeto técnico, nem houve pareceres das comissões competentes e estudo de impacto financeiro da contratação.

O Município de Barreirinhas apresentou o projeto de lei nº 019/2023, com a finalidade de realizar pavimentação asfáltica e/ou bloquetes, construção e manutenção de estradas vicinais, construção e manutenção de pontes e de praças.

Observou-se ainda que só num dia, 14 de novembro de 2023, o projeto foi votado e aprovado, com o parecer jurídico, pareceres das Comissões de Legislação, Justiça e Redação e da Comissão de Orçamento e Finanças e, por fim, aprovado o projeto de lei 019/2023 na lei nº 855/2023, com o quórum de dois terços”, relatou o promotor de justiça.

Ainda segundo o membro do Ministério Público, na sessão da Câmara que aprovou a lei nº 855/2023, não foi realizada qualquer discussão sobre o impacto financeiro que seria suportado pelo Município de Barreirinhas nos próximos 10 anos e nem quanto à capacidade econômica para custear as despesas desse empréstimo.

Juiz determina liminar que impede fechamento de agência do Bradesco em Alcântara

O juiz de Direito Rodrigo Otávio Terças Santos proferiu uma decisão liminar na manhã desta sexta-feira (14), determinando que o Banco Bradesco não encerre as atividades da agência 1982 no município de Alcântara. A medida, tomada após uma ação movida pelo Ministério Público, visa contestar o descumprimento do Contrato Administrativo e a saída abrupta da agência da cidade.

Na decisão, o juiz destacou que o encerramento das atividades da agência não pode ocorrer da forma apresentada, ressaltando princípios como a função social, boa fé e cumprimento dos contratos. Além disso, considerou a relevância social da agência para as cidades circunvizinhas que também dependem dos serviços oferecidos em Alcântara.

Veja a liminar

Prefeitura de Alcântara torra R$ 141 mil com diários de classe e professores são obrigados a imprimir arquivo em PDF para atender alunos

Professores do município Alcântara entraram em contato com o portal SlzMa, informando sobre a falta de diário de classes nas escolas do município. Uma verdadeira farra com o dinheiro público é o que o prefeito de Alcântara, Nivaldo Araújo, tem feito no município.

Após uma checagem minuciosa nas prestações de contas de 2023, a prefeitura torrou a quantia de R$ 141 mil para a compra de 3 mil diários de classe, além de cadernos de anotações e blocos. Este valor exorbitante acende um alerta sobre a má gestão e possíveis irregularidades no uso dos recursos públicos destinados à educação.

O que mais chama atenção é a obrigatoriedade dos professores de imprimir os arquivos em PDF dos diários de classe para atender às necessidades dos alunos.

É preciso que o Ministério Público investigue os indícios de superfaturamento e direcionamento em todas as licitações que ocorrem em Alcântara.

Veja a prestação de contas que a prefeitura informa acerca dos diários, a nota de empenho e o contrato e o material descrito.

Investigação conjunta da PGR e MPF visa esclarecer ‘surto de matrículas’ no Maranhão

A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou que o MPF (Ministério Público Federal) investigue, em dez estados, municípios com uma taxa desproporcionalmente alta de matrículas na educação de jovens e adultos, o EJA.

Em maio, uma operação sobre esse tipo de desvio foi deflagrada no Maranhão. A suspeita é de que os envolvidos inseriram dados falsos no sistema das prefeituras e, depois, desviaram a verba da educação com contratos fraudulentos.

Agora, a PGR determinou que a investigação seja ampliada para nove outros estados no Norte e Nordeste. Uma análise mostra que 50 municípios declaram ter mais de 44% de sua população inscrita na educação de jovens e adultos.

Segundo a CGU (Controladoria-Geral da União), 9,22% seria o percentual máximo razoável da população nessas regiões, que poderia integrar um programa de educação de jovens e adultos.

O objetivo do EJA, financiado pelo governo federal, é a alfabetização e o ensino de pessoas acima de 15 anos que não tiveram acesso à educação básica. Em média, no Brasil, 4% dos habitantes das cidades estão matriculados.

A análise da CGU encontrou uma cidade do Piauí em que a prefeitura declarou que 73% de uma população de 3.800 pessoas está inscrita no EJA, por exemplo. Entre os municípios do Brasil, é o que tem a maior desproporção.

Em muitos dos municípios indicados como suspeitos, houve um aumento repentino de matrículas, com mais de 1.500 novos alunos matriculados entre 2020 e 2023 em alguns lugares, o que também foi considerado como indício de irregularidade.

A PGR determinou a investigação de municípios na Bahia, Alagoas, Piauí, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Pará.

Apenas no Maranhão, os valores recebidos indevidamente pelas prefeituras devido às matrículas falsas chega a R$ 1 bilhão, segundo investigação do MPF.

Com informações do UOL

PF deflagra operação Memortunré-Kanela para apurar crimes de caça clandestina em terras indígenas no MA

A Polícia Federal no Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (11/06),a operação MEMORTUNRÉ-KANELA, com o objetivo de dar cumprimento a 08(oito) mandados de busca e apreensão domiciliares, expedidos pelo Juízo da 8ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Justiça Federal, em face de invasores suspeitos de praticar caça clandestina dentro de terras indígenasno Maranhão, localizadas no município de Fernando Falcão/MA.

No curso da investigação que motivou a representação da medida cautelar pela Polícia Federal, ficou evidenciado que, em decorrência da construção de uma estrada que cortava a terra indígena, havia se acentuado a invasão por parte de caçadores, com iminência de conflito com os povos originários, em decorrência da atividade ilegal.

A investigação identificou alguns suspeitos da atividade clandestina, que reiteradamente adentravam na terra indígena para apanhar/matar animais silvestres, gerando um clima de tensão e conflito com os povos indígenas, além de colocar em risco a subsistência alimentar dessa comunidade.

Durante o cumprimento da buscas, foram encontradas armas de fogo, munições e caça abatida. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, além do crime de posse, ou porte de arma de fogo de uso permitido ou restrito, a depender das circunstâncias a serem esclarecidas no curso do inquérito policial.

Promotor Raimundo Nonato assume papel de liderança e intervém para tentar evitar fechamento da agência do Bradesco no município de Alcântara, onde prefeito falha

Coube ao Promotor de Justiça Raimundo Nonato Leite Filho, que responde pela Comarca de Alcântara, tentar via ofício intervir para que a agência do Bradesco não feche no município. A desativação da agência em Alcântara acarretará inúmeros prejuízos à população, que passará a necessitar de deslocamentos para
outros municípios a fim de resolver questões bancárias.

Em um cenário onde o progresso parece estagnar, o Promotor tem se destacado como uma figura de liderança, preenchendo lacunas onde a administração municipal falha em cumprir suas responsabilidades.

Diante do exposto, solicitamos, respeitosamente, que a decisão de
encerramento da agência do Bradesco em Alcântara seja reavaliada, levando em
consideração os aspectos peculiares e a importância estratégica de sua permanência para a população deste município.

Contamos com a compreensão e a sensibilidade de V. Sª para com
esta solicitação, visando sempre o melhor interesse da comunidade alcantarense”. disse o promotor em ofício encaminhado ao Gerente Regional do Banco Bradesco S.A. Eduardo Fernades.

Atenciosamente,

Raimundo Nonato Leite Filho
Promotor de Justiça

Nicolau deixa comando da PGJ após 4 anos e apresenta balanço de gestão à imprensa

O mandato do procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau,vence nesta segunda-feira, 17 de junho, depois de 4 anos à frente do órgão, quem assumirá é o novo procurador Danilo José de Castro Ferreira.

Nicolau, apresentou nesta sexta-feira, 07 o balanço da gestão dele à frente do Ministério Público do Maranhão, no período 2020-2024. Os jornalistas puderam esclarecer as dúvidas sobre a atual administração, as ações desenvolvidas pelo MPMA e os próximos desafios institucionais.

Eu acho que eu tinha a obrigação de fazer essa prestação de contas para a imprensa, Vocês são quem mais influenciam a opinião no Maranhão”, disse o procurador.

Dentre outras ações ao longo dos 4 anos, o procurador relembrou o trabalho do MPMA no período da pandemia de Covid-19 e a fiscalização intensa do órgão quando da chegada da vacina no estado.

Mesmo quando o estado estava necessitado de tudo. Todos com medo de morrer, eu nunca deixei de estar presente no Ministério Público”, disse o procurador.

Ele, que está no Ministério Público há 44 anos, falou ainda de quando o MP tinha apenas alguns membros, antes da Constituição de 1998, o que é o órgão hoje e o trabalho que desempenha em prol da sociedade.

Nós éramos 5 procuradores, 20 e poucos promotores. Não tínhamos ações populares, esse leque de atribuições que a Constituição de 1988 nos deu”, disse.

Sobre o trabalho realizado junto às prefeituras municipais, quando o Ministério Público tem atuado fortemente para impedir que contratações artísticas sejam feitas com dinheiro público, o procurador disse que o foi feito nos interiores, quando muitas festas precisaram ser canceladas, especialmente durante festejos carnavalescos, não foi pessoal.

Não tenho nada contra prefeitos. Eu tenho contra gastar dinheiro público da forma errada. Por exemplo, Vitória do Mearim, 500 mil reais, quando a promotora constatou que lá não tinha dipirona no hospital. Imperatriz: 12 ambulâncias, 10 quebradas; tomógrafo, quebrado; raio x, quebrado; macas, quebradas; cadeira de rodas, quebradas. Aí tira 440 mil reais na quinta feira de carnaval para na sexta-feira… ai não dá. Eu fui até o Supremo. Eu não estava cuidando do dinheiro do prefeito, eu estava cuidando do dinheiro do povo”, disse Eduardo Nicolau.

A posse do procurador-geral de justiça eleito, o procurador Danilo José de Castro Ferreira, será realizada no dia 17 de junho, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, no Cohafuma.

Procurador Geral da República dá razão à Assembleia Legislativa sobre escolha de conselheiros do TCE-MA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu, nesta sexta-feira (7), parecer favorável à Assembleia Legislativa do Maranhão no processo em que questionam as normas que regulamentam o preenchimento das vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). Esta semana, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um parecer propondo o arquivamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), movida pela PGR contra os dispositivos que regulavam a escolha de conselheiros do TCE-MA.

No parecer, a própria PGR, que havia questionado a constitucionalidade de dispositivos da Constituição Estadual e do Regimento Interno da Alema, apontando violação de preceitos constitucionais que previam votação secreta para atos similares no Tribunal de Contas da União (TCU), dá razão ao Poder Legislativo maranhense acerca da questão.

O parecer da PGR sustenta a perda de objeto no caso analisado, após a Assembleia Legislativa ter aprovado emendas constitucionais e resoluções legislativas que alteraram as disposições contestadas, instituindo o voto secreto para a escolha dos conselheiros do TCE-MA, harmonizando, consequentemente, a legislação estadual com o modelo federal e tornando a ação inicial sem efeito.

Como apontou a Assembleia Legislativa do Maranhão, houve modificação substancial do quadro normativo, com supressão das disposições normativas originalmente atacadas. É caso, portanto, de perda de objeto. O parecer é pela extinção da ação, sem julgamento de mérito”, diz o parecer emitido pela Procuradoria Geral da República.

Ações

Além da PGR, o Partido Solidariedade também deu entrada em ações questionando as normas maranhenses sobre a forma de escolha dos membros do TCE/MA. O relator do processo foi o ministro Flávio Dino, que concedeu liminar suspendendo temporariamente o processo de escolha dos conselheiros.

O posicionamento teve o consentimento da AGU, que afirmou que as mudanças substanciais na legislação estadual eliminaram as inconstitucionalidades apontadas pela PGR, reforçando a perda de seu objeto devido às alterações ou revogações das normas impugnadas.

Com as manifestações, o caso parece resolvido e o TCE-MA pode ser recomposto, pois há meses a Corte de Contas do Estado tem atuado sem um de seus membros.

Após manifestação da Assembleia, AGU propõe arquivamento de ação movida pela PGR no caso TCE

Um parecer apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) propõe o arquivamento de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra dispositivos que regulavam a escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Motivada pela adoção de votação nominal para a aprovação dos conselheiros, a ação acabou perdendo seu objeto após a Assembleia Legislativa ter alterado consideravelmente as normas impugnadas.

A PGR havia questionado a constitucionalidade de dispositivos específicos da Constituição Estadual e do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, apontando violação de preceitos constitucionais federais que previam votação secreta para atos similares no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU).

No entanto, a Assembleia aprovou emendas constitucionais e resoluções legislativas que alteraram as disposições contestadas, instituindo o voto secreto para a escolha dos conselheiros do TCE-MA, harmonizando, consequentemente, a legislação estadual com o modelo federal e tornando a ação inicial sem efeito.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, havia concedido uma medida cautelar para suspender temporariamente o processo de escolha dos conselheiros, sendo que o julgamento do mérito estava marcado para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas com as mudanças legislativas, a Alema solicitou a extinção da ação alegando perda de objeto.

O posicionamento teve o consentimento da AGU, que afirmou que as mudanças substanciais na legislação estadual eliminaram as inconstitucionalidades apontadas pela PGR. O órgão argumentou que a ação perdeu seu objeto devido às alterações ou revogações das normas impugnadas, sugerindo, assim, o arquivamento.

A proposta da AGU para o arquivamento aguarda, agora, a decisão do relator e do plenário do Supremo Tribunal Federal.

Operação da PF de São Luis contra pedofilia cumpre mandados e apreende material pornográfico

A Polícia Federal no Maranhão, através da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, realizou hoje, em São Luís, uma operação de busca e apreensão para investigar um indivíduo suspeito de armazenar e compartilhar vídeos e imagens de abuso sexual infanto-juvenil pela internet.

O investigado é suspeito de cometer os crimes de Disponibilização e Armazenamento de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes, tipificados nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo acarretar em uma pena máxima de até 10 anos de reclusão.

Foram apreendidos celulares e dispositivos de armazenamento, os quais serão submetidos a exames periciais para esclarecimento dos fatos investigados. A operação de hoje faz parte da campanha Maio Laranja, que destaca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), buscando conscientizar a população sobre a gravidade dessas práticas criminosas.