São José de Ribamar celebra 74 anos de emancipação política com grande festa e lota Parque Folclórico Therezinha Jansen

Na noite desta quinta-feira (24), a cidade de São José de Ribamar foi palco de uma grande celebração em alusão aos seus 74 anos de emancipação política. A festa, promovida pela Prefeitura Municipal em parceria com o Governo do Estado do Maranhão, atraiu um grande público que lotou o Parque Folclórico Therezinha Jansen, na orla marítima da cidade.

A programação festiva aconteceu no Parque Folclórico, onde se apresentaram as cantoras Thaís Moreno e May Costa, tendo como atração principal da noite o cantor Rey Vaqueiro, um dos grandes nomes do forró de vaquejada.

O prefeito da cidade, Dr. Julinho (PODEMOS), celebrou a festividade e destacou a importância da data para o município. O gestor, que recentemente foi reeleitopara seu terceiro mandato, tem enfatizado em suas declarações um estilo de gestão pautado no trabalho e em resultados concretos para a população. “Temos muito trabalho, mas tambem não poderíamos deixar de comemorar o aniversário da nossa cidade. Ver o povo de Ribamar feliz é a nossa missão”, declarou.

O Parque Folclórico Therezinha Jansen, palco da festa, é um dos principais espaços culturais do município e já sediou grandes eventos tradicionais da região. A grande adesão do público nesta quinta-feira demonstrou o carinho da população pelas comemorações do aniversário da cidade, que é a terceira maior do Maranhão.

Brandão falou à Folha sobre a relação de aliado a adversário e revelou como Dino chegou à política e ao STF

Depois das informações sobre o pedido da Polícia Federal para afastá-lo do cargo nesta quinta-feira (24), o governador Carlos Brandão apresentou sua versão sobre a crise política e judicial que envolve seu grupo.

Em guerra com antigos aliados ligados ao ex-governador do Maranhão Flávio Dino, o atual chefe do Executivo estadual, Carlos Brandão (MDB), afirma que, sem ele, Dino não teria ingressado na política.

Em entrevista à Folha no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, Brandão também dá sua versão para o rompimento com o hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e o critica por não se declarar impedido em processos.

O atual governador foi o vice nos dois mandatos em que Dino governou o estado, de 2015 a 2022. Quando o titular se licenciou para concorrer ao Senado, assumiu a cadeira por oito meses e se reelegeu para o mandato 2023-2026, agora prestes a se encerrar.

Eleito senador, Dino abriu mão do mandato para virar ministro da Justiça de Lula e depois ministro do STF. O grupo político dele rompeu com o de Brandão no início da atual gestão.

Na entrevista à Folha, Brandão também conta por que, apesar do rompimento, segue ao lado de Lula. Na corrida ao governo maranhense, o presidente apoia o candidato do PT, Felipe Camarão, um pupilo de Dino.

Camarão é hoje vice de Brandão e almejava ocupar a cadeira principal para concorrer à reeleição. Mas o rompimento frustrou os planos.

Veja a entrevista completa de Brandão á Folha de S.Paulo

“Lula se tornou um grande parceiro do nosso governo na relação institucional. Muitos convênios, muitas obras do PAC. Aqui fez opção pelo Felipe, porque ele é do PT. Mas ele sabe que essa candidatura não tem futuro”, diz o governador.

“Esse projeto [a candidatura de Camarão] é idealizado por Flávio Dino. Pra dar segundo turno e ele ficar batendo no Orleans. Mas, mesmo o Lula não estando com a gente, a gente pede voto para ele, porque tem sido meu amigo e parceiro”, acrescenta.

Brandão optou por não concorrer ao Senado, ficando no cargo até o término do mandato, e admite que o fez para não entregar a máquina ao vice, agora inimigo.

O governador lançou como sucessor seu sobrinho Orleans Brandão (MDB), que está em segundo nas pesquisas, atrás do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). Camarão aparece em terceiro.

“Fiz uma reunião e o grupo entendeu que, se ele assumisse, o grupo ia se dividir todo, porque iria voltar esse pessoal, fortalecer esse pessoal. E eles já tinham brigado muito na Assembleia [Legislativa]”, conta.

“Disseram: ‘Rapaz, tu vai entregar para o adversário? Aí a gente vai morrer’. Eu tinha toda chance de ser candidato a senador. Se eu fosse pensar em mim, eu tinha sido, mas o grupo não aceitou. Então eu fui para o sacrifício, deixei de ser candidato para salvar o grupo.”

O rompimento ocorreu, segundo Brandão, porque o grupo ligado a Dino quis aumentar os espaços no governo (para além das secretarias e cargos acertados) e dominar a Assembleia.

“Acho que não se desgarraram do governo, sabe? Aí eu entendi que eles não queriam mais espaço, eles queriam a chave do Palácio dos Leões. Só que depois veio um tom de ameaça. Começaram a me bater na tribuna [da Assembleia]. Até aí tudo bem. Depois começaram a mover processos, e aí foi se agravando. Isso não é aliado, é adversário.”

“Na realidade”, prossegue Brandão, “eles queriam uma rendição. Essa é a palavra.”

Conforme a versão do governador, a crise se agravou nas eleições para prefeito de 2024, quando seu grupo não cedeu às demandas dos “dinistas” nos municípios de Colinas (reduto dos Brandão e do deputado Márcio Jerry, do PC do B, aliado de Dino) e Barreirinhas.

Por meio de ações dos “dinistas” que terminaram no STF sob a relatoria de Dino, a nomeação de conselheiros do TCE-MA (Tribunal de Contas do Estado do Maranhão) foi paralisada, ampliando a guerra.

Para o governador, o rompimento com o grupo de Dino deveria levar o ministro a se declarar suspeito em inquéritos no STF que investigam Brandão e seus familiares e aliados.

Recentemente, Dino afastou Daniel Brandão (sobrinho do governador) da presidência do TCE-MA e determinou a prisão domiciliar e o afastamento do cargo de secretário de um aliado do grupo, Raimundo Cutrim, além de outras medidas vistas pelos Brandão como retaliação política.

“Você acha justo um juiz julgar um amigo ou um adversário? O correto seria ele se declarar impedido”, diz Brandão.

O governador considera “muito estranha” a mudança de foro: inquéritos que estavam no STJ (Superior Tribunal de Justiça) “subiram” para o STF após a suspeita de que o senador Weverton Rocha (PDT) atuava junto ao ministro da corte Humberto Martins para interferir nas investigações. Dino então passou a ser o relator dos processos.

São casos como o de um assassinato à luz do dia na entrada de um centro comercial numa área nobre de São Luís, de nomeações para o TCE-MA, entre outros.

“Desde a Constituição de 88, o foro de governador sempre foi STJ. O foro de Daniel, do Tribunal de Contas, também é no STJ. Mas foi tudo para lá [para o STF], foi todo mundo no pacote.”

Sobre a presença de seu sobrinho Daniel no local do assassinato (uma reunião supostamente para discutir divisão de propina), Brandão afirma que ele estava de passagem pelo local, a caminho de outro encontro, e só parou para cumprimentar o grupo no qual estava o assassino e o assassinado.

Após mudar seu depoimento e passar a implicar os Brandão em crimes, o assassino confesso, Gilbson Cutrim, declarou que levava propina para o grupo do governador dentro do Palácio dos Leões. “É uma maluquice. Nunca vi esse cara”, diz Brandão.

Ele afirma que não há registro da entrada de Gibson no palácio. Indagado se teme ser afastado ou preso, Brandão afirma que “tem uma hora que a gente tem que entregar isso para Deus”. “Porque fazer o quê? Não posso nem comentar porque não sei o que tem no processo.”

O governador diz que um gesto seu permitiu a Flávio Dino entrar para a política em 2006. Dino era juiz federal e cogitava largar a toga, mas não tinha votos. “Eu abri mão de 50 mil votos para ele”, diz Brandão, que conta ter pedido a políticos do seu grupo para apoiar Dino em vez dele numa região do estado.

“Eu que botei ele na política, senão ele não tinha renunciado [ao cargo de juiz]. Era um grupo político que eu tinha na região leste, eu passei todo para ele”, relata o governador, citando um vídeo de 2020 em que Dino reconhece o “gesto de cortesia, de amizade, de fraternidade” de Brandão na ocasião.

Ele ressalta a lealdade a Dino nos dois mandatos em que foi seu vice. “Fiquei sete anos e três meses com ele sem nenhum problema, zero. Uma relação muito boa.”

PF pediu afastamento de Brandão

Numa investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos no Maranhão, a Polícia Federal solicitou duas vezes à Justiça, sem sucesso, o afastamento do atual governador Carlos Brandão (MDB), além de busca e apreensão contra o político, dois irmãos dele e sua filha.

Originada de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre operações financeiras atípicas — principalmente na cidade de Colinas (MA), reduto dos Brandão—, a investigação, aberta em 2024, foi solicitada à PF pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Isso porque constam entre os investigados o governador Brandão e seu sobrinho Daniel Brandão, então presidente do TCE-MA (agora afastado por uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a PF, que atuou em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da República), empresas do grupo de Brandão foram abastecidas com recursos públicos desviados da Prefeitura de Colinas e do Governo do Maranhão. O suposto esquema, segundo a investigação, ocorreria mediante crimes tributários, lavagem de dinheiro, licitações dirigidas, corrupção passiva e organização criminosa.

A defesa do governador disse que não se manifestaria porque “não teve acesso aos supostos relatórios e elementos de informação mencionados, que seguem em segredo de Justiça”. Também diz rechaçar qualquer tentativa de atribuir a ele a prática de crimes.

A guerra que assola a política maranhense, opondo o grupo de Brandão ao de seus ex-aliados ligados ao ex-governador Dino, ganhou projeção nacional a partir de dois episódios: os desdobramentos de um assassinato à luz do dia na entrada de um centro comercial numa área nobre de São Luís e a quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Dino.

O jornalista em questão é réu num processo de 2017 acusado de integrar uma rede de extorsão a políticos e empresários do estado.

Menos conhecido é o inquérito sobre as empresas do clã Brandão, a cujo teor e partes do conteúdo a Folha teve acesso.

Estava inicialmente aos cuidados do ministro Humberto Martins, do STJ, onde correm os processos envolvendo governadores. Martins não se manifestou sobre o pedido de afastamento de Brandão feito pela PF, e o inquérito foi transferido para o STF junto com outras investigações relacionadas a autoridades maranhenses.

Os casos “subiram” para a Suprema Corte após a suspeita de que o senador Weverton Rocha (PDT) atuava junto ao ministro Martins para interferir nas investigações, e Dino passou a ser o relator dos inquéritos, derrubando o sigilo de algumas das decisões.

Um dos casos foi apelidado de “Tech Office”, nome do centro em que João Bosco Sobrinho foi assassinado em 2022. Segundo as investigações, ele era cobrador de propinas em contratos com órgãos públicos, e teria sido morto por desavenças sobre a divisão do dinheiro.

Decisões recentes de Dino no caso afetaram os Brandão, como o afastamento do sobrinho do governador da presidência do TCE. Daniel Brandão estava na reunião no café do local do crime, mas sua presença no lugar é motivo de controvérsia, até porque não foi investigada no inquérito da Polícia Civil maranhense. O assassino confesso mudou de versão desde que foi preso, passando a implicar Daniel e aliados dos Brandão no caso.

Dino também determinou a prisão domiciliar de Raimundo Cutrim e o afastamento dele do cargo de secretário estadual, por suspeita de coação e obstrução de Justiça no caso (em um áudio, ele parece orientar o assassino a mudar sua versão para livrar os Brandão). Delegado aposentado e aliado do clã, Cutrim é investigado também no caso da quebra de sigilo do jornalista Luís Pablo.

As decisões de Dino mencionam empresas do grupo Brandão, mas no contexto do desvio de recursos via emendas parlamentares. Pela investigação a que a reportagem teve acesso, o suposto esquema vai além das emendas.

Segundo os elementos reunidos por Coaf, PF e CGU, empresas do grupo Brandão com contratos com órgãos públicos apresentaram movimentação financeira incompatível com o faturamento declarado. Também movimentaram recursos de terceiros e de pessoas físicas sem correspondente capacidade financeira.

De acordo com a investigação, as empresas envolvidas no suposto esquema firmaram, entre 2015 e 2024, com a Prefeitura de Colinas e o Governo do Maranhão, 237 contratos, que somaram cerca de R$ 100 milhões. A CGU identificou “fortes indícios” de licitações montadas para direcionar contratos para as empresas do grupo.

São mencionadas no inquérito as empresas Coagri, Gás do Sertão, Disvali, Vigas Engenharia e EMA (Empreendimentos do Maranhão). Segundo a PF, a Vigas e a EMA estariam registradas em nome de laranjas, mas pertenceriam de fato ao grupo Brandão, como intermediárias de repasses de contratos com órgãos públicos para empresas oficiais do grupo e pagadoras de despesas pessoais de integrantes do clã.

De 2017 a julho de 2023, conforme a PF, a Vigas recebeu da prefeitura e do governo estadual R$ 77,5 milhões, dos quais R$ 36,7 milhões foram repassados a outras empresas do grupo.

Procurado, Marcus Brandão, irmão do governador e sócio da Coagri, da Gás do Sertão e da Disvali, não respondeu. A reportagem não conseguiu localizar representantes das empresas Vigas e EMA.

Como mostrou o portal Metrópoles, o governo estadual usou R$ 13,2 milhões de precatórios do Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental) para pagar a Vigas. O governo argumenta que usou na verdade juros de mora dos precatórios, e que esse dinheiro pode ser empregado em obras de infraestrutura.

A PF depois deflagrou a Operação Monte Sinai, para apurar desvio de emendas e de recursos da educação no Maranhão — à qual está relacionada a investigação sobre as empresas do clã Brandão.

Quanto à Coagri, a investigação sustenta que a empresa foi “amplamente utilizada para garantir o proveito econômico dos ilícitos perpetrados, tanto ao receber recursos de empresas vencedoras de licitações fraudadas, quanto ao repassar valores em espécie a ‘laranjas’ ou deles recebê-los, em contexto de operações financeiras típicas de lavagem de dinheiro”.

Conforme a PF, a receita bruta declarada pela Coagri saltou de R$ 363,4 mil em 2019 para R$ 26,2 milhões em 2023, “além de estar muito aquém da movimentação financeira efetiva, corroborando as evidências de crimes contra a ordem tributária e de lavagem de capitais”.

Em representação enviada ao STJ e ao MPF (Ministério Público Federal), a PF apontou que, nos últimos anos, os investigados vêm “substituindo a participação direta nos quadros societários dessas empresas pela participação através de holdings, o que tem o condão de dificultar a identificação das condutas e o rastreamento dos recursos obtidos ilicitamente”.

No primeiro pedido ao STJ, a PF solicitou mandados de busca e apreensão contra Marcus Brandão (empresário e um dos líderes do grupo) e José Henrique Brandão (ex-prefeito de Colinas), mas não teve resposta.

Em maio de 2025, em complemento à representação inicial do ano anterior, a PF pediu a expedição de mandados de busca e apreensão contra Carlos Brandão e a filha dele Lethicia e o sequestro de bens de ambos e de holdings supostamente criadas para dissimular a expansão patrimonial de integrantes do grupo. Igualmente sem resposta.

Com o avançar do processo, em julho de 2025 a PF pede o afastamento do governador até o término da investigação, “como única forma de interromper as práticas ilícitas” descritas, além de busca e apreensão nas secretarias de Infraestrutura e Administração do estado.

A PGR dá parecer favorável às buscas e afirma que aguardará o resultado para se manifestar sobre o afastamento do governador, mas a autorização do STJ não vem.

Em 2026, já com os inquéritos tramitando no STF, a PF reforça os pleitos, tendo sido atendida apenas parcialmente pelo ministro Flávio Dino, que não se manifestou ainda sobre o pedido de afastamento de Brandão nem sobre as buscas contra integrantes do grupo. A PGR emite novo parecer, defendendo que os inquéritos retornem ao STJ.

Carlos Brandão questiona o foro dos inquéritos e solicita ao STF que sejam transferidos para o STJ. Em nota enviada à reportagem, o governador diz que tenta há mais de um ano acesso aos elementos das investigações, sem êxito.

“A defesa rechaça qualquer tentativa de atribuir ao governador Carlos Brandão a prática de crimes ou de associá-lo, sem demonstração individualizada de sua conduta, às imputações questionadas.”

Afirma ainda que o governador “permanece à disposição das instituições competentes e confia que qualquer apuração seja realizada com respeito à Constituição, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e às garantias inerentes ao Estado de Direito”.

Brandão decidiu cumprir seu mandato até o fim, em vez de concorrer ao Senado, como era esperado. À Folha, admitiu que fez isso para não entregar a máquina estadual ao vice Felipe Camarão, hoje seu desafeto. Indicou seu sobrinho Orleans Brandão (MDB) como candidato do grupo, e admite.

PF pediu afastamento de Brandão e buscas contra familiares por suspeita de desvios

A Polícia Federal pediu duas vezes à Justiça o afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), em investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos, segundo a Folha. Os pedidos não foram atendidos.

A PF também solicitou buscas contra Brandão, dois irmãos e uma filha. A investigação aponta suspeitas de que empresas ligadas à família teriam recebido recursos desviados da Prefeitura de Colinas e do governo estadual.

A defesa afirmou não ter acesso aos relatórios, que estão sob sigilo, e rejeitou a atribuição de crimes ao governador. O inquérito foi aberto em 2024 e atualmente tramita no STF.

Em ato político em Ribamar, Dr. Julinho desafia críticos: “Desafio alguém a dizer que tenho patrimônio adquirido como prefeito”

O prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, subiu o tom durante um ato político realizado na Praça Viva Vilas na noite desta quarta-feira (23) e decidiu responder, de forma direta, aos opositores sobre sua vida pessoal e sua trajetória.

Diante de apoiadores e lideranças políticas, Julinho lançou um desafio público a quem, segundo ele, possa apontar patrimônio adquirido por meio da política.

“Desafio alguém que fale. O senhor é dono de uma clínica. O senhor é dono de uma fazenda. O senhor tem uma mansão lá em Barreirinhas. Desafio, pessoal.”

Na sequência, o prefeito afirmou que sua trajetória está ligada ao município e destacou ações de apoio à população.

“Minha vida é voltada para os ribamarenses.”

Julinho também citou pessoas que, segundo ele, já receberam sua ajuda, incluindo pacientes que precisam de tratamento, estudantes universitários e famílias que enfrentam dificuldades.

“Ajudo tudo aquilo que posso.”

Na mesma linha de defesa, Dr. Julinho também destacou a importância da população nas decisões políticas e fez um discurso voltado às pessoas mais simples. Segundo o prefeito, “acabou a época de pessoa soberbas, gente tem que acreditar, se amarrar nas pessoas simples, nas pessoas humildes”, reforçando a ideia de que ninguém é melhor do que ninguém e que as oportunidades na vida não são iguais para todos.

A fala ocorreu durante um encontro político que reuniu secretários, lideranças e apoiadores do grupo. O evento contou ainda com a presença do candidato a deputado estadual Júlio Filho e do deputado federal Cleber Verde.

Com discurso direto e diante de uma plateia de apoiadores, Dr. Julinho aproveitou o encontro para defender sua trajetória e reforçar o apoio político ao projeto de Júlio Filho para a Assembleia Legislativa.

Ao defender sua trajetória, Dr. Julinho buscou reforçar diante do público a imagem de um gestor próximo da população e disposto a responder publicamente às críticas e questionamentos sobre sua vida pessoal e atuação política.

Eleição da Câmara trava na Justiça em meio a disputa por continuidade no comando da casa

A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís foi parar na Justiça justamente quando a disputa pela presidência já tinha um placar político desenhado.

De um lado, Beto Castro (Avante) afirmava reunir 21 apoios. Wendell Martins (Podemos), Octávio Soeiro (PSB), Thyago Freitas (PRD), Paulo Victor (PSB), Romeo Amim (PRD), Daniel Oliveira (PSD), Cleber Verde Filho (MDB), Fábio Macedo Filho (Podemos), Marlon Botão (PSB), Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Penha (PDT), Andrey Monteiro (PV), Édson Gaguinho (PP), , Antônio Garcês (PP), Coletivo Nós (PT), Marcos Castro (PSD), Raimundo Júnior (Podemos), Astro de Ogum (PCdoB) e Rosana da Saúde (Republicanos) e Concita Pinto (PSB).

Do outro, Marquinhos (União Brasil) aparecia com cinco declarações públicas. Clara Gomes (PSD), Aldir Júnior (PL), Thay Evangelista (UP) e Professora Magnólia (UP). Outros cinco vereadores ainda não haviam revelado o voto. Douglas Pinto (PSD),  Nato Júnior (PDT), Dr. Joel (PSD), André Campos (UP) e Flávia Bertiher (PL).

Agora, a eleição que estava marcada para 1º de outubro foi suspensa por decisão liminar do juiz Itaércio Paulino da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.

E há um detalhe que chama atenção no novo capítulo dessa disputa.

Os cinco vereadores que ainda apareciam fora do placar público estão entre os autores do mandado de segurança que questionou o processo eleitoral da Câmara: Aldir Júnior, Douglas Pinto, André Campos, Dr. Joel e Flávia Berthier.

Na ação, os parlamentares apontaram quatro possíveis irregularidades, entre elas questionamentos sobre a emenda que alterou o calendário da eleição, a convocação da sessão extraordinária, as regras de votação e o prazo para registro das candidaturas.

Também foi levantado um ponto político sensível, a eleição estava marcada para apenas três dias antes do primeiro turno das eleições gerais de 2026, quando nove dos 31 vereadores estariam envolvidos em disputas eleitorais. Os cinco autores do mandado de segurança estavam entre eles.

O juiz acolheu parte dos argumentos e suspendeu o edital e a sessão marcada para 1º de outubro. Mas a decisão não proibiu uma nova convocação. A Câmara poderá marcar outro pleito, desde que observe as regras da Lei Orgânica e do Regimento Interno.

Na prática, a decisão interrompeu uma eleição que já vinha sendo tratada nos bastidores como uma possível vitória de Beto Castro, que tem o apoio declarado do atual presidente. Para quem vê a atual Câmara como um Legislativo que perdeu força e credibilidade perante a sociedade, a continuidade de um candidato ligado ao Paulo Victor pode ser vista como a mesmice.

A votação, agora, deixou de ter data definida.

E os cinco vereadores que ainda não haviam declarado publicamente seus votos passaram a ocupar um espaço ainda mais importante nessa disputa.

Quando a eleição for novamente convocada, o placar de 21 a 5 continuará de pé, ou a suspensão judicial vai abrir espaço para uma nova rodada de negociações, mudanças de apoio e disputa pelo comando da Casa?

Por enquanto, a eleição parou.

A disputa política, não.

No horário eleitoral, candidato ao senado resgata passado político de Fufuca

O candidato ao Senado pelo PL no Maranhão, Cidônio Gonçalves, decidiu usar seu espaço no horário eleitoral para mirar diretamente o também candidato ao Senado André Fufuca, do PP.

Com o título “Na política, confiança começa com clareza”, o vídeo aposta em uma estratégia simples: resgatar as mudanças de posicionamento de Fufuca nos últimos anos e deixar a pergunta no ar.

Em 2022, Fufuca apoiou Jair Bolsonaro e foi reeleito deputado federal. No ano seguinte, o cenário mudou. O parlamentar passou a integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumindo o Ministério do Esporte.

É justamente essa mudança que Cidônio coloca no centro da propaganda.

A mensagem tenta fazer o eleitor olhar para a trajetória de Fufuca e questionar até onde vão as convicções políticas e onde começam as conveniências eleitorais.

Cidônio não escolheu o caminho mais discreto. Em vez de apenas apresentar suas propostas, decidiu colocar o adversário no centro da própria propaganda e explorar uma mudança de posição que pode render discussão na corrida pelo Senado.

É crítica eleitoral? Sim.

É uma interpretação de Cidônio sobre a trajetória de Fufuca? Também.

E é justamente aí que a disputa começa a ficar mais interessante.

O vídeo faz parte da propaganda eleitoral de Cidônio e as críticas apresentadas são de responsabilidade do próprio candidato.

No fim, fica a pergunta colocada pela própria campanha: quando a política muda de lado, o eleitor enxerga estratégia, mudança de posição ou oportunismo?

A resposta, desta vez, fica com o eleitor.

Chefe de gabinete da prefeitura de Imperatriz morre atropelado por trio elétrico durante carreata em Riachão

O dentista e chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura de Imperatriz, Eduardo Massoli, morreu após ser atropelado por um trio elétrico durante uma carreata de campanha do candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD), na manhã desta terça-feira (22), em Riachão, no sul do estado.

Segundo informações, o trio elétrico teria perdido o freio durante a carreata e prensado a vítima contra um poste. O procurador-geral do Município de Imperatriz, Solon Rodrigues dos Anjos Neto, também foi atingido.

Após o acidente, Braide divulgou uma nota em que lamentou a morte, desejou recuperação à pessoa ferida e informou que suspendeu a agenda dos próximos dias.

“Lamento profundamente o acidente ocorrido na manhã de hoje, durante a carreata em Riachão, que deixou uma pessoa ferida e, infelizmente, uma vítima fatal.

Neste momento de dor, me solidarizo com os familiares e amigos das vítimas e desejo pronta recuperação à pessoa ferida.

Em respeito às vítimas e às suas famílias, minha agenda dos próximos dias está suspensa.”

Primeira-dama transforma Prefeitura de São Benedito do Rio Preto em “Casa da Mãe Joana” ao demitir professora por foto com deputado deixando alunos sem aula

Com certeza, em algum momento da sua vida, você ouviu a frase “casa da mãe Joana”. A expressão alude a um lugar em que vale tudo, onde todo mundo pode entrar, mandar, uma espécie de grau zero de organização. Sem dúvidas, esse ditado é perfeito para definir a política de São Benedito do Rio preto. Tanto a Câmara quanto a Prefeitura são verdadeiras “casas da mãe Joana”. Entra ano, sai ano, vem eleição, vai eleição, e a situação não melhora, não muda, pelo contrário, só piora. A cada semana um novo exemplo esfrega na cara do saobeneditense o quanto a política é amadora, o quanto os representantes do povo estão preocupados em trabalhar para si mesmos e, pior, ainda usam o povo como massa de manobra, quando querem atingir determinados objetivos. 

Nesta segunda-feira (21), a primeira-dama Brenda Rocha ordenou a demissão imediata de Natalya, professora contratada da rede municipal que dava aulas no Povoado Faustina. O motivo da dispensa? A profissional foi vista em um evento político ao lado do deputado federal Aluísio Mendes.

A cobrança partiu diretamente da primeira-dama para a coordenadora escolar do povoado, Patrícia. Revoltada ao saber que a funcionária esteve no evento, Brenda mandou dispensar a professora na hora, sem nenhum critério pedagógico ou respeito com a comunidade. O resultado desse ato autoritário já é sentido pelos alunos do Povoado Faustina, que ficaram sem aula.

O que causa mais indignação na população é a extrema hipocrisia da gestão do prefeito Wallas Rocha. Até outro dia, o próprio prefeito e a primeira-dama faziam juras de amor públicas ao deputado Aluísio Mendes, apresentando o parlamentar aos próprios contratados e pedindo apoio. Agora, porque mudaram de lado, decidem punir e tirar o pão da boca de quem apenas exerceu a liberdade de escolha política, a mesma escolha que eles próprios ensinavam no passado. A prefeitura trata os servidores e a educação das crianças como se fossem propriedade particular da família do prefeito, Alias essa historia de família já deu muito que falar no município justamente na educação.

É uma história que perfeitamente iludiria as mais diversas crianças de todas as faixas de idade. Mas ao que tudo indica, vem iludindo o povo de São Benedito do Rio Preto.

O SLZMA deixa o espaço aberto para manifestação do prefeito Wallas Rocha, da primeira-dama e da Prefeitura de São Benedito do Rio Preto.

Após denúncia do SLZMA, trabalhadores recebem salários da empresa de Eduardo DP

Após a matéria publicada pelo slzma.com.br sobre a denúncia de trabalhadores que afirmavam estar há mais de dois meses sem receber, os funcionários começaram a receber os salários atrasados.

Um dos trabalhadores encaminhou à página um comprovante de transferência realizada nesta segunda-feira (21), às 14h30, tendo como pagadora a EDP I E Pavimentação Ltda., empresa ligada ao empresário Eduardo DP.

O pagamento ocorre após a denúncia dos trabalhadores e representa uma resposta à situação relatada à reportagem.

O slzma.com.br segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para que a empresa e Eduardo DP prestem esclarecimentos sobre os pagamentos e informem se todos os valores pendentes serão quitados.

Patacoada! pelo voto, prefeito de Tuntum se pinta e veste indumentária indígena

Foi para conquistar voto. E a cena foi, no mínimo, constrangedora.

O prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, resolveu vestir indumentária indígena e pintar o rosto durante uma agenda em aldeias.

Não há problema algum em respeitar a cultura indígena. O problema começa quando símbolos culturais parecem virar figurino de ocasião em plena disputa eleitoral.

Fernando Pessoa apoia a candidatura da irmã, Bruna Pessoa, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. E, na corrida pelo voto, o prefeito parece disposto a experimentar todos os personagens disponíveis.

É difícil saber se foi estratégia, aproximação ou simplesmente uma tremenda pataquada.

Mas uma coisa é certa, política não deveria transformar cultura em fantasia de campanha.

Quem ocupa a cadeira de prefeito deveria entender que cada gesto tem peso. Principalmente quando acontece em período eleitoral e envolve comunidades que merecem respeito, não encenação.

Fernando Pessoa pode até chamar a cena de aproximação.

O eleitor pode enxergar de outra forma.

No fim, fica a pergunta que ninguém consegue evitar, na eleição vale tudo? Até se pintar e vestir uma cultura inteira para tentar conquistar alguns votos?

Se a intenção era chamar atenção, conseguiu.

Se era convencer, agora é o eleitor quem decide o que achou da cena.

Trabalhadores denunciam empresa de Eduardo DP por salários atrasados enquanto mulher declara patrimônio de R$ 1,2 milhão

Trabalhadores que dizem ter prestado serviços para a EDP Construções, ligada ao empresário Eduardo DP, procuraram o slzma.com.br para denunciar atraso no pagamento de salários.

Segundo os funcionários, alguns estão há mais de dois meses sem receber. Laerte, um dos trabalhadores, afirma que atuou em serviços pesados entre Lago Açu, Lago Verde e Bacabal, mas ainda não recebeu pelos serviços realizados.

“Nós estamos aqui precisando, há mais de dois meses, e nada desse dinheiro cair”, relatou.

Segundo ele, outras pessoas também estariam esperando pelos pagamentos.

Um dos trabalhadores também enviou uma mensagem pelo Instagram de Eduardo DP cobrando o pagamento. Segundo o print enviado à reportagem, a mensagem foi visualizada pelo empresário, mas não houve resposta.

Enquanto isso, a esposa de Eduardo DP, Larissa DP, disputa uma vaga de deputada federal. Dados consultados pelo slzma.com.br no DivulgaCand mostram que ela declarou à Justiça Eleitoral R$ 1.209.882,57 em bens, incluindo três apartamentos em Teresina, uma Toyota Hilux SW4 e um Renault Master.

Os dados patrimoniais não significam que esses bens tenham qualquer relação com os salários reclamados pelos trabalhadores. Mas como pode declarar um patrimônio milionário e não pagar os trabalhadores?

O espaço permanece aberto para Eduardo DP e a EDP Construções apresentarem esclarecimentos sobre os pagamentos.