Presidente de sindicato denuncia uso irregular do Fundeb e diz que professores são ignorados há cinco anos em Porto Rico

Em Porto Rico, há 163 km de São Luís, vive um dos seus piores momento na educação e crise na educação de Porto Rico segue se agravando e as denúncias contra a gestão municipal do prefeito Aldo Brown ganham contornos cada vez mais graves. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores, Valdir Bastos, o dinheiro do Fundeb vem sendo usado de forma irregular para fins políticos, enquanto a categoria amarga anos de descaso e falta de diálogo.

De acordo com o sindicalista, recursos que deveriam fortalecer o ensino estariam sendo direcionados ao pagamento de pessoas que não exercem nenhuma função no sistema educacional. Só em 2025, mais de R$ 6,5 milhões teriam sido repassados a empresas por meio do Fundeb, incluindo casos de pessoas que, segundo o sindicato, continuam recebendo do fundo sem prestar qualquer serviço à educação.

Para Valdir, o cenário é de revolta e cansaço. Ele afirma que a gestão transformou o dinheiro da educação em instrumento de barganha política, usando a folha do Fundeb para manter eleitores e aliados. Enquanto isso, professores seguem sem valorização, sem rateio no fim do ano e sem qualquer abertura para diálogo.

O sindicato também denuncia que, ao longo de quase seis anos de mandato, o prefeito nunca sentou à mesa para conversar com a categoria. Em vez disso, segundo os professores, a relação se resume a festas, brindes e eventos, enquanto problemas estruturais da educação seguem ignorados.

A situação, segundo a classe educacional, é de tristeza, indignação e abandono. E o sentimento é claro: a educação de Porto Rico está pagando um preço alto por uma gestão que, na visão dos professores, virou as costas para quem sustenta o ensino no município.