No mesmo dia (71) em que saiu a condenação por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva do deputado Josimar Maranhãozinho resolveu postar em sua rede social com um recado bem diferente do que a Justiça decidiu, disse que é “escolhido de Deus”. Entende que quem se diz “escolhido de Deus” deveria agir com valores como honestidade, justiça e responsabilidade, principalmente quando está na vida pública.
Na política, esse tipo de atitude não é novidade. Mistura de religião com posicionamento público, principalmente quando se é condenado por tal prática.
No caso do deputado Josimar Maranhãozinho, o discurso parece seguir um roteiro, mas a realidade contou outra história. Fica difícil engolir quando a fala tenta subir pro céu enquanto os fatos puxam pra baixo. Aí não é questão de fé, é de coerência mesmo.
Aí fica aquela dúvida simples, quase óbvia: é esse tipo de político que ainda está sendo escolhido? Porque, pelo visto, o problema não começa no julgamento. Começa bem antes, lá no voto.