O caso envolvendo a prefeita de Arari, Maria Alves Muniz, conhecida popularmente como “Simplesmente Maria”, ganhou um novo capítulo na noite desta terça-feira (25) e agora apresenta versões conflitantes que colocam em dúvida o episódio relatado pela senhora Mazolina de Jesus Rodrigues. Após Mazolina registrar um Boletim de Ocorrência alegando agressões físicas, verbais e psicológicas praticadas pela prefeita, a família do senhor Carlos, ex-companheiro da denunciante, também procurou a Polícia Civil para registrar um BO apontando Mazolina como autora de agressões contra ele e seus familiares.
O portal SLZMA também teve acesso ao BO registrado primeiro pelo senhor Carlos, antes mesmo do relato apresentado por Mazolina, relatando que “Naquele momento, minha ex-companheira, Mazolina, chegou ao local e passou a me ameaçar e a me agredir com uma faca. O motivo da confusão foi ciúmes, porque eu estava bebendo na companhia de amigos. Ela ficou descontrolada e partiu pra cima de mim. É isso que eu relato.” relatou o homem a polícia.
Agora, estranhamente, a mulher só procurou a polícia após buscar apoio na oposição. Além disso, familiares gravaram vídeos relatando situações de conflito que, segundo eles, teriam sido provocadas pela denunciante, incluindo a filha legítima do casal, que acusa a mãe de homofobia e violência doméstica. O ex-companheiro reforçou que teria vivido momentos difíceis ao lado de Mazolina, afirmando que também foi vítima de agressões.
A prefeita Maria Alves nega qualquer envolvimento nas agressões descritas por Mazolina e afirma que jamais praticou atos de violência. A gestora ressalta que a denúncia não condiz com sua conduta e defende que todos os fatos devem ser investigados com rigor para que a verdade prevaleça.
A versão de agressão apresentada pela senhora Mazolina precisa ser apurada diante da reviravolta no caso. Já a nova versão apresentada pela família do senhor Carlos cria um contraponto direto, sugerindo que Mazolina também teria histórico de comportamento agressivo.
Com duas narrativas completamente divergentes, o caso agora depende da análise técnica da Polícia Civil, que deve avaliar depoimentos, vídeos, eventuais testemunhas e as imagens de câmeras mencionadas por Mazolina. A expectativa é que a investigação esclareça qual das versões corresponde aos fatos reais.
Duas versões, duas denúncias e um caso que ainda precisa ser esclarecido pela Justiça.
