O clima mais uma vez na Câmara de São Luís saiu do controle nesta quarta-feira (5). Em discurso forte, a vereadora Flávia Berthier afirmou que vem sendo punida politicamente dentro da Casa por não ter votado no presidente Paulo Victor e por não se render às imposições do seu comando.
Segundo ela, há 10 meses sofre boicote direto e indireto nas ações do mandato e até pedidos simples são travados por retaliação. Flávia disse que o próprio presidente teria afirmado que favorece apenas quem ele quer e que chegou a oferecer vantagens para que ela mudasse sua posição e votasse no candidato indicado por ele. Em sua fala ela disse “Eu fui punida porque não votei no presidente Paulo Victor. Ele mesmo disse pra mim que benefício é prerrogativa dele, e ele beneficia quem ele quer. Me ofereceu favores, sim, querendo que eu votasse no candidato dele. Mas eu não sou obrigada a aceitar. Eu faço política limpa e não vou me curvar”.
A vereadora denunciou que até um coffee break para um evento religioso com mais de 100 pastores foi bloqueado de última hora mesmo após acordo prévio, o que na visão dela é mais uma prova da perseguição clara dentro da Câmara.
Flávia questionou se o parlamento municipal virou espaço de troca pressão e repartição de favores pessoais em vez de instituição pública comprometida com democracia e respeito ao mandato popular. Ela afirmou que não vai aceitar intimidação e que chegou ao limite.
A fala da parlamentar abriu uma ferida exposta na política de São Luís. Acordos internos valem mais do que o voto do povo e quem não se curva ao presidente paga o preço? Alô Procurador-Geral de Justiça, Danilo de Castro