Gestão ‘Self-Service’; o prefeito que se nomeia secretário, se fiscaliza e se paga em Rosário

Acredite se quiser, subestimando a inteligência dos rosarienses e puro deboche com a coisa pública. Em um flagrante de “autonomeação” que desafia qualquer princípio ético, o prefeito de Rosário, Jonas Magno, aparece no Portal da Transparência como secretário adjunto de Meio Ambiente de sua própria administração. A nomeação, que já dura mais de um ano e quatro meses, revela uma gestão que funciona em sistema de “rodízio”, onde o chefe do Executivo se senta à mesa, escolhe o cargo que quer e assina o próprio cheque. Com um salário de prefeito de R$ 11 mil somado aos mais de R$ 4 mil da pasta adjunta, Magno parece ter encontrado a fórmula mágica para engordar os vencimentos em meio às carências do município.

O caso ultrapassa a barreira do absurdo administrativo e entra no campo da suspeita de improbidade. Ao ocupar o cargo de seu próprio subordinado, o gestor anula qualquer possibilidade de fiscalização hierárquica, afinal, como o prefeito vai cobrar resultados do secretário, se ambos habitam o mesmo paletó? Enquanto a Secretaria de Meio Ambiente serve de cabide para o próprio prefeito, o que se vê é uma estrutura pública sendo tratada como extensão da conta bancária pessoal do gestor, ignorando a legalidade e a moralidade que o cargo exige.

A notícia caiu como uma bomba, mas é apenas a ponta de um iceberg que parece muito mais profundo e gelado. Segundo dados extraídos do sistema público e divulgados pelo radialista Carlos Afonso, a nomeação teria ocorrido em 23 de janeiro de 2025. Segundo relatos de servidores com matrículas duplicadas e valores que nunca chegam ao bolso de quem trabalha sugerem que a gestão de Jonas Magno transformou a folha de pagamento em um banquete particular. Agora, a população de Rosário espera que o Ministério Público e o TCE-MA não fiquem apenas assistindo a essa festa com dinheiro público e coloquem um ponto final nesse banquete indigesto.