Em pesquisa e disco voador, acredita quem quer

PESQUISA bem feita tem seu valor científico e isso ninguém discute. Mostra o momento e só o momento. Mas acreditar que um levantamento feito a quase um ano da eleição já define quem será o próximo governador do Maranhão é como acreditar que disco voador pousou no Bacanga. Crê quem quer.

A nova pesquisa do Instituto Econométrica, encomendada pelo Imirante, ouviu 1.283 eleitores entre 13 e 16 de novembro e colocou Orleans Brandão com 33 por cento Eduardo Braide com 29,2 por cento e Lahésio Bonfim com 18,2 por cento. Felipe Camarão aparece com 7,3 por cento. É um retrato de agora, nada além disso. Não mostra alianças futuras nem mudanças de cenário, não mostra o impacto da campanha nas ruas e não diz como esses personagens estarão quando outubro de 2026 realmente chegar.

Pesquisa não ganha eleição. Não pode também ser analisada à luz do emocional e das torcidas organizadas dos candidatos. Não sabemos nem como ficarão as composições partidárias para a disputa do próximo ano. Hoje um é líder de pesquisa e amanhã cai. Outro está apagado e de repente vira fenômeno de redes sociais. E enquanto isso tem político que já comemora como se estivesse com a chave do Palácio dos Leões no bolso. Mas eleição no Maranhão não se decide em gráfico colorido, se decide no corpo a corpo, no território, no enfrentamento direto com o eleitor e não no achismo de pesquisa feita com tanta antecedência.

Entre comemorações exageradas e choros antecipados, o que sobra é a velha lógica da política maranhense. Antes da campanha oficial começar tudo é especulação e conversa para boi dormir. Pesquisa não ganha eleição e nem derruba ninguém.

No fim das contas ninguém está eleito e ninguém está eliminado. Só acredita em pesquisa como fator decisivo dessa disputa quem quiser. O resultado de verdade só aparece na urna. Até lá tudo continua como sempre foi. Uma mistura de expectativa, aposta e fé. Quase a mesma discussão de acreditar ou não em disco voador.

ESPAÇO ABERTO

O portal SLZMA está com o espaço aberto para todos que apareceram na pesquisa do Instituto Econométrica, independente da posição, a comentarem seus resultados. É só enviar.