Chefe do DNIT, responsável pela ponte que caiu entre TO e MA, já foi preso por corrupção

A chefia do descaso na infraestrutura da ponte que caiu e matou ao menos dois entre os estados do Tocantins e do Maranhão, no último domingo (22), foi conduzida, desde 2023, por Renan Bezerra de Melo Pereira, que já foi preso pela Polícia Federal por suspeita de corrupção e é réu em ação decorrente da Operação Ápia, deflagrada em 2017.

Renan ocupa a chefia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Tocantins, responsável pela ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sob o aval do presidente Lula (PT) e do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), hoje sob os holofotes, posando como solucionadores do problema, que foi ignorado por cerca de dois anos das gestões dos envolvidos.

A ficha policial do gestor do DNIT do Tocantins foi divulgada pelo colunista Diogo Schelp, da Gazeta do Povo, com o alerta sobre a necessidade de análise profunda das responsabilidades pela falta de manutenção da ponte, que até agora tem duas vítimas fatais e 15 desaparecidos, além do dano ambiental da carga de 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas de três caminhões que afundaram no Rio Tocantins, no acidente.

Renan Bezerra foi alvo da prisão e é réu no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, no âmbito da investigação da Ápia que resultou em denúncia do Ministério Público Federal por peculato, corrupção passiva, crime do colarinho branco e lavagem de dinheiro. A operação apurou responsabilidades por fraudes em licitações e em contratos de obras com suspeitas de desvios de mais de R$ 200 milhões do BNDES.

À época, Renan Bezerra era superintendente da Agencia de Transporte e Obras Públicas do Tocantins (AGETO-TO). E o Ministério Público Federal o denunciou junto com os ex-governadores José Wilson Siqueira Campos e Sandoval Cardoso, o deputado José Eduardo Siqueira Campos, o ex-secretário de Infraestrutura do Tocantins, Alvicto Ozores Nogueira e o empresário Wilmar Oliveira Bastos.

Em 2020, o juiz federal do caso decidiu dar baixa no processo no âmbito criminal e enviá-lo para a Justiça Eleitoral, por entender que o dinheiro supostamente desviado serviu para financiar ilegalmente campanhas eleitorais. O caso está no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins e Renan Bezerra de Melo, o atual superintendente do DNIT do Tocantins, segue sendo um dos réus”, relatou o colunista da Gazeta do Povo, que atribui a indicação de Renan para o DNIT ao deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

Diário do Poder telefonou para o gabinete do superintendente do DNIT no Tocantins para solicitar um posicionamento de Renan Bezerra sobre a ação resultante da Operação Ápia. Quem atendeu respondeu não ter recebido informações para repassar sobre o caso. E a reportagem fica à disposição para divulgar a defesa do chefe do denunciado.

PF investiga se queda da ponte entre TO e MA poderia ter sido evitada

A Polícia Federal iniciou investigações para apurar as responsabilidades pela queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados do Maranhão e Tocantins, sobre o rio Tocantins.

As primeiras diligências serão realizadas pelas Superintendências Regionais da Polícia Federal no Maranhão (SR/PF/MA) e no Tocantins (SR/PF/TO). Um procedimento investigatório já foi aberto, e equipes de policiais federais foram enviadas para coletar dados e evidências. Também serão avaliadas as perícias necessárias, além de identificar os equipamentos técnicos exigidos para aprofundar a investigação.

Para reforçar o trabalho pericial, uma equipe composta por cinco peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC/DITEC) – dois engenheiros civis, dois especialistas em local de crime e um especialista em meio ambiente – será enviada à Delegacia de Polícia Federal em Imperatriz ainda nesta terça-feira (24/12).

A Polícia Federal enfatiza a importância de investigar as causas do acidente, os danos ambientais gerados e garantir a responsabilização dos envolvidos, buscando a segurança da população e a preservação do meio ambiente.

VÍDEO: Manifestantes ocupam loja do Mix Mateus no Recife em protesto contra a fome

Neste sábado (21), integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizaram um ato polêmico em diversas cidades do Brasil, incluindo o Recife, onde invadiram a unidade do Mix Mateus, na Avenida Caxangá, Zona Oeste. A manifestação, realizada anualmente na semana do Natal, teve como alvo grandes redes de supermercados.

O MLB alega que o objetivo do ato é chamar atenção para a “falta de acesso digno à alimentação pelas famílias mais pobres” e criticar a concentração de renda no país. Em nota, o movimento afirmou que “ir ao supermercado tem causado angústia e tristeza nas famílias que vivem do próprio trabalho”. No entanto, as ações do grupo têm gerado críticas pela forma como são conduzidas, muitas vezes criando confusão e constrangimento a clientes e funcionários.

Além da ocupação ao Mix Mateus, o MLB também ocupou uma unidade do supermercado Pão de Açúcar em outro ponto do Recife, repetindo o padrão de protestos dentro de estabelecimentos comerciais. A ação causou tumulto e chamou a atenção de clientes que faziam compras de final de ano, gerando mais desconforto e questionamentos sobre as táticas do grupo.

Todos os anos, o MLB organiza essas manifestações com o objetivo de garantir cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social. Contudo, essas doações dependem de termos de compromisso assinados com empresas e não são garantidas imediatamente. Em cidades como Florianópolis, a ação terminou em tumulto, com a intervenção da Polícia Militar para dispersar os manifestantes. Apesar de no Recife o ato não ter enfrentado interrupções, o impacto negativo na rotina do supermercado foi evidente.

Por meio de sua assessoria, o Grupo Mateus afirmou que não emitirá um posicionamento sobre a manifestação, mas declarou respeitar o ato. Nem a empresa nem o MLB confirmaram se houve assinatura de termos de compromisso ou doação de cestas básicas. Resta questionar: as ações do MLB realmente ajudam no combate à fome ou acabam prejudicando mais do que resolvendo?

Em coletiva de imprensa, ministro dos Transporte anuncia cerca de R$ 150 milhões para reconstrução da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins

Ao lado do ministro dos Transportes do Brasil, Renan Filho, os governadores do Maranhão, Carlos Brandão, e do Tocantins, Wanderlei Barbosa, realizaram nesta segunda-feira (23) vistoria técnica na ponte Juscelino Kubitschek, estrutura que liga os dois estados e que desabou parcialmente no domingo (22).

Após sobrevoarem a área do acidente, o ministro e os dois governadores participaram de coletiva de imprensa em Estreito (MA), para informar à imprensa quais as medidas serão adotadas para restabelecer o fluxo rodoviário entre os dois estados, e como serão conduzidas as obras de reconstrução da ponte.

De acordo com o ministro Renan Filho, o governo federal pretende investir mais de R$ 100 milhões nas obras de recuperação da estrutura. “É uma obra muito importante para a logística nacional, serão investidos, aproximadamente, entre R$ 100 milhões e 150 milhões para a reconstrução dessa ponte”, detalhou Renan Filho

Ainda segundo o ministro Renan Filho, foi decretada situação de emergência para garantir celeridade nos processos administrativos referentes às contratações para a reconstrução da plataforma. A estimativa é que a nova ponte seja entregue à população dos dois estados em 2025.

Quero comunicar ao povo do Maranhão e do Tocantins, e ao povo brasileiro, que precisa dessa infraestrutura para se deslocar, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista social, que nós vamos, com a emergência decretada, contratar a reconstrução da ponte, ainda dentro do exercício de 2024”, afirmou.

Nós esperamos nos primeiros dias de 2025 dar ordem de serviço para todas as obras de engenharia que serão realizadas aqui, com o compromisso de entregar essa ponte reconstruída em 2025”, completou o ministro.

O governador Carlos Brandão manifestou solidariedade aos familiares das vítimas da tragédia e lembrou que equipes do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar e Civil dos dois estados estão atuando de forma coordenada nas buscas por desaparecidos.

Estamos trabalhando alinhados. Todo mundo tem que estar juntos. A gente veio hoje aqui, além de se solidarizar, dar para vocês [jornalistas] um prognóstico, dar para vocês uma luz, quando vai começar e quando vai terminar [a obra de reconstrução]. Com certeza será entregue em tempo hábil”, disse o governador.

O governo do Maranhão segue mobilizado com atendimento em várias frentes.

Corpo de Bombeiros e Polícia
A ponte Juscelino Kubitschek sobre o Rio Tocantins, que liga os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), integra trecho da rodovia federal Belém-Brasília, BR-010. Logo após o rompimento, equipes do Corpo de Bombeiros (CBMMA), Centro Tático Aéreo (CTA), Polícia Militar (PMMA), Polícia Civil (PC-MA) e Perícia Oficial foram mobilizadas para auxiliar no resgate e suporte necessário aos técnicos do governo federal.

Abastecimento de água

Como medida preventiva, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) fez parada temporária do sistema de captação superficial do Rio Tocantins – segundo a Companhia, áreas abastecidas com poços não serão atingidas.

A Caema também esclarece que, após a parada dos sistemas de captação, produção e tratamento de água do Rio Tocantins, o abastecimento na cidade de Imperatriz (MA) foi parcialmente interrompido, já que os 49 poços espalhados pela cidade continuam funcionando e não são afetados pelo sinistro do município de Estreito.

A principal região impactada foi o centro de Imperatriz. Toda a área fornecida por poços não está sendo afetada, todos os nossos poços têm o tratamento adequado por cloração”, orienta Pinheiro Júnior, gerente regional da Caema em Imperatriz.

Demais municípios da regional (Açailândia, Buriticupu, Davinópolis, Cidelândia, Senador La Rocque, Cumaru, Montes Altos, São Pedro da Água Branca, Arame, João Lisboa, Amarante e Bom Jesus das Selvas), abastecidos integralmente por poços, seguem com os sistemas operando normalmente e sem riscos para a população.

Secretaria de Meio Ambiente
Em função do colapso da ponte, três caminhões caíram na água. Dois transportavam ácido sulfúrico e, um, pesticidas, substâncias químicas já confirmadas no local. Neste momento, as equipes estão monitorando possíveis vazamentos para evitar danos ambientais e à saúde pública.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) recomenda que, enquanto as autoridades trabalham na identificação e no manejo seguro dos produtos, que a população evite o consumo e o uso da água, bem como banhos no Rio Tocantins, no trecho próximo ao local do acidente.

A Sema informa ainda, que está acompanhando a atuação das empresas responsáveis pelas cargas que caíram no Rio Tocantins, para assegurar o cumprimento dos protocolos previstos nos planos de emergência para contenção de riscos e mitigação de danos.

O Rio Tocantins é de gestão federal e a responsabilidade pelo atendimento à emergência ambiental é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entretanto, equipes da Sema seguem dando suporte ao governo federal.

A região do acidente segue sendo monitorada em articulação com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Deputado Neto Evangelista destaca produtividade da CCJ em balanço anual

O ano de 2024 foi de muito trabalho para o deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil). Líder de Governo e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão, o parlamentar atuou de forma significativa para o bom andamento dos trabalhos na Casa.

Foram quase 800 projetos apreciados em 56 reuniões da CCJ, provenientes dos poderes Executivo e Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, Mesa Diretora da Casa e de autoria de parlamentares. Para Neto Evangelista, foi um ano de grande aproveitamento e produtividade para discutir pautas importantes para a população maranhense.

A CCJ analisa a admissibilidade de propostas legislativas, a partir de seus aspectos constitucionais, legais e jurídicos, portanto, desempenha um papel fundamental para o bom andamento dos trabalhos da Assembleia Legislativa.  Presidir esta comissão e contribuir para bons projetos em benefício do povo do Maranhão é motivo de orgulho para mim enquanto advogado e parlamentar”, afirmou.

Neste ano, a Comissão aprovou 589 pareceres e rejeitou 147. Houve ainda 30 pareceres prejudicados e quatro verbais.  A CCJ é por onde se inicia a tramitação de todos os projetos de lei. Sendo aprovados, estes podem seguir para as demais comissões permanentes e ao plenário.

Neto Evangelista também se destacou como líder de Governo na Assembleia Legislativa. Deputado jovem, atuante e com quatro mandatos, o parlamentar utilizou da sua boa articulação e influência entre os colegas de plenário para aprovar todas as matérias enviadas pelo Poder Executivo.

O governador Carlos Brandão é um gestor que está sempre disponível ao diálogo com todas as lideranças políticas, e tem feito um excelente trabalho pelo povo do Maranhão. Foi uma honra auxiliá-lo na interlocução com os demais deputados, discutindo projetos e temas importantes para o nosso estado”, disse Neto Evangelista.

Preço do Chester, Peru e Pernil disparam em São Luís com aumento de 20,91%

A ceia de Natal que os ludovicenses pretendem ter na mesa tem três itens considerados essenciais, como o Chester, Peru e Pernil, e deverá custar entre R$ 115 e R$ 151.

Considerando que a margem de preço avaliada em 2023 ficou entre R$ 100 e R$ 120, e a média de 2024 entre R$ 115 e R$ 151, o aumento foi de aproximadamente 20,91%.

A reportagem do SLZMA pesquisou o preço dos itens que compõem a mesa das famílias e avaliou que, nas redes Assaí e Mateus, o Pernil está na casa de R$ 151,56 (R$ 24,98/kg), o Peru custa R$ 109,08 (R$ 29,48/kg) e o Chester R$ 115,78 (R$ 30,99/kg).

Justiça Eleitoral desaprova contas de campanha de 2024 do prefeito reeleito e vice em São Benedito do Rio Preto MA

Justiça Eleitoral identificou na última quinta-feira (7), irregularidades graves nas contas de campanha de Wallas Rocha (REPUBLICANOS) e Debora Mesquita (PSB), prefeito e vice-prefeito eleitos em São Benedito do Rio Preto, foram desaprovadas pela Justiça Eleitoral. A sentença foi proferida pela juíza Veronica Rodrigues Tristão Calmon, da 73ª Zona Eleitoral, após análise técnica detalhada que apontou falhas graves, incluindo uso irregular de recursos públicos e inconsistências fiscais.

Entre as irregularidades, destaca-se o uso indevido de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), aplicados para custeio de despesas advocatícias e contábeis de outros candidatos. Além disso, foi constatada a ausência de justificativa válida para alterações de valores em notas fiscais e inconsistências em registros financeiros.

Falhas no uso de recursos públicos e apontamentos legais

As análises realizadas sobre os documentos apresentados revelaram despesas com combustíveis que não foram devidamente acompanhadas de comprovação detalhada de sua utilização. Foi identificado um gasto expressivo, no valor de R$ 9.924,00, destinado a combustíveis sem a correspondente documentação que esclareça o uso efetivo desses recursos, como planilhas indicando os veículos beneficiados ou relatórios discriminando as quantidades utilizadas por cada um. Essa omissão viola a exigência de transparência prevista no art. 60 da Resolução TSE nº 23.607/2019, que determina que despesas eleitorais sejam sempre acompanhadas de documentos fiscais hábeis e informações claras.

Outro aspecto preocupante é a quantidade de pessoas contratadas para prestação de serviços relacionados à campanha. O candidato informou ter contratado 50 indivíduos para ações de militância e mobilização de rua, por meio de uma produtora. Contudo, não foram apresentados elementos comprobatórios suficientes para detalhar essas contratações, como identificação dos profissionais envolvidos, os locais e horários das atividades realizadas ou a descrição precisa das funções desempenhadas. Esse fato infringe a normativa eleitoral, que estabelece limites específicos para contratações dessa natureza, configurando um descumprimento por parte do Requerente.

Além disso, foram constatadas divergências nos extratos bancários apresentados, os quais, mesmo após retificações, mantêm inconsistências em relação às informações declaradas na prestação de contas. Essa situação prejudica a transparência e o controle da movimentação financeira, em desacordo com o art. 53 da Resolução TSE n° 23.607/2019, que exige clareza e exatidão nos registros das transações financeiras.

Possíveis consequências e ações futuras

A decisão determina a devolução dos valores irregulares ao Tesouro Nacional e abre possibilidade para outras investigações sobre ilícitos, como abuso de poder econômico. A defesa dos candidatos recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral, porém o órgão ainda não se pronunciou.

Conforme a legislação, a desaprovação das contas pode gerar implicações, como inelegibilidade, caso seja comprovada má-fé. O Ministério Público Eleitoral foi notificado para adoção de medidas cabíveis, incluindo apuração de responsabilidades e eventual aplicação de sanções penais.

Presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, manifesta solidariedade e apoio às vítimas do desabamento da ponte em Estreito

A presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), manifestou sua solidariedade às vítimas do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, ocorrido no último domingo, 22, que liga os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Em suas redes sociais, ela também destacou o esforço imediato do Governo do Estado na mobilização de equipes de resgate e na busca de soluções para minimizar os transtornos causados pela interrupção do acesso.

Serrano do Maranhão terá que devolver R$ 3 milhões do Fundeb após irregularidades no Censo Escolar

O Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), firmaram acordo com o município de Serrano do Maranhão para que devolva R$ 3 milhões em valores repassados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O acordo foi firmado no âmbito de ação civil pública proposta pelo MPF, que já havia bloqueado liminarmente R$ 4 milhões, e assinado em audiência realizada no último dia 13 de dezembro, na sede da Justiça Federal em São Luís (MA), sendo homologado pelo juiz Jorge Ferraz, titular da 6ª Vara Federal Cível.

O valor corresponde a parte dos recursos destinados à educação pública do município em 2024, irregularmente recebidos através de informações falsas inseridas no Censo Escolar da Educação Básica de 2023, que é anualmente realizado pelo Inep. O cálculo do repasse das verbas para a educação é elaborado pelo FNDE a partir dos dados informados pelos municípios no censo escolar, como a quantidade de estudantes matriculados, que no caso de Serrano do Maranhão estava em desacordo com a realidade, aumentando o repasse dos recursos.

Segundo o Procurador Regional da República Juraci Guimarães, autor da ação, “o acordo judicial é o importante porque o município já reconhece a inserção irregular e devolve o valor recebido incorretamente do Fundeb sem a necessidade de toda a demora do processo judicial. A atuação de todos os órgãos envolvidos, MPF, Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), FNDE e Inep foi fundamental para o êxito do acordo, firmado e homologado judicialmente. É importante observar que o acordo cível deixa claro que a devolução dos valores recebidos irregularmente não afasta a responsabilidade criminal dos envolvidos pelos eventuais ilícitos penais praticados”, ressaltou o procurador.

No inquérito civil do MPF, foram realizadas fiscalizações pela CGU e pelo TCE-MA apontando irregularidades, sobretudo, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município, na qual foi estimado o quantitativo de 556 matrículas questionáveis cadastradas no censo escolar em 2023. Dessa forma, o MPF propôs ação civil pública na Justiça Federal com o objetivo de obter decisão obrigando o município a devolver os recursos recebidos indevidamente, bloquear valores que seriam recebidos em 2024 e inibir novas fraudes semelhantes.

Com o acordo, o município de Serrano do Maranhão reconhece a inserção de dados irregulares no censo escolar de 2023 e devolverá os recursos recebidos indevidamente, que já se encontram bloqueados por ordem judicial. Também ficou estipulado que o Inep promoverá a reabertura do sistema eletrônico do Educacenso, referente ao ano de 2023, pelo prazo de 30 dias, para que o município registre as informações corretas, segundo os parâmetros estabelecidos na ação de controle da CGU. Caberá ao FNDE o recálculo do repasse referente aos recursos do Fundeb a serem destinados ao município.

Fundeb – é um fundo financeiro especial criado exclusivamente para o financiamento da educação pública, tanto para a manutenção e desenvolvimento da educação básica como para a valorização dos profissionais da educação e sua remuneração. O fundo é composto por recursos provenientes de impostos e também por contribuição da União, e é distribuído aos estados e municípios com prioridade ao ensino infantil e fundamental. Os critérios para a distribuição dos recursos são baseados em dados fornecidos pelo Censo Escolar anual, realizado pelo Inep, sendo que a estimativa dos valores a serem repassados anualmente é calculada a partir do número de matrículas registradas no censo mais atualizado.

Flávio Dino suspende pagamento de R$ 4 bilhões em emendas parlamentares e pede investigação da PF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (23) a suspensão do pagamento de R$ 4 bilhões em emendas parlamentares e pediu à Polícia Federal (PF) a abertura de um inquérito para investigar a liberação desses recursos.

As emendas parlamentares são reservas no Orçamento destinadas a projetos indicados por deputados e senadores para suas bases eleitorais. A execução do valor é responsabilidade do governo federal. A decisão de Dino responde a um pedido do PSOL, que apontou irregularidades na destinação de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

Esse tipo de emenda, não obrigatoriamente paga, é indicado por comissões no Congresso e foi ampliado após o STF derrubar as emendas de relator. Na decisão, Dino criticou a situação, afirmando que “tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades”, e enfatizou a necessidade de ação do STF.

O PSOL questionou no STF um ofício que autorizou o repasse de recursos das emendas de comissão. O documento, enviado ao Palácio do Planalto em 12 de dezembro, foi assinado por 17 líderes de partidos, incluindo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No mesmo dia, Lira suspendeu todas as sessões de comissões da Câmara até 20 de dezembro, o que impediu a deliberação sobre as emendas.

Segundo o PSOL, essa decisão impediu o registro formal de 5,4 mil emendas, somando R$ 4,2 bilhões, e apontou que parte dos recursos foi redirecionada para Alagoas, estado de Lira. O governo federal, no entanto, não considerou irregularidades e autorizou o repasse.

Dino determinou que a Câmara publique em até cinco dias as atas das reuniões das comissões que aprovaram as emendas e que os documentos sejam enviados ao Planalto. O pagamento das emendas só poderá ser feito após o envio das atas, e o governo deverá garantir que as transferências sigam os critérios de transparência e rastreabilidade definidos pela Corte em decisão de 4 de dezembro. Além disso, as emendas de 2025 só serão autorizadas se os requisitos forem cumpridos.

TIRO SAIU PELA CULATRA! “Esse projeto foi aprovado sem o meu pedido ou o meu conhecimento”, diz prefeito sobre aumento do próprio salário aprovado pela Câmara de São Luís

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), garantiu nesta sexta-feira (20) que vai vetar o Projeto de Lei 275/2024 da Câmara de Vereadores, que aumenta o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil mensais. A Câmara alegou que o aumento do salário do prefeito foi feito para “proteger” os subsídios de categorias como auditores fiscais e de controle interno. Uma justificativa que soa mais como: “A solução foi tapar o sol com a peneira”. Será que não existia outra solução que não fosse inflar o contracheque do prefeito? A explicação, além de criativa, parece mais uma tentativa de dar uma enrolada para a galera engolir mais fácil.

O tiro saiu pela culatra, já que o prefeito, ao tomar conhecimento da aprovação do projeto, afirmou que não houve seu consentimento. “Só para vocês terem uma ideia, se esse aumento tiver validade, o meu salário vai ser o maior do Brasil, ao lado do prefeito de São Paulo. Algo fora da nossa realidade econômica e social de São Luís e do Maranhão”, afirmou Braide.

Afinal, será que a Câmara está pensando no bem de São Luís, ou só está fazendo favores para as categorias de amigos que se beneficiam do poder?

Vergonha: prefeitura e câmara de Cedral juntas somam quase 20 anos sob o comando de Maurício Reis e do prefeito derrotado, deixando a cidade estagnada no mapa do atraso

Cedral, cidade a 233 km de São Luís, tem vivido uma verdadeira decepção política nos últimos 20 anos, com a prefeitura e a Câmara Municipal sob o comando de Maurício Reis e o prefeito derrotado, Fernando Cuba. Juntos, eles comandaram o município por mais de uma década, mas, ao final de seus mandatos, Cedral continua estagnada, sem ver resultados concretos para sua população.

Fernando Cuba esteve à frente da prefeitura de Cedral por 12 longos anos, e Maurício Reis, presidente da Câmara Municipal durante três biênios, não conseguiu fazer nada de significativo para melhorar a vida dos cedralenses. Agora, com o término de seus mandatos no dia 31 deste mês, fica claro que essa gestão conjunta foi marcada pela ineficiência, pela falta de projetos e pelo descaso com os problemas reais da população.

E o que é ainda mais vergonhoso: a atual legislatura da Câmara Municipal foi, sem dúvida, a pior da história de Cedral. Os vereadores dessa gestão foram, em sua grande maioria, os piores representantes que o município já teve. Faltaram coragem, compromisso e ação para lutar pelos interesses da população. Ao invés de ser uma casa de debates e propostas para melhorar a cidade, a Câmara se tornou uma extensão do silêncio e da omissão.

Cedral, que poderia ter aproveitado esse longo período de comando para avançar em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura, viu suas necessidades mais urgentes sendo ignoradas. O município continuou no mesmo lugar, sem avanços significativos, enquanto os dois que deveriam trabalhar em prol da comunidade se mostraram mais interessados em manter seus cargos do que em fazer a diferença na vida das pessoas.

Apesar de toda a decepção que marcou sua gestão na Câmara Municipal, Maurício Reis conseguiu se reeleger. Não se sabe exatamente como, mas o fato é que, mesmo com a cidade estagnada e sem avanços, ele conseguiu conquistar mais um mandato.

Reis e Cuba terminam com um saldo negativo, e Cedral já pede socorro…