Uma das mulheres agredidas pelo capitão da Polícia Militar do Maranhão Jurambergson Gomes Soeiro falou pela primeira vez sobre o episódio ocorrido no último sábado (3), em uma loja de conveniência na Cohama, em São Luís.
Em entrevista ao JM2, da TV Mirante, Sara contou que ao perceber que Gislaine Fernanda Cavalcante Santos, que também é policial militar, estava sendo agredida, tentou defendê-la, mas o capitão conhecido como “Berg” reagiu e passou a desferir socos, chutes e coronhadas.
“Ele já vem com a arma em punho e começa a me dar muita coronhada. Eu fico desacordada. Depois que eu apago, ele continua me batendo.”
Ainda segundo a vítima, mesmo após ela cair desacordada, o agressor teria retornado e continuado as agressões. Durante ação, o policial também teria efetuado um disparo, que atingiu um homem que estava no local.
Sara e a outra vítima prestaram depoimento e possuem medidas protetivas contra o militar. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão do capitão, mas a Justiça negou o pedido com base na legislação eleitoral, que restringia prisões de eleitores no período anterior e posterior à votação.
O policial prestou depoimento na Casa da Mulher Brasileira e foi liberado. Ele foi afastado da Polícia Militar, e um procedimento administrativo deverá avaliar sua permanência na corporação.
Enquanto isso, Jurambergson Soeiro continua solto.
Sara afirma que ainda enfrenta medo e crises de pânico após o ocorrido.
A investigação continua e as autoridades ainda deverão esclarecer as circunstâncias e responsabilidades pelas agressões.