“Não assiste razão ao requerente, sendo ele o chefe da organização criminosa, identificado pela Polícia Federal”. É assim que o Ministério Público Eleitoral inicia seu parecer negando o pedido do prefeito afastado de São Benedito do Rio Preto nesta sexta-feira (5).
Assinado pelo procurador Regional Eleitoral Tiago de Sousa Carneiro, no qual o portal SLZMA teve acesso com exclusividade, agora segue para o parecer final.
O documento também destaca que, segundo a PF, o prefeito afastado tinha o comando do esquema, e voltar ao cargo significaria colocar a investigação em risco, pois ele poderia mexer nas provas e influenciar quem trabalha na prefeitura.
Wallas Rocha (Republicanos), tenta reverter a decisão que o tirou do cargo no dia (22), de outubro após operação da Polícia Federal com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga o desvio de recursos do FUNDEB para utilização em campanhas eleitorais. Segundo a PF, o prefeito era justamente quem tinha poder, acesso e domínio para movimentar os valores desviados.
Como o processo segue em segredo de justiça, vamos postar apenas os recortes onde se trata específicamente do pedido negado e da alegação da PF. Veja

