Haverá sinais

Desde que se intensificaram as articulações para as eleições de 2026, um movimento passou a chamar atenção no cenário político do Maranhão, a mudança de posicionamento da senadora Eliziane Gama. Conhecida, ao longo de sua trajetória, por uma forte ligação com o público evangélico e por defender pautas alinhadas a esse segmento, a parlamentar começou, ainda em 2022, a dar sinais de que seguiria por outro caminho.

Naquele ano, durante o segundo turno das eleições presidenciais, a senadora declarou apoio ao então candidato Lula. Ali, o publico evangélico já enxergou o primeiro grande marco de uma guinada política que, com o passar do tempo, se tornaria cada vez mais evidente.

A aproximação com o campo da esquerda, a defesa de pautas divergentes dos evangélicos e agora, a filiação ao Partido dos Trabalhadores, se consolida como um reposicionamento que já vinha sendo construído nos bastidores. O que antes era visto como pontual, hoje se apresenta como definitivo. Não se trata de um movimento isolado, mas de uma construção que, aos poucos, foi afastando a senadora de sua base mais fiel.

E os sinais vieram. Vieram nas críticas públicas, no distanciamento de lideranças religiosas e, principalmente, nas decisões políticas que passaram a contrariar expectativas de quem a apoiou no passado. A atuação na CPMI do INSS, por exemplo, reforçou esse desgaste, ao lado de posicionamentos que, para muitos, ficaram aquém do que se esperava de alguém que construiu sua imagem ligada à defesa de princípios conservadores.

No campo religioso, a resposta também começou a aparecer de forma mais organizada. A decisão do conselho político da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Maranhão (CEADEMA) de não apoiar nenhuma candidatura ao Senado nas próximas eleições é vista por muitos como um recado direto. Um silêncio que, na política, fala alto.

Diante desse cenário, cresce a percepção de que a mudança de partido não é apenas uma escolha, mas o ponto final de um processo de reposicionamento político. Fica claro que a nível nacional, Eliziane deixa clara que “morre que amores” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora foi oficialmente demostrado.

Porque, na política, assim como na vida, há sinais. E, eles estão cada dia mais claro, tanto nas redes sociais quanto nas rodas de conversas é um só. Não!