Em menos de 24h, deputado e prefeito do Maranhão viram alvo de ações da PF e Polícia Militar

Em menos de 24 horas, dois políticos maranhenses se tornaram alvos de operações policiais. Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal esteve no condomínio de luxo Île Saint Louis, na Península da Ponta D’Areia, em São Luís, onde cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento do deputado estadual Edson Araújo (PSB). O parlamentar é investigado em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes contra aposentados. A Justiça também determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo deputado, que já havia sido citado em relatório da PF apontando o recebimento de R$ 5,4 milhões de uma entidade suspeita de desviar recursos de contribuições previdenciárias.

De acordo com a Polícia Federal, os valores recebidos por Edson Araújo são incompatíveis com sua renda e podem indicar ocultação de bens ou sonegação fiscal. O parlamentar também é alvo de uma denúncia recente feita pelo deputado federal Duarte Júnior (PSB), que o acusa de ameaça após cobranças sobre recursos da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura. A situação deve se agravar, já que está prevista para esta quinta-feira a votação de requerimentos que pedem a convocação de Edson Araújo para depor na CPMI do INSS, da qual Duarte é vice-presidente.

Já na quarta-feira (12), o prefeito de Centro Novo do Maranhão, Júnior Garimpeiro (PSDB), foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Mato Grosso, em uma operação de fiscalização de trânsito na rodovia MT-430, em Confresa. O gestor foi encontrado transportando sacos com minério e fragmentos semelhantes a ouro, além de materiais e equipamentos usados em garimpos ilegais. Segundo a PM, ele e outros três ocupantes da caminhonete apresentaram versões contraditórias e já possuem antecedentes por crimes relacionados à extração irregular de minérios. Todo o material foi apreendido e encaminhado para análise pericial em Cuiabá, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Em 2021, Júnior Garimpeiro já havia sido preso pela Polícia Federal durante a Operação Curimã, que investigava um esquema de garimpo ilegal e desmatamento de mais de 60 mil hectares em Centro Novo do Maranhão.