Após inauguração, hospital HRT gera polêmica entre governo do Estado e ex-candidata em Imperatriz

A inauguração do Hospital da Região Tocantina (HRT) nesta terça-feira (23) em Imperatriz, continua rendendo debate e questionamentos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a suplente de deputada federal e ex-candidata à Prefeitura, Mariana Carvalho, levanta pontos que, segundo ela, ainda não foram esclarecidos pelo governo do Estado, apesar do discurso frequente sobre transparência e combate à desinformação.

Um dos principais questionamentos diz respeito à mudança do perfil do hospital. Mariana lembra que o projeto inicial previa uma unidade de porta aberta, com pronto atendimento, e critica a decisão de transformar o HRT em outro modelo. Para ela, essa escolha ignorou a realidade de Imperatriz, onde o Socorrão segue superlotado, com pacientes em corredores e famílias arcando com custos básicos do tratamento.

Outro ponto destacado por Mariana é o alto custo da unidade, estimado em cerca de R$ 20 milhões por mês, dentro de um contrato que ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão ao final de cinco anos. Ela afirma que não basta dizer que o valor está previsto em lei; é preciso explicar com clareza à população como esse dinheiro está sendo gasto e quem, de fato, está sendo beneficiado.

A ex-candidata também cobra explicações diretas do secretário de Saúde sobre o contrato da empresa responsável pela ala de pediatria e UTI, que, segundo ela, seria ligada a um deputado da base do governador. “Se o governo fala tanto em transparência, por que não esclarecer esse vínculo?”, questiona Mariana, reforçando que esse tipo de informação não pode ficar sem resposta.

Por fim, Mariana vai além e afirma que a condução do projeto tem viés eleitoral, acusando o governo de usar obras e anúncios para as eleições do próximo ano. Segundo ela, há uma tentativa de “empurrar goela abaixo” a eleição do sobrinho do governador, enquanto problemas históricos da saúde de Imperatriz continuam sem solução. No meio desse embate político, quem segue pagando a conta é a população que depende do SUS.