O Maranhão é conhecido por suas riquezas culturais, belezas naturais e tradições que atravessam gerações. Um estado diverso, de um povo forte, acostumado a resistir. Mas, em Cachoeira Grande, uma “tradição” bem diferente vem sendo criada. Mesmo com a entrada de cifras milionárias nas contas do município em dezembro, a gestão do prefeito César Castro voltou a deixar servidores efetivos sem receber salário.
Pelo segundo ano consecutivo, trabalhadores que dependem do salário para fechar as contas do mês passaram o fim de ano sem ver o dinheiro cair na conta. Enquanto recursos do FPM e outros repasses federais entraram normalmente nos cofres da prefeitura, os servidores ficaram a ver navios, enfrentando Natal e virada de ano no aperto, acumulando dívidas e incertezas.
O que se vê é uma gestão que brinca com o servidor e trata o atraso salarial como algo normal, quase institucionalizado. Enquanto o prefeito César Castro faz de conta que está tudo bem, pais e mães de família ficam no prejuízo. Em Cachoeira Grande, infelizmente, o fim de ano já virou sinônimo de aperto, silêncio da prefeitura e desrespeito com quem mantém a máquina pública funcionando. Uma tradição que ninguém pediu, e que precisa acabar.