SĂŁo LuĂs vive mais um capĂtulo vergonhoso da crise do transporte coletivo. Enquanto a população amarga o 4Âş dia de greve, passando horas nas paradas, espremida, cansada e sem qualquer garantia de chegar ao trabalho ou voltar pra casa, o prefeito Eduardo Braide segue no discurso fácil, nos vĂdeos bem editados e no blá blá blá de sempre.
Há cinco anos, Braide empurra o problema com a barriga. Nunca resolveu. Nunca enfrentou de verdade o sistema. Mas dinheiro pĂşblico nunca faltou, sĂŁo repasses milionários todos os meses para empresas que acumulam greves, atrasos salariais e Ă´nibus sucateados. Quando a bomba estoura, o prefeito corre para o Instagram, grava vĂdeo, aponta culpados e tenta vender a imagem de gestor firme, tudo no discurso. Na prática, o povo continua a pĂ©.
Do outro lado, a Câmara Municipal de SĂŁo LuĂs segue sentada, muda e inerte. NĂŁo fiscaliza, nĂŁo cobra, nĂŁo pressiona. Talvez porque nĂŁo tenha moral, diante de tantos escândalos, denĂşncias e uma relação promĂscua com o Executivo. Vereadores que deveriam defender o povo preferem o silĂŞncio confortável, enquanto trabalhadores enfrentam sol forte, chuva e humilhação nas paradas lotadas.
A paralisação da empresa 1001 escancara o colapso anunciado. Salários atrasados, direitos negados, frota reduzida e bairros inteiros abandonados. E quem paga essa conta? Sempre o povo. O mesmo povo que vê prefeito e vereadores discutindo narrativas, enquanto a cidade para.
É muito lero-lero institucional, muito vĂdeo e zero respeito com quem depende do Ă´nibus para sobreviver. Enquanto isso, o povo segue em pĂ©, na parada, no aperto e na paciĂŞncia, que já acabou faz tempo.