O cantor sertanejo Zezé Di Camargo comunicou na madrugada desta segunda-feira (15) o rompimento de sua relação com SBT e pediu que a emissora de TV não levasse seu especial de Natal ao ar. A declaração foi feita após a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lançamento do programa de notícias SBT News, na última sexta-feira (12).
O artista, publicamente bolsonarista, com ideias conservadores de direita, pontuou que “não faz sentido” sua participação no programa de fim de ano da emissora devido a mudança de posicionamento que a família Abravanel, filhas do apresentador Silvio Santos, ao convidar Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para o evento do canal.
“Eu vi o que aconteceu no SBT nos últimos dias, né? Inauguração do SBT News. Juro por Deus que isso não faz parte do meu pensamento. Não tem nada contra ninguém. […] Diante da situação que eu vi no SBT, das pessoas mudando totalmente a maneira de pensar, principalmente das filhas do Silvio Santos, pensando totalmente diferente do que o pai pensava”, declarou o cantor por meio de um vídeo em suas redes sociais.
O artista reforçou o pedido de retirada de seu programa especial de Natal intitulado “É o amor”, marcado para ir ao ar na próxima quarta-feira (17), no SBT. “Eu não quero decepcionar as pessoas que acham que eu penso diferente. Então, se vocês puderem fazer um favor pra mim, tire o meu especial do ar”.
De acordo com o sertanejo, a emissora estaria se “prostituindo” ao receber autoridades políticas, em especial os de esquerda, em evento do canal. “Amo vocês, amo o SBT, tenho o maior carinho, tudo. Mas eu acho que vocês estão, desculpem, prostituindo. Então, não faço parte”, disse.
A cerimônia de lançamento do programa SBT News, que entra no ar às 18h30 desta segunda-feira (15), reuniu na última sexta-feira (12) além de Lula as presenças da primeira-dama Rosângela Janja Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, de ministros como Fernando Haddad, Jorge Messias e Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Também estiveram presentes o governador e o prefeito de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.