Cota de gênero: Brenda Carvalho fala pela primeira vez, revela como foi vítima de esquema do Podemos e expõe o responsável pelo escândalo dos R$ 300 mil nas eleições de São Luís

A ex-candidata a vereadora Brenda Carvalho, que disputou as eleições de 2024 pelo Podemos em São Luís, decidiu falar publicamente pela primeira vez sobre o escândalo que envolveu seu nome e a utilização de R$ 300 mil do fundo eleitoral. Brenda nega ter se beneficiado do valor e afirma que foi vítima de uma armação dentro do próprio partido.

Brenda divulgou prints de conversas com o presidente municipal do Podemos, o então candidato e hoje vereador eleito Fábio Filho, além do advogado da sigla. Nas mensagens, ela mostra que apenas seguiu as ordens do comando partidário, sem qualquer autonomia para gerenciar os recursos.

Brenda afirmou que todo o dinheiro que entrou em sua conta foi transferido conforme orientação do presidente do partido e que não ficou com um centavo. Ela explicou que jamais teve intenção de fraudar a eleição e que a realidade dos números prova isso. Com apenas 18 votos, ela questionou a lógica das suspeitas. “Acham que sou burra? Pegar 300 mil que não é meu e gastar aleatoriamente?”, disse em tom de desabafo durante entrevista ao podcast Café Quente, apresentado por Rogério Cafeteira.

Durante a conversa, Brenda também criticou a forma como a imprensa tratou o caso no início e cobrou que as investigações cheguem aos verdadeiros responsáveis pelo destino do dinheiro. Para ela, o foco deve estar em quem realmente se beneficiou dos recursos e não em quem serviu apenas como laranja do esquema. “Vocês têm que ir atrás de quem realmente recebeu esse dinheiro”, declarou.

O caso do Podemos segue sob investigação da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral, que apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato eleitoral e formação de organização criminosa. Três vereadores foram eleitos pelo partido e podem perder os mandatos se for comprovada a fraude.

Além disso, em parecer emitido pelo Ministério Público Eleitoral em junho deste ano, disse que as acusações de fraude à cota de gênero supostamente praticadas pelo Podemos foram afastadas. O MPMA concluiu que não há provas de candidaturas fictícias de Brenda Carvalho e das outras mulheres do partido, destacando que registros de atos de campanha, fotos, vídeos e materiais de divulgação comprovam a participação ativa das candidatas. Mesmo com apenas 18 votos, Brenda não teve sua candidatura considerada irregular, reforçando que ela foi vítima de uma estratégia do partido e não cometeu nenhuma fraude, e que a baixa votação não configura, por si só, qualquer irregularidade.

Brenda, por sua vez, reforça que sua única intenção é limpar o próprio nome e mostrar que, diferente do que tentaram fazer parecer, ela não foi cúmplice, mas vítima de uma engrenagem política que ainda tenta se manter impune.

Veja os prints que comprovam que Brenda Carvalho transferiu todo o dinheiro para terceiros, sem se beneficiar de um centavo.