Prefeita de Arari desafia a Justiça e gasta R$ 240 mil do FUNDEB com capina e caçada de morcegos, tudo sem contrato e pago a pessoas físicas

A lei determina que 70% dos recursos do Fundeb sejam destinados ao pagamento de educadores. O restante deve ser aplicado em despesas como manutenção das escolas, compra de material didático e apoio ao transporte escolar. Mas, em Arari, a realidade parece bem diferente, a prefeita segue desafiando a justiça.

Extratos divulgados pelo blog do Joerdson Rodrigues mostram que a prefeita Simplesmente Maria (MDB) realizou transferências que somam quase R$ 240 mil diretamente da conta do Fundeb para pessoas físicas, sob justificativas que beiram o absurdo. Segundo os registros, o dinheiro público da educação bancou capina, caçada de morcegos e outros serviços que não têm qualquer relação com as finalidades legais do fundo.

Além de serem atividades totalmente fora do escopo da Educação, não há contratos, licitações, vínculos funcionais ou explicações claras sobre quem são os beneficiados e por que receberam valores tão altos vindos do Fundeb.

A prefeita, que já enfrenta questionamentos na Justiça, dá a entender que decidiu desafiar abertamente as regras e dobrar a aposta na falta de transparência. Enquanto isso, professores seguem sem valorização adequada, escolas continuam enfrentando problemas estruturais e a população assiste a um festival de gastos suspeitos.

O caso escancarado agora pede uma atuação firme do Ministério Público, Tribunal de Contas e demais órgãos responsáveis pela fiscalização. Recursos do Fundeb têm destino obrigatório e são dinheiro sagrado da educação, não caixa livre para experimentos, “serviços” esquisitos e repasses nebulosos.

Em Arari, a pergunta que fica é simples
Até quando a gestão Simplesmente Maria vai brincar com dinheiro público sem ser responsabilizada?