Chinês procurado pela Interpol é preso atuando no comércio de São Luís

A Polícia Federal prendeu, em São Luís (MA) nesta quinta-feira, 26/06, um estrangeiro foragido da justiça da República Popular da China, desde 2013 e procurado pela INTERPOL, onde figurava na Lista de Difusão Vermelha (Red Notice) . O mandado de prisão foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

O natural chinês de 56 anos, é acusado e de fraude contra o sistema financeiro da China, podendo ser condenado a pena de até sete anos de prisão.

A Representação Regional da INTERPOL no Maranhão realizou um complexo trabalho de investigação para confirmação da identidade do estrangeiro, que há nove anos atuava como comerciante no centro de São Luís, que abriga um grande núcleo comercial chinês. A prisão foi realizada no momento que o suspeito chegava no local de trabalho.

Foram realizados, ainda, exames prosoprográficos, onde a identificação de suspeito é feita a partir da comparação de forma objetiva e metodológica dos elementos constitutivos da face apresentados em fotos.

Agora, ele permanecerá à disposição da Justiça aguardando os trâmites relativos ao processo de extradição.

A Polícia Federal é a representante da INTERPOL no Brasil, uma organização intergovernamental composta por 195 países membros.

A pedido do MPMA, justiça determina indisponibilidade de bens só prefeito de Carolina e mais quatro envolvidos em contratações ilegais em 2018 e 2019

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) requereu, em 17 de maio, em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, a indisponibilidade liminar dos bens de cinco envolvidos em licitações irregulares para realização dos carnavais dos anos de 2018 e 2019, em Carolina. O limite para bloqueio é R$ 1.714.800,00, que corresponde ao dobro do valor dos danos causados ao erário, além de multas.

Na manifestação, formulada pelo promotor de justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, estão citados o prefeito Erivelton Neves; a secretária municipal de Administração Finanças, Planejamento e Urbanismo, Andreia Antoniolli; o procurador do Município, Diego Andraus, e os presidentes da Comissão Permanente de Licitação (CPL) Daniel Esteves (2018) e Amilton Guimarães (2019).

O MPMA também solicita suspensão de contratações por meio de dispensa e inexigibilidade de licitação para financiamento, uso, gasto e destinação, mesmo que já tenham sido empenhados recursos públicos municipais em festas, comemorações, carnaval, contratação de artistas ou bandas, serviços de bufê e montagem de estruturas etc.

ILEGALIDADES

A Promotoria de Justiça de Carolina requereu ao Município documentos referentes às festividades, incluindo convênios e respectivas prestações de contas; extratos bancários; cópias de contratos e licitações à contratação de bandas, locação de palco, iluminação e despesas correlatas; notas de empenho e fiscais das despesas realizadas; extratos bancários de transferências realizadas para pagamento dos contratos, indicando contas bancárias de origem e do destinatário, além de documentos relacionados ao evento.

Os documentos foram analisados pela Assessoria Técnica do MPMA e demonstraram prática de diversas ilegalidades. “A improbidade já seria indiscutível se fosse somente uma licitação fraudada. Mas, foram quase 20 dispensas e inexigibilidades de licitações e contratos com graves desvios, causando danos ao erário no importe de R$ 521,6 mil”, relata o promotor de justiça.

As ilegalidades incluem uso de contratos de representação artística para inexigibilidade de licitação, (quando deveriam ser contratos de exclusividade). As justificativas de preço incluíram somente uma contratação semelhante, contrariando decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Também faltou comprovação de previsão de recursos para garantir pagamento das obrigações. Outra inexistência foi a do número do registro do profissional responsável pela elaboração do parecer jurídico na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afrontando outra determinação do TCU. Igualmente, foi constatada ausência de publicação no Diário Oficial do Estado, violando a Lei das Licitações.

CONDUTAS

Para o Ministério Público, os acionados praticaram conjuntamente atos ímprobos porque contribuíram para que a oferta contratada não fosse a mais vantajosa.

No que se refere ao prefeito, ele foi responsável pelas ilegalidades porque foram ignorados os princípios da legalidade e da moralidade da Administração Pública.

A secretária municipal de Finanças cometeu improbidade ao contratar bandas, equipamentos de som e estrutura para o Carnaval nos dois anos. Em todos os processos licitatórios houve parecer do procurador do Município, que atestou regularidade dos procedimentos. “Sequer um check-list aprofundado de verificação da regularidade das etapas das licitações e contratos, o profissional se deu ao trabalho de fazer”, relata o promotor de justiça.

As licitações também tiveram participações dos presidentes das comissões de licitação, que emitiram pareceres para aceitação dos preços contratados, atestando a regularidade de procedimentos que estavam recheados de ilegalidades.

São mais de 10 licitações fraudadas, recursos que poderiam ser gastos na concretização de direitos constitucionais. A justificativa do Município para não reformar escolas, construir creches, realizar concurso público, implementar aterro sanitário, disponibilizar saneamento básico, etc é sempre a mesma: falta de recursos financeiros. Isto é extremamente contraditório porque são feitos gastos outros pela Prefeitura”, contesta Marco Túlio Lopes.

PEDIDOS

Outro pedido do MPMA é condenação dos acionados à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multas e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Também solicita a confirmação das liminares ao final da Ação.

População de Presidente Juscelino acionou o MP para denunciar o prefeito que pagou por obras que não foram realizadas

A população reivindicou, o Ministério Público Estadual entrou em campo, cumpriu com o seu dever e propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a finalidade de garantir que o prefeito de Presidente Juscelino, Pedro Paulo Cantanheide Lemos solucionasse graves deficiências em nove escolas públicas do município.

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De acordo com o TAC assinado pelo prefeito, o governo municipal firmou o compromisso de reformar nove escolas públicas, enumeradas a seguir:

1. CME Eleodória Jacinta Cantanhede (sede)
2. CME Raimundo Ferreira (Povoado Sumaúma)
3. CME José Sarney (Povoado São João)
4. CME Reunida Oliveira Marques (Povoado Prata)
5. CME Tia Zenira: (Bairro Pariqui)
6. CME Terezinha da Silva Vieira (Povoado Bom Jardim)
7. CME Deputado Orlando Aquino (Povoado Juçaral)
8. CME Humberto Castelo Branco (Povoado Folhal)
9. CME José Alves de Sousa Filho (Povoado Santo Antônio).

Porém, é perceptível a tentativa que o prefeito faz a fim de maquiar o cumprimento do acordo proposto pela promotora de Justiça, Erica Ellen Beckman da Silva, responsável pela formalização do TAC firmado pelo Município de Presidente Juscelino/MA perante o Ministério Público do Estado do Maranhão.

Obras fora dos padrões

Diferente do que prevê o TAC, os serviços executados são de péssima qualidade pois os problemas persistem, mesmo após a concussão das obras, ou seja, essas unidades ainda não estão devidamente preparadas para receber os estudantes, conforme determina o TAC. Essa realidade evidencia as construtoras receberam por serviços mal executados, os valores pagos são incompatíveis com a baixa qualidade dos serviços realizados.

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As evidências de irregularidades são consistentes. Exemplos: das nove unidades escolares que constam como beneficiárias do TAC, apenas três, localizadas na sede do município, receberam reparos: C.M.E. Eleodoria Jacinto Cantanhede, Jardim de Infância Pato Donald e C.M.E. José Ribamar Alves de Oliveira.

De acordo com pais de alunos, o prefeito mente para a promotora, ao afirmar que a C.M.E. Eleodoria Jacinto Cantanhede já teria sido entregue para a população.

Pagamento por obras não realizadas
Outro fato, este ainda mais grave, ocorre em relação a quatro escolas localizadas na zona rural ainda não receberam as reformas previstas no acordo firmado com a Promotoria de Justiça.

Na planilha de pagamentos da prefeitura consta que as obras das escolas C.M.E Humberto Castelo Branco do Povoado de Folhal; Orlando Aquino do Povoado de Juçaral; C.M.E. São José do Povoado de São Lourenço e C.M.E. São Raimundo do Povoado Onça, já foram pagas. Porém, as obras sequer foram iniciadas.

Atos sorrateiros
Inicialmente, imaginava-se que a ação do MP seria suficiente para levar o prefeito a sanar os graves problemas estruturais das escolas públicas do município. Entretanto, o que se são atos sorrateiros praticados com o objetivo enganar a promotora de Justiça, Erica Ellen Beckman da Silva, responsável pela formalização do Termo de Compromisso de Ajustamento de conduta firmado pelo Município de Presidente Juscelino perante o Ministério Público do Estado do Maranhão.

Revolta popular
Será que o prefeito irá cumprir o pacto firmado diante da Justiça? Com receio de que isso não ocorra o povo já começa a se mobilizar para forçar o gestor a cumprir as leis. Pais de alunos, professores, estudantes e lideranças estão programando manifestações públicas para chamar atenção das autoridades afinal, como diz o ditado, “FORTE É O POVO!”

Informações Maranhão de Verdade

Responsável pela violência em SLZ tem nome “comando político”, diz Yeglesio

O deputado estadual Yglésio Moyses usou as redes sociais para comentar sobre a nova onda de violência que atinge São Luís.

Segundo o parlamentar, a série de crimes de homicídios e assaltos no transporte público tem “comando político”. Ele não citou nomes, mas disse que o responsável pela violência em São Luís gostava de fazer grampos e “tratos com facções”.

Está cada vez mais evidente que essa onda de homicídios e violência em coletivos da Ilha tem comando político do canalha que adorava grampos e vivia fazendo tratos com facções capital pra obter o silêncio das mesmas. Escória humana, maldito sejas!”, escreveu.

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Nos últimos dois dias, a capital registrou 4 assaltos a ônibus, sendo duas vítimas fatais e um ferido.

PF irá investigar assassinato de policiais rodoviários em Fortaleza

Um dos dois policiais rodoviários federais assassinados na manhã desta quarta-feira (18), na BR-116, em Fortaleza, capital do Ceará, já foi lotado no Maranhão. Ele e um colega de farda foram assassinados por um andarilho em pleno turno de serviço.

O patrulheiro Bonifácio foi lotado na delegacia da PRF de Caxias. Segundo o inspetor Antônio Noberto, coordenador de Comunicação da PRF no Maranhão, ele era padrinho da filha de um colega que também trabalhou no Maranhão e que há alguns anos foi transferido para o Ceará.

 

O crime

O duplo homicídio aconteceu quando um homen que aparentava sofrer com problemas mentais transitava entre os veículos, na BR-116, em Fortaleza. Dois PRFs motociclistas tentaram retira-lo da rodovia, momento em ocorreu a tragédia.

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O andarilho conseguiu sacar a arma de um dos policiais e atirou contra os dois. O assassino permaneceu na via com a arma na mão e foi abatido por um outro policial que passava pelo local.

Justiça libera 745 presos no MA para saída temporária de Dia das Mães

O juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, Rommel Cruz Viégas, encaminhou ofício à Secretaria de Administração Penitenciária, autorizando a saída temporária de 745 apenados do regime semiaberto para visita aos familiares em comemoração à semana do Dia das Mães de 2022. Os beneficiados foram autorizados a sair às 9h desta quarta-feira (04), devendo retornar aos estabelecimentos prisionais até as 18h do dia 10 de maio (terça-feira).

O magistrado também determinou que os dirigentes dos estabelecimentos prisionais da Comarca da Grande Ilha de São Luís comuniquem à VEP, até as 12h, do dia 23 de maio, o retorno dos internos e/ou eventuais alterações.

LEI DE EXECUÇÃO PENAL

Por preencherem os requisitos dos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal, os apenados, se por outros motivos não estiverem presos, foram autorizados a sair das unidades prisionais, para visita aos seus familiares. Os beneficiados devem cumprir várias restrições como recolhimento à residência visitada, no período noturno; não frequentar festas, bares e similares; entre outras determinações.

De acordo com o artigo 123, “autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: comportamento adequado; cumprimento mínimo de um sexto da pena, se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente; compatibilidade do benefício com os objetivos da pena”.

Preso empresário que assassinou a esposa em Dom Pedro

Rony Veras, que matou a esposa Ianca, na noite de sábado, em Dom Pedro, foi preso próximo ao município de Vargem Grande.
A polícia prendeu, na noite desta segunda-feira (02) o empresário Rony Veras Nogueira, de 41 anos, que, na noite de sábado, 30, assassinou a tiros, em Dom Pedro, a esposa Ianca Amaral, de 26 anos.

Proprietário de um posto de combustíveis e de uma churrascaria, Rony Veras matou a esposa dentro da residência do casal, na Avenida Gonçalves Dias, no centro.

Após o crime, ele se trancou em um dos quartos do imóvel. Como os PMs da cidade demoraram a entrar em ação, à espera de reforço do município vizinho, o empresário assassino terminou fugindo pelos fundos da casa.

Rony Veras foi preso próximo à cidade de Vargem Grande pela equipe da Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim, num trabalho integrado com a SPCI, Inteligências da Secretaria da Segurança, Polícia Civil e Polícia Militar.

O empresário Rony Veras já estava com a prisão preventiva decretada pela juíza plantonista de Presidente Dutra, Cynara Elisa Gama Freire, a pedido do delegado da Polícia Civil.

Contas do Prefeito de Alcântara são reprovadas pelo TCE-MA

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) declarou inadimplentes os prefeitos e os presidentes de câmaras que não apresentaram a prestação ou tomada de contas anual referente ao exercício financeiro de 2021.

A edição de ontem, 27, do Diário Oficial Eletrônico da instituição tornou pública a Resolução TCE nº 363, que disciplina a medida com fundamento nos arts. 9º, 12, 13 e 34, § 3º, da Lei nº 8.258, de 6 de junho de 2005 (Lei Orgânica do TCE) e no art. 172, I, II e III, da Constituição Estadual.

Foram declarados inadimplentes os seguintes gestores municipais: Ana Lea Barros Araujo (Lajeado Novo) e William Guimarães da Silva (Alcântara).

No âmbito do Poder Legislativo, incorreram em inadimplência Everaldo Pereira de Souza (Senador La Roque); Henrique da Silva Domingos (Amapá do Maranhão); Rafael Barros Sodré (Luís Domingues) e Tavane de Miranda Firmo (Estreito).

Conforme a Resolução 363, fica determinada a instauração de tomada de contas dos gestores inadimplentes e as informações concernentes à declaração de inadimplência serão enviadas à Procuradoria-Geral de Justiça, à Procuradoria da República, ao Tribunal de Contas da União e ao Governo do Estado do Maranhão para as providências que entenderem necessárias.

Ainda de acordo com o mesmo instrumento normativo, a exclusão dos nomes dos gestores da relação de inadimplentes, em decorrência da comprovação de adimplência, sem prejuízo das sanções legais, será formalizada mediante ato do Presidente do Tribunal de Contas do Estado.

MPM pede o cancelamento do show de Xand Avião, dessa vez em Barra do Corda

Após Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda, o Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu suspender show do cantor Xand Avião, marcado para ocorrer no dia 3 de maio, no aniversário da cidade, com custos de R$ 400 mil aos cofres públicos. A decisão do juiz Antônio Elias Queiroga Filho, titular da 1ª Vara da Comarca de Barra do Corda, foi publicada nesta quarta-feira, 27.
A Ação foi ajuizada depois de o MPMA tomar conhecimento, por meio da divulgação em redes sociais, dos planos do município de realizar shows comemorativos de aniversário da cidade com a presença de vários artistas, entre os quais Xand Avião. Após a instauração da Notícia de Fato, foi encaminhado ofício ao secretário de Cultura e à Procuradoria Geral do Município para que prestassem informações, em um prazo de 24 horas, sobre a contratação de bandas e despesas para realização do espetáculo.

Foi informado ao MPMA a previsão de realização de shows de bandas locais e do cantor Xand Avião, por meio de processo de inexigibilidade de licitação, com gasto previsto de R$ 300 mil. Também foi informada previsão de gastos de R$ 100 mil para serviços de montagem de palco, iluminação, sonorização, entre outros itens para a estrutura de som e palco.

Na manifestação, proposta pelo promotor de justiça Guaracy Martins Figueiredo, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda, foi levada em consideração a situação precária de vários serviços oferecidos pelo município nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e de saneamento básico.

OUTROS CASOS

Nas últimas semanas, após atuação do Ministério Público do Maranhão, foram cancelados shows de atrações nacionais que seriam custeados com recursos públicos, em confronto aos princípios do direito administrativo.

Em Bacabal, no último dia 13, o MPMA requereu a suspensão de festa também com Xand Avião, que seria realizada nos dias 16 e 17 deste mês. Na Ação, proposta pela promotora de justiça Sandra Soares de Pontes, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal, foi pedido cancelamento do show de Xand Avião e outros artistas, que resultariam em gastos de R$ 750 mil ao Município.

O caso mais recente ocorreu em relação ao show do cantor Wesley Safadão, que seria realizado em Vitória do Mearim no último fim de semana, com custos de mais de R$ 500 mil aos cofres públicos. Após atuação do MPMA, por meio de Ação Civil Pública da promotora de justiça Karina Freitas Chaves e de recurso interposto pelo procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, o Supremo Tribunal Federal cancelou a apresentação, confirmando posicionamento do MPMA.

Informações são do MPMA.

PF deflagra operação para investigar compra de respiradores pelo consórcio Nordeste

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) operação em investigação contra possíveis fraudes na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em meio à pandemia da Covid-19.
Batizada de Cianose, a ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Salvador – cujo governador, Rui Costa (PT), era o presidente do colegiado à época das malsucedidas compras -, no Distrito Federal, e nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. As autorizações foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em Salvador, a operação é cumprida em um prédio de luxo no Corredor da Vitória. Um dos alvos dos mandados, segundo reportagem do G1, é Bruno Dauster, ex-secretário da Casa Civil do governador Rui Costa. O governador também é investigado, mas não é alvo de mandados na ação desta terça.

Conforme a PF, o processo de aquisição teve diversas irregularidades, como pagamento antecipado de seu valor integral, sem que houvesse no contrato garantia contra eventual inadimplência por parte da contratada. Ao fim, nenhum respirador foi entregue.

Ainda segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de estelionato em detrimento de entidade pública, dispensa de licitação sem observância das formalidades legais e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Cianose, tem relação com uma condição de saúde que pode afetar pacientes que passa, por problemas relacionados à má oxigenação do sangue, por exemplo, por uma insuficiência respiratória ou uma doença pulmonar.

Entenda o caso

O Consórcio Nordeste, formado pelos nove estados da região, foi criado em 2019 como ferramenta política e de gestão. Durante parte da pandemia, o consórcio foi responsável por compras conjuntas de alguns equipamentos de combate à Covid-19 para estados. A entidade foi responsável por viabilizar a compra de respiradores para pacientes internados ainda em março de 2020. No entanto, os anúncios de compra dos equipamentos foram seguidos de problemas.

Em abril de 2020, o governo da Bahia, que na época presidia o consórcio, anunciou a compra de 600 respiradores de uma empresa chinesa. Dias depois, o governo anunciou que a compra foi cancelada unilateralmente pelo vendedor. A assessoria do Consórcio Nordeste informou que a carga ficou retida no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. Na ocasião, o valor do contrato era de R$ 42 milhões.

Os problemas ligados à compra dos respiradores culminaram com a saída do ex-secretário da Casa Civil, Bruno Dauster. Em junho de 2020, Dauster admitiu que não foram cumpridos diversos procedimentos obrigatórios na condução dos contratos dos respiradores que não foram entregues ao Consórcio Nordeste. Na ocasião, ele negou que tivesse recebido qualquer valor para intermediar as negociações.

No mesmo mês, três pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil da Bahia contra a empresa Hempcare, que vendeu e não entregou respiradores ao Consórcio do Nordeste. Além das prisões, a operação Ragnarok cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Araraquara (SP).

Também em junho de 2020, a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) entrou com medidas administrativas e judiciais junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para tentar reverter a decisão que encaminhou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo de investigação a respeito do contrato firmado pelo Consórcio Nordeste com a empresa Hempcare para a entrega de respiradores.

Na ocasião, a Hempcare prometeu devolver os R$ 48,7 milhões investidos nos 300 respiradores mecânicos que não foram entregues. Porém, em entrevista exclusiva à TV Bahia, o empresário Paulo de Tarso, sócio da Biogeoenergy, empresa que fabricaria os equipamentos, declarou que gastou com insumos os cerca de R$ 24 milhões que recebeu de Cristiana Prestes, a dona da Hempcare, que intermediou o processo.

O empresário afirmou que não devolveria o valor investido. O empresário afirmou que gastou totalmente os R$ 24 milhões para poder começar a fabricar os respiradores e acusa o Consórcio Nordeste de não aceitar os equipamentos produzidos pela Biogeoenergy.

Verba do Maranhão

Dos mais de 40 milhões da compra feita pelo Consório, R$ 4,9 milhões foram repassados pelo Governo do Maranhão, ainda na gestão Flávio Dino.

Um procedimento de controle para apurar possível irregularidade na compra, foi aberto pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), ainda em 2020. Mas anda lentamente.

E ficou emperrado desde que o chefe da Secretaria de Fiscalização do TCE-MA, Fábio Alex Melo, em relatório de instrução endereçado ao conselheiro Antonio Blecaute, relator do caso, opinou pela conversão do procedimento em tomadas de contas especial.

Alex Melo manifestou-se nos autos de um pedido de suspeição formulado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) contra a auditora estadual de Controle Externo Aline Vieira Garreto, que apontou, em outro relatório de instrução apresentado a Blecaute, o superfaturamento das compras.

No parecer, ele recomenda a inteira rejeição do pedido de suspeição. Para o auditor, o pedido formulado por advogados do secretário Carlos Lula “é de um descalabro sem tamanho, que não merece nenhuma consideração”.

“Fundamentar uma suspeição com fulcro em compartilhamentos realizados pela nobre auditora, em 2013, no seu perfil privado do Facebook, é pueril, sem justa causa e inapropriado, uma vez que não maculam a instrução processual. Ademais, publicações em rede sociais não são capazes de imputar parcialidade a atos de instrução, até porque esses não tinham por conteúdo mensagens dirigidas ao gestor público aqui fiscalizado”, destacou.

Ele também sugere a aplicação de multa ao Governo do Maranhão pela omissão de dados sobre a aquisição no Portal da Transparência.

Controle

Um parecer assinado pela própria auditora Aline Garreto também já era pela conversão do processo em Tomada de Contas Especial, “em face da gravidade das irregularidades apontadas”.

Segundo funcionária do TCE maranhense, uma auditoria da CGU iniciou-se, em abril do ano passado, com uma pesquisa de preços. Em compras efetuadas por estados e municípios, diz o levantamento, o preço médio pago por respirador mecânico foi de R$ 87 mil.

“A CGU analisou compras de 377 entes federados, e em torno de 75% das aquisições realizadas foram de até R$ 135.000,00 por respirador”, destacou Garreto em seu relatório.

O Maranhão, contudo, pagou quase R$ 200 mil, em média, por cada um dos aparelhos, que sequer foram entregues, nas malfadadas tentativas de compra realizadas por intermédio do Consórcio Nordeste.

No primeiro negócio, de R$ 4,9 milhões, cada um dos 30 respiradores custou R$ R$ 164.917,86. O dinheiro foi integralmente pago à HempCare Pharma, e nunca devolvido aos cofres públicos.

No segundo caso, o valor subiu: cada aparelho saiu pela bagatela de R$ 218.592,00 – desta feita, houve devolução do recurso, mas com prejuízo de R$ 490 mil ao Maranhão.

“Os valores negociados pelo Consórcio Nordeste nas duas aquisições foram bem elevados, cabendo ao Estado que foi o repassador dos recursos também motivar e demonstrar o porquê de ter optado por essas aquisições via Consórcio, já que não se mostraram economicamente vantajosas (no primeiro contrato de rateio R$ 164.917,86 e no segundo contrato R$ 218.592,00 por unidade de respirador)”, destacou a auditora do TCE-MA.

Com informações do G1 BA

Justiça proibe show de Safadão e Xand em evento no Maranhão

Ministério Público investiga uso irregular de verba pública para ter show dos artistas em celebração na cidade de Vitória do Mearim

A Justiça do Maranhão suspendeu na última segunda-feira, 11, show de Wesley Safadão e outros artistas, que aconteceriam em Vitória do Mearim no próximo dia 24 de abril, e também do cantor Xand Avião, em Bacabal, no dia 16 de abril. O motivo seria o uso indevido de recursos públicos para ambos os eventos.

A Promotora de Justiça Sandra Pontes, responsável pela ação, informou que ainda aguarda a decisão judicial. Segundo o Ministério Público do estado, a contratação dos artistas foram feitas sem licitação.

Com isso, ficou determinado que o município se abstenha de efetuar qualquer pagamento/transferência a qualquer artista e terminantemente proibida a contratação de outra atração artística dessa magnitude.

Segundo trata o juiz João Paulo de Sousa Oliveira no inquérito, o valor a ser gasto na festa é incompatível com as condições orçamentárias do município, considerando não somente a crise econômica pela qual passa o país, como outras necessidades e prioridades locais a serem atendidas com maior urgência.

Para ter nomes como Wesley Safadão e Xand Avião, o evento teria gastos com recepção, hospedagem, abastecimento de veículos de artistas e pessoal de apoio. Além disso, investimentos com acessórios na montagem de palco, iluminação e som.

Com informações do Metrópoles.