A violência no Maranhão chegou a um nível que já não existe mais limite nem padrão. Um corpo totalmente carbonizado foi encontrado dentro do porta-malas de um Honda Fit na Rua das Hortas, no bairro Itapiracó, em São Luís, na noite de sexta-feira (7). O veículo estava em chamas e, segundo informações apuradas pelo Portal SLZMA com a polícia, o carro pertencia a um homem identificado apenas como Fernando, que trabalhava transportando passageiros entre São Luís e Barreirinhas e não tinha nenhuma passagem pela polícia.
A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) investiga a possibilidade de que o crime tenha ligação com facções criminosas. A polícia trabalha com a linha de investigação de que Fernando vinha sendo ameaçado após ter transportado um passageiro que seria liderança de uma facção para Barreirinhas. Segundo informações que ele teria tentado dialogar com criminosos da capital para tentar se livrar da perseguição — e desde então desapareceu. O carro dele apareceu queimado horas depois, com o corpo dentro do porta-malas.
Esse caso é um retrato cruel do que a população vem enfrentando no Maranhão: a criminalidade age com domínio, crueldade e total sensação de dono do estado. Enquanto isso, o cidadão comum vive cada vez mais inseguro, sem garantia mínima de proteção. A Grande Ilha e o interior viraram rota livre de execuções, perseguições, crimes de facção e medo diário.
A placa do veículo estava legível, o carro não tinha registro de roubo e o caso agora segue nas mãos da SHPP, que deve aprofundar as investigações. Até a publicação desta matéria, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão não se manifestou sobre o assunto. Enquanto isso, a população se pergunta: até quando a gente vai viver em um estado onde até quem trabalha honestamente pode virar alvo de guerra de facções?