Disputa por protagonismo na inauguração da ponte mobiliza políticos do Maranhão e Tocantins

A inauguração da nova Ponte Juscelino Kubitschek, que liga o Maranhão ao Tocantins sobre o Rio Tocantins nesta segunda-feira (22), acabou ganhando contornos bem mais políticos do que institucionais. O evento, que deveria simbolizar integração e desenvolvimento, virou também uma vitrine de vaidades e disputas por protagonismo.

Durante a caminhada inaugural, autoridades dos dois estados se movimentavam de forma visível para garantir lugar no primeiro pelotão, exatamente onde estavam as câmeras e os registros oficiais. A cena expôs o desconforto e a competição silenciosa entre políticos interessados em aparecer bem na foto.

Chamou atenção o deputado federal Cléber Verde tentou se posicionar à frente do grupo principal, numa clara tentativa de colar sua imagem ao ato oficial. Nos bastidores, a movimentação foi vista como oportunismo político, típico de quem busca capitalizar em cima de uma obra que não teve protagonismo direto.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, acabou se posicionando entre o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa. A cena gerou incômodo na comitiva tocantinense, que exigiu equilíbrio simbólico na representação dos estados.

A caminhada chegou a ser interrompida até que as bandeiras do Maranhão e do Tocantins fossem colocadas lado a lado. Coube ao ministro Renan Filho reorganizar a formação para evitar um constrangimento maior e permitir que o evento seguisse.

A ponte foi, enfim, entregue à população, cumprindo seu papel estratégico para a região. Mas o episódio deixou claro que, para alguns políticos, mais importante do que a obra é garantir presença na foto, mesmo que isso revele oportunismo e uma disputa de egos em pleno ato público.