SLZMA Sem Filtro | Mensagens trocadas, caminhos separados; o que ficou da conversa entre Brandão e Camarão

Nos bastidores da política maranhense, uma recente tentativa de conversa entre o governador Carlos Brandão e o vice-governador Felipe Camarão não resultou em nenhum avanço concreto. A conversa aconteceu por meio de troca de mensagens, após orientação da direção nacional do PT, mas terminou sem acordo e deixou ainda mais clara a distância política entre os dois.

Durante o contato, voltou à mesa a possibilidade de Felipe Camarão renunciar ao cargo de vice-governador para disputar outro mandato nas eleições deste ano. A proposta, no entanto, foi rejeitada imediatamente. Camarão reafirmou que não pretende abrir mão do cargo e que pode disputar cargos eletivos sem necessidade de renúncia, mantendo sua posição dentro do atual mandato.

Do lado de lá, Brandão segue fazendo o que sempre fez, calculando cada passo. O governador governa com a calculadora na mão e o olho grudado no futuro. Quer sair do governo deixando tudo organizado, com sucessor escolhido Orleans Brandão, estrada limpa e sem surpresa no meio do caminho. E, nesse desenho, Camarão nunca foi peça confortável no tabuleiro.

Nos bastidores, todo mundo já cochicha o mesmo nome. Orleans Brandão vem sendo empurrado com cuidado, reunião aqui, afago ali, agenda cheia acolá. Para uns, o plano já está fechado. Para outros, ainda pode mudar até abril. Mas tem um problema que ninguém consegue empurrar para debaixo do tapete: se Brandão sair para disputar o Senado, quem senta na cadeira é Camarão. Simples assim. Sem truque, sem atalho.

E é aí que o clima fica estranho. Surgem ideias mirabolantes, conversas por mensagem, ligação que não vira reunião, promessa que não anda. Muito barulho, pouca conclusão. Tudo no “vamos ver”, no “depois a gente conversa”, no clássico empurra-empurra da política.