A cidade de Arari foi sacudida nesta semana após a revelação de um suposto esquema milionário dentro da Secretaria Municipal de Educação. As denúncias foram feitas pelas vereadoras Lucinha Brito e Aurinete Freitas, que divulgaram documentos mostrando que funcionários fantasmas estariam recebendo supersalários de até R$ 35 mil como agentes administrativos, mesmo sem trabalhar na função ou, em alguns casos, sequer aparecer no município.
De acordo com os documentos apresentados pelas vereadoras, há registros de pagamentos quinzenais, ou seja, duas vezes por mês, com valores que variam entre R$ 20 mil e R$ 35 mil. O mais curioso é que o salário base é igual ao salário líquido, sem nenhum desconto, o que levanta suspeitas de fraude e desvio de dinheiro público com verbas do Fundeb.
O caso já gera forte repercussão política em Arari e deve chegar aos órgãos de controle, como o Gaeco, a CGU e a Polícia Federal, que podem abrir investigação para apurar o escândalo. Enquanto isso, a população cobra transparência e punição para os responsáveis por mais um episódio que envergonha a gestão municipal.