SLZMA Sem Filtro | O campeão de emendas em Turilândia, quase no Fantástico; prefeito quer R$ 14 milhões no apagar das luzes na região do Munim; Judiciário vai ceder? A greve acabou… por enquanto

O deputado das emendas e a cidade do escândalo

Saiba quem é o deputado federal que mais enviou recursos para uma cidade maranhense que agora virou caso de polícia. Turilândia recebeu R$ 26,5 milhões em emendas parlamentares desde 2023, segundo o site Metrópoles. O detalhe é que o município acaba de ter prefeito, vice-prefeita, primeira-dama e todos os vereadores presos, acusados de integrar um esquema que teria desviado R$ 56,3 milhões com empresas de fachada.

Quem lidera o ranking das emendas é o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), com R$ 9,9 milhões, incluindo uma famosa “emenda Pix” de R$ 2 milhões. Coincidência ou não, ele é aliado direto do prefeito foragido Paulo Curió. Saúde e assistência social foram os principais ralos do dinheiro público em uma das 13 cidades mais pobres do Brasil. Já virou quase música no Fantástico, todo ano, um novo escândalo, e sempre com dinheiro federal no meio.

O deputado divulgou nota dizendo que apenas envia recursos a municípios regulares e que a responsabilidade da execução é das prefeituras. Resumo da nota: “mande dinheiro, lave as mãos e deixe a bomba estourar depois”.
(Fonte: Metrópoles)


Câmara de São Luís: muita cadeira, pouca vergonha

Enquanto a cidade afunda em problemas reais, a Câmara Municipal de São Luís segue firme… discutindo calendário interno. A grande novidade foi antecipar a eleição da Mesa Diretora para outubro, obedecendo o STF. Já a votação do orçamento de mais de R$ 6 bilhões ficou para depois. Prioridades, né?

A Casa também empurrou a Lei Orçamentária de 2026 para janeiro, deixando o Executivo autorizado apenas a gastar com o “essencial”. O problema é que, em São Luís, essencial nunca inclui transporte, drenagem ou fiscalização. Inclui acordo político, cargos e silêncio conveniente.


Governo do Estado erra até na ponte

O perfil oficial do Governo do Estado conseguiu a façanha de divulgar Imperatriz usando a foto de uma ponte… do Rio Grande do Norte. A imagem era da famosa Ponte Newton Navarro, em Natal. O erro foi tão gritante que a publicação amanheceu apagada.

Horas depois, repostaram com a ponte correta. Mas o estrago já estava feito. O print ficou. E ficou também a sensação de que o governo anda desconectado da própria realidade do estado, justo num momento em que Imperatriz já enfrenta outra polêmica: a confusa inauguração do Hospital da Região Tocantina.
Errou, apagou, repostou. Governo versão “Ctrl + Z”.


Icatu e o empréstimo no apagar das luzes

Em Icatu, o alerta está ligado. O prefeito encaminhou à Câmara um projeto para contratar R$ 14 milhões em empréstimo, com votação prevista para este sábado (27). Tudo isso no fim do exercício financeiro, aquele velho roteiro conhecido como “depois a gente vê”.

As perguntas são básicas e continuam sem resposta:
— Para quê esse dinheiro?
— Quanto vai custar ao final?
— Quem paga a conta nas próximas gestões?

Quando essas perguntas só aparecem depois da votação, geralmente quem responde é a Justiça.


São Luís: acabou a greve… até quando?

A greve dos rodoviários acabou neste domingo (28), depois de cinco dias de caos. Ônibus voltaram a rodar, acordo foi assinado, comissão vai fiscalizar arrecadação e ninguém terá desconto salarial. Tudo lindo no papel.

Mas o roteiro é conhecido: ano que vem tem de novo. A prefeitura joga a culpa nas empresas, as empresas jogam a culpa no subsídio, e o povo fica jogado nas paradas. O prefeito anunciou “caducidade”, mas a portaria da SMTT fala só em medida emergencial. Muito discurso, pouca decisão.


Judiciário em xeque

Resta saber se o Superior Tribunal de Justiça vai manter a linha dura ou ceder ao apelo da influenciadora Skarlete Greta Costa Melo, que tenta reaver bens apreendidos na Operação Quebrando a Banca. O TJ-MA já foi claro: bens de luxo, incompatíveis com a renda declarada e sem comprovação de origem lícita, permanecem apreendidos. Agora, o jogo muda de instância, e a pergunta que fica é, a Justiça vai resistir ou flexibilizar?

Informações apuradas pelo jornalista Isaías Rocha.

Leitura obrigatória🛑: Enquanto Braide fica no blá blá blá e a Câmara senta, o povo fica em pé na parada

São Luís vive mais um capítulo vergonhoso da crise do transporte coletivo. Enquanto a população amarga o 4º dia de greve, passando horas nas paradas, espremida, cansada e sem qualquer garantia de chegar ao trabalho ou voltar pra casa, o prefeito Eduardo Braide segue no discurso fácil, nos vídeos bem editados e no blá blá blá de sempre.

Há cinco anos, Braide empurra o problema com a barriga. Nunca resolveu. Nunca enfrentou de verdade o sistema. Mas dinheiro público nunca faltou, são repasses milionários todos os meses para empresas que acumulam greves, atrasos salariais e ônibus sucateados. Quando a bomba estoura, o prefeito corre para o Instagram, grava vídeo, aponta culpados e tenta vender a imagem de gestor firme, tudo no discurso. Na prática, o povo continua a pé.

Do outro lado, a Câmara Municipal de São Luís segue sentada, muda e inerte. Não fiscaliza, não cobra, não pressiona. Talvez porque não tenha moral, diante de tantos escândalos, denúncias e uma relação promíscua com o Executivo. Vereadores que deveriam defender o povo preferem o silêncio confortável, enquanto trabalhadores enfrentam sol forte, chuva e humilhação nas paradas lotadas.

A paralisação da empresa 1001 escancara o colapso anunciado. Salários atrasados, direitos negados, frota reduzida e bairros inteiros abandonados. E quem paga essa conta? Sempre o povo. O mesmo povo que vê prefeito e vereadores discutindo narrativas, enquanto a cidade para.

É muito lero-lero institucional, muito vídeo e zero respeito com quem depende do ônibus para sobreviver. Enquanto isso, o povo segue em pé, na parada, no aperto e na paciência, que já acabou faz tempo.

Datafolha: 35% se dizem de direita; esquerda fica em 22%

A nova pesquisa Datafolha mostra um Brasil mais polarizado. Hoje, 35% dizem estar à direita e 22% à esquerda. Somados, 57% se colocam nos extremos do debate político. O levantamento, feito pelo DATAFOLHA entre 2 e 4 de dezembro com 2.002 pessoas em 113 cidades, tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Quando o assunto é identificação partidária, o resultado muda um pouco de figura. Em uma escala que vai de “bolsonarista” a “petista”, 40% se dizem mais próximos do PT e 34% de Jair Bolsonaro. Outros 18% preferem se declarar neutros. Desde 2022, os petistas foram maioria em nove de onze pesquisas.

A divisão aparece com força em recortes por idade, escolaridade e religião. Entre os mais jovens, o centro tem mais peso. Já entre os mais velhos, cresce a identificação com a direita. Evangélicos se dizem mais de direita do que católicos, que aparecem mais divididos entre esquerda e centro. A escolaridade também pesa: quem estudou menos tende a se alinhar mais à direita.

O cenário político segue quente. A pesquisa foi feita após novos desdobramentos judiciais envolvendo Bolsonaro e com Lula liderando as intenções de voto para 2026. Mesmo assim, há cruzamentos curiosos: gente de esquerda que votou em Bolsonaro e gente de direita que votou em Lula. O recado é simples: o país continua dividido e ninguém pode contar vitória antes da hora.

Perfil oficial do Governo do Estado publica ponte do Rio Grande do Norte como se fosse de Imperatriz e depois apaga

O perfil oficial do Governo do Estado no instagram publicou, na noite desta quinta-feira (25), um material publicitário para divulgar a cidade de Imperatriz, a gestão acabou usando a imagem de uma ponte que não fica no Maranhão, mas sim no Rio Grande do Norte.

A foto usada é da Ponte Newton Navarro, localizada em Natal (RN), uma ponte estaiada bastante conhecida e que não existe em Imperatriz, nem em qualquer outra cidade maranhense. O erro chamou atenção imediata de internautas, que passaram a questionar a falta de cuidado e conhecimento sobre a própria realidade do estado.

A publicação amanheceu apagada nesta sexta-feira (26) e, horas depois, o governo voltou a divulgar o material, desta vez usando a imagem correta da ponte de Imperatriz. A impressão de que o próprio governo parece desconhecer a realidade do estado que administra, justamente em um momento em que Imperatriz já estava no centro de outra polêmica recente, envolvendo a inauguração do Hospital da Região Tocantina (HRT).

O erro foi apagado, mas o print ficou. Compare o post anterior com o atual

Morre em São Paulo mulher que teve pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por mias de 1 km na Marginal Tietê pelo ex

Morreu nesta quarta-feira (24) Tainara Souza, jovem de 31 anos que teve as duas pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por cerca de 1 km em São Paulo, onde ela estava internada há vários dias. Douglas Alves, um ex-companheiro da vítima, é apontado como o autor do crime, que agora passa de tentativa para ser tratado como feminicídio consumado.

O óbito foi confirmado pela família de Tainara, que deixa um filho de 12 anos e uma filha de 7. Desde a brutalidade, a jovem já havia passado por uma série de cirurgias, como traqueostomia e cirurgia plástica de reconstrução de tecidos.

O caso aconteceu no dia 29 de novembro. Tainara estava saindo de um bar com um amigo quando foi atingida por um carro preto. Em seguida, o veículo arrancou em alta velocidade com a jovem presa em uma das ferragens. O atrito causou sérios danos em praticamente todo o corpo dela.

Imagens registradas por câmeras de segurança e por testemunhas circularam nas redes sociais e chocaram o país, além de levantarem um alerta sobre a questão da violência contra a mulher. Douglas Alves foi identificado e capturado pela polícia.

O suspeito chegou a reagir à abordagem tentando arrancar a arma de um dos agentes e acabou baleado. Ele alegou que estaria sendo ameaçado de morte por um novo companheiro de Tainara.

Nas redes sociais, a família da jovem agradeceu pelas mensagens de apoio e orações direcionadas para a vítima, além de afirmar que agora o sofrimento acabou e a busca será por justiça.

Assembleia Legislativa é ‘Selo Ouro de Transparência’ em avaliação do TCE-MA

A Assembleia Legislativa do Maranhão recebeu do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) o Selo Ouro de Transparência. Segundo o relatório de informação do órgão, o Parlamento estadual obteve a pontuação de 100% dos critérios essenciais e 94.43% da avaliação geral.

A Assembleia levou notas máximas em dimensões como informações institucionais; convênios e transparências; recursos humanos; planejamento e prestação de contas, entre outros.

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), avalia a certificação como um ato positivo da Casa, pois chancela um trabalho sério e transparente.

“A gente sempre vem trabalhando para aproximar o Poder Legislativo, os deputados, da origem das demandas, que é o povo do Maranhão. Tornar as informações mais acessíveis para a população, para todos que queiram acompanhar como está o funcionamento da Assembleia, a parte financeira, de prestação de contas, os processos legislativos e demais áreas, é mais um grande passo que demos. E receber o Selo Ouro de Transparência do TCE é uma demonstração de que estamos no caminho certo”, afirmou a presidente.

Certificação

A certificação é resultado de um trabalho focado na responsabilidade administrativa da Casa, presidida pela deputada Iracema Vale (PSB), bem como do envolvimento direto de todos os diretores e da equipe operacional da Alema.

Segundo o TCE/MA, a avaliação consistiu na verificação do cumprimento do Portal da Transparência da Alema, realizada no período de 11 a 19 de dezembro de 2025, por meio de formulário específico, atendendo à padronização nacional.

A verificação teve como objetivo avaliar o nível de transparência do órgão, fiscalizado no âmbito do Estado do Maranhão, em conformidade com o Programa Nacional da Transparência Pública.

Segundo o documento, “o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão obteve, como resultado da verificação do portal, o índice de atendimento de 100% dos critérios essenciais e de 94,43% da avaliação geral, resultando em índice de transparência Ouro”.

Após inauguração, hospital HRT gera polêmica entre governo do Estado e ex-candidata em Imperatriz

A inauguração do Hospital da Região Tocantina (HRT) nesta terça-feira (23) em Imperatriz, continua rendendo debate e questionamentos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a suplente de deputada federal e ex-candidata à Prefeitura, Mariana Carvalho, levanta pontos que, segundo ela, ainda não foram esclarecidos pelo governo do Estado, apesar do discurso frequente sobre transparência e combate à desinformação.

Um dos principais questionamentos diz respeito à mudança do perfil do hospital. Mariana lembra que o projeto inicial previa uma unidade de porta aberta, com pronto atendimento, e critica a decisão de transformar o HRT em outro modelo. Para ela, essa escolha ignorou a realidade de Imperatriz, onde o Socorrão segue superlotado, com pacientes em corredores e famílias arcando com custos básicos do tratamento.

Outro ponto destacado por Mariana é o alto custo da unidade, estimado em cerca de R$ 20 milhões por mês, dentro de um contrato que ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão ao final de cinco anos. Ela afirma que não basta dizer que o valor está previsto em lei; é preciso explicar com clareza à população como esse dinheiro está sendo gasto e quem, de fato, está sendo beneficiado.

A ex-candidata também cobra explicações diretas do secretário de Saúde sobre o contrato da empresa responsável pela ala de pediatria e UTI, que, segundo ela, seria ligada a um deputado da base do governador. “Se o governo fala tanto em transparência, por que não esclarecer esse vínculo?”, questiona Mariana, reforçando que esse tipo de informação não pode ficar sem resposta.

Por fim, Mariana vai além e afirma que a condução do projeto tem viés eleitoral, acusando o governo de usar obras e anúncios para as eleições do próximo ano. Segundo ela, há uma tentativa de “empurrar goela abaixo” a eleição do sobrinho do governador, enquanto problemas históricos da saúde de Imperatriz continuam sem solução. No meio desse embate político, quem segue pagando a conta é a população que depende do SUS.

Perguntada sobre seu posicionamento político, Eliziane tenta fugir, enrola e acaba se entregando

A senadora maranhense Eliziane Gama (PSD) deu mais uma demonstração de sua completa incoerência política ao conceder entrevista à página Assembleiano de Valor nesta segunda-feira (22). Questionada de forma clara se é uma política de direita ou de esquerda, a parlamentar simplesmente fugiu da resposta.

Em vez de dizer qual é sua posição política, Eliziane passou vários minutos falando da sua origem na Assembleia de Deus, do pai pastor, do irmão pastor, do cunhado pastor, do tio pastor e da mãe dirigente de círculo de oração. Falou de tudo, menos do que foi perguntado.

Ao afirmar que é “uma política do Senhor Jesus” e “uma política da Assembleia de Deus”, a senadora misturou fé com política numa tentativa evidente de agradar o público evangélico, sem assumir suas escolhas reais no Senado Federal.

A contradição aparece logo em seguida. A própria Eliziane admite que integra a base de sustentação do presidente Lula e faz elogios ao governo petista, dizendo que ele é “responsável” na política social. Ou seja, na prática, a senadora atua alinhada à esquerda, mas evita assumir isso publicamente diante de um eleitorado que, em grande parte, rejeita o atual presidente.

Na atuação concreta, Eliziane tem votado a favor dos principais projetos do governo Lula, acompanhando a orientação do Planalto em pautas centrais no Senado. Mesmo assim, prefere não se rotular politicamente e tenta se escorar apenas no discurso religioso, como se a fé fosse suficiente para explicar suas decisões políticas.

Outro ponto que chama atenção é a tentativa constante de empurrar goela abaixo a ideia de que o apoio ao governo Lula seria algo natural para os evangélicos, ignorando que há diversidade de pensamento dentro das igrejas e que muitos fiéis não concordam com esse alinhamento.

No fim das contas, a entrevista deixou claro que Eliziane não respondeu o que foi perguntado. Falou muito, explicou pouco e evitou assumir o óbvio: pode até se dizer “do Senhor Jesus”, mas no Senado atua como aliada fiel do governo Lula. A pergunta segue sem resposta, talvez porque a resposta não agrade a todos.

Reforma de mais de R$ 225 mil, feita há menos de um ano, em escola municipal termina em desabamento em Buriticupu

Parte da estrutura da Escola Municipal Antônio Joaquim, localizada no povoado Segundo Núcleo, em Buriticupu, começou a desabar na manhã desta segunda-feira (22), deixando o prédio em situação de total insegurança para alunos e funcionários. O episódio mostra o retrato do descaso com o dinheiro publico e o compromisso com a maquina pública.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um cenário alarmante, telhado cedido, forro destruído, ventiladores no chão e uma grande quantidade de entulhos espalhados pelo corredor principal da unidade. As imagens causaram revolta e indignação na população.

Apesar do susto, não houve feridos, já que no momento do desabamento não havia alunos nem funcionários na escola. Ainda assim, o risco foi real e poderia ter terminado em tragédia.

O caso se torna ainda mais grave diante de um dado oficial, em junho deste ano, a Prefeitura de Buriticupu pagou cerca de R$ 225 mil por serviços de manutenção e reforma da escola, conforme registros públicos. O valor deveria garantir exatamente o que não aconteceu: segurança estrutural.

Menos de um ano após o investimento, o colapso na estrutura expõe um cenário surreal e levanta dúvidas sobre a qualidade da obra, a fiscalização do contrato e o controle dos recursos da educação. A situação reforça a percepção de que o dinheiro público foi mal aplicado, ou pior, apenas formalmente gasto.

O desabamento da escola não surge como um fato isolado, mas se soma a um histórico recente e grave de irregularidades que já pesa sobre a gestão do prefeito João Carlos Teixeira da Silva. Em novembro deste ano, o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação imediata do mandato do prefeito e do vice, apontando um dos mais sérios casos de abuso de poder político e econômico já registrados em Buriticupu.

De acordo com o MPE, o gestor transformou a construção e a inauguração de poços artesianos em ferramenta de favorecimento eleitoral, utilizando obras de origem não esclarecida, retomadas estrategicamente às vésperas da eleição, pintadas com as cores da gestão e exploradas politicamente em atos públicos e comícios. Para o órgão, houve desvio de finalidade, uso da máquina pública para autopromoção e desequilíbrio do processo eleitoral, reforçando um padrão de gestão marcado mais pela propaganda do que pelo respeito à legalidade e à segurança da população. Veja o contrato

Foguete sul-coreano explode após tentativa de lançamento em Alcântara

O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu após tentativa de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite desta segunda-feira (22). Esse seria o primeiro envio de uma aeronave do tipo ao espaço partindo de solo brasileiro. O motivo da falha ainda não foi esclarecido.

Após o lançamento, uma nuvem de fogo se formou ao redor do foguete. Até a noite desta segunda, a Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de manifestação.

O foguete levava ao espaço cinco satélites e três dispositivos voltados para pesquisas científicas em diversas áreas. Os experimentos foram desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia. A operação, batizada de Spaceward, mobilizou 27 profissionais, responsáveis por acompanhar diferentes sistemas do foguete.

O veículo espacial – que tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro, e 20 toneladas – levava satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus.

Disputa por protagonismo na inauguração da ponte mobiliza políticos do Maranhão e Tocantins

A inauguração da nova Ponte Juscelino Kubitschek, que liga o Maranhão ao Tocantins sobre o Rio Tocantins nesta segunda-feira (22), acabou ganhando contornos bem mais políticos do que institucionais. O evento, que deveria simbolizar integração e desenvolvimento, virou também uma vitrine de vaidades e disputas por protagonismo.

Durante a caminhada inaugural, autoridades dos dois estados se movimentavam de forma visível para garantir lugar no primeiro pelotão, exatamente onde estavam as câmeras e os registros oficiais. A cena expôs o desconforto e a competição silenciosa entre políticos interessados em aparecer bem na foto.

Chamou atenção o deputado federal Cléber Verde tentou se posicionar à frente do grupo principal, numa clara tentativa de colar sua imagem ao ato oficial. Nos bastidores, a movimentação foi vista como oportunismo político, típico de quem busca capitalizar em cima de uma obra que não teve protagonismo direto.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, acabou se posicionando entre o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa. A cena gerou incômodo na comitiva tocantinense, que exigiu equilíbrio simbólico na representação dos estados.

A caminhada chegou a ser interrompida até que as bandeiras do Maranhão e do Tocantins fossem colocadas lado a lado. Coube ao ministro Renan Filho reorganizar a formação para evitar um constrangimento maior e permitir que o evento seguisse.

A ponte foi, enfim, entregue à população, cumprindo seu papel estratégico para a região. Mas o episódio deixou claro que, para alguns políticos, mais importante do que a obra é garantir presença na foto, mesmo que isso revele oportunismo e uma disputa de egos em pleno ato público.

Alcântara faz 377 anos, mas quem ganha o presente de mais de R$ 3,6 milhões é a Átrio Construções Ltda

Alcântara, uma das cidades mais históricas do Maranhão, completa 377 anos nesta segunda-feira (22), carregando um patrimônio cultural que atravessa séculos, encanta visitantes e orgulha seus moradores. Cidade de ruas de pedra, casarões coloniais e uma história que já foi referência nacional, Alcântara chega a mais um aniversário oficialmente em clima de festa. Mas, fora dos discursos e das homenagens protocolares, há pouco a comemorar.

Enquanto a cidade sopra as velas, quem realmente recebe o presente é a empresa Átrio Construções Ltda, que, segundo levantamento do portal SLZMA, já movimentou mais de R$ 3,6 milhões em contratos com a Prefeitura de Alcântara. Os dados foram obtidos a partir do Portal da Transparência do Município, extratos do FUNDEB e informações oficiais da Receita Federal.

O dinheiro, em sua maior parte, foi destinado a reformas de escolas, mas a realidade encontrada em campo contrasta com os valores pagos. O que se vê são obras inacabadas, serviços paralisados e qualidade considerada extremamente baixa, principalmente em unidades da educação básica, setor que deveria ser prioridade absoluta em qualquer gestão pública.

Aniversário com gosto amargo

A pergunta que ecoa nas ruas de Alcântara é simples: é motivo para festejar 377 anos quando escolas seguem abandonadas, mesmo após milhões pagos?
É justo celebrar quando recursos do FUNDEB — dinheiro carimbado para educação — não se traduzem em melhorias reais para alunos, professores e comunidades?

Relatos apontam que algumas unidades passaram por “reformas” apenas no papel. Em outras, os serviços foram iniciados e interrompidos sem explicações claras, apesar dos pagamentos já terem sido efetuados.

Denúncias vão além das obras

O cenário se agrava com denúncias envolvendo a forma de contratação de trabalhadores. Segundo informações apuradas, a Átrio Construções Ltda teria recrutado mão de obra local pagando diárias abaixo do valor de mercado, além de não realizar o devido registro em carteira, o que pode configurar violação da legislação trabalhista.

Trabalhadores relatam que aceitaram as condições por falta de alternativas de emprego no município, situação comum em cidades historicamente negligenciadas pelo poder público.

Empresa de fora, dinheiro daqui

A empresa Átrio Construções Ltda. tem sede no município de São Mateus (MA). Ao tentar contato pelo número disponível no cadastro da Receita Federal, fomos atendido por um homem identificado como Leonel, que afirmou ser contador da empresa, mas não apresentou esclarecimentos sobre os contratos firmados, os valores pagos ou as denúncias envolvendo as obras em Alcântara.

Gestão sob cobrança

Aos 377 anos, Alcântara não precisava de discursos vazios, mas de respostas concretas. O volume de recursos pagos, somado à precariedade dos serviços entregues, coloca a gestão municipal sob forte questionamento e reforça a necessidade de atuação dos órgãos de controle e fiscalização.

O SLZMA reforça que todas as informações publicadas têm como base documentos oficiais, dados públicos e relatos colhidos durante a apuração jornalística. O portal segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Alcântara, da Átrio Construções Ltda. e de qualquer outro citado.

Aos 377 anos, Alcântara merece mais do que festa, merece respeito, transparência e obras de verdade.