A transparência pública no município de Santa Rita virou uma verdadeira “caixa-preta” sob o comando do prefeito Milton Aquino Gonçalves Mota Júnior. Denúncias graves apontam que a gestão municipal está ignorando a lei e omitindo informações cruciais sobre os gastos com pessoal, especialmente no que diz respeito aos altos escalões da prefeitura.
Ao acessar o Portal da Transparência, o cidadão se depara com um “apagão” de dados, não há qualquer registro dos salários recebidos pelo prefeito Milton Amorim, nem pelo seu vice, Antônio Alberto Carvalho Gonçalves. O mistério se estende ao secretariado e a outros servidores, cujos vencimentos parecem ter sido “blindados” do olhar da população. A última listagem disponível, referente a fevereiro de 2026, é apontada como incompleta e seletiva.
Ocultar os gastos com a folha de pagamento não é apenas uma falha administrativa, é um ataque direto à Lei de Acesso à Informação (LAI) e aos princípios constitucionais da publicidade. Ao esconder quanto ganham as autoridades, a prefeitura impede que o contribuinte fiscalize o destino do seu próprio dinheiro, gerando um ambiente de suspeição e falta de confiança.
A omissão já não passa mais despercebida. A Prefeitura de Santa Rita foi oficialmente denunciada junto ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os órgãos agora investigam por que a folha de pagamento está sendo publicada de forma “fatiada” e por que o prefeito e seu vice decidiram não prestar contas de seus próprios ganhos.
Enquanto a prefeitura oculta dados sobre a falta de transparência, a pergunta que circula nas ruas de Santa Rita é uma só, Se as contas estão certas, por que o medo de mostrar a folha de pagamento?
A prova do descaso com a lei está no próprio sistema oficial, a última atualização disponível, datada de fevereiro de 2026, é folha de pagamento meia-sola. O documento ignora nomes e valores fundamentais, funcionando como uma lista seletiva que esconde justamente quem deveria dar o exemplo na prestação de contas.
O espaço segue aberto para que a gestão municipal explique o motivo de descumprir o direito básico de informação do cidadão santarritense.