O Diário Oficial da União trouxe, nesta quinta-feira (16), a confirmação do que os bastidores da política maranhense já previam, o fatiamento de cargos federais como recompensa por fidelidade partidária. Em uma manobra que reforça o poder do deputado federal Cleber Verde (MDB) junto ao Governo Lula, seu irmão, o ex-deputado estadual Júnior Verde, foi nomeado superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão.
A nomeação de Júnior Verde para o Iphan não reflete apenas uma escolha técnica, mas uma estratégica conveniência política. Ao assumir o controle do órgão responsável por fiscalizar áreas tombadas e liberar intervenções culturais, Júnior Verde garante ao irmão deputado um braço forte na administração federal em solo maranhense. Em troca do ‘presente’ assinado pelo Ministério da Cultura, o novo superintendente enterra de vez suas pretensões eleitorais para outubro, saindo da disputa para se acomodar na estrutura do Governo Federal.
O caso é um exemplo clássico da política maranhense, onde órgãos de preservação histórica acabam servindo de abrigo para aliados que ficaram sem mandato. Agora, a responsabilidade de coordenar o patrimônio cultural do Maranhão fica sob a batuta de uma indicação familiar, deixando claro que, no xadrez de Cleber Verde, o comando do Iphan é mais um território conquistado para o grupo.