Na última segunda-feira (26), o vereador Miécio Macedo (PL) juntamente com o vereador Marivaldo (PROS), secretário de Infraestrutura Vinicius, secretario adjunto Rômulo e do engenheiro Rodrigo vistoriaram a ponte no povoado Baicuaua a 45 quilômetros da sede do município, com principal objetivo recuperar a estrutura que foi abalada com a força das chuvas.
Na vistoria foi detectado que umas das alças esta danificada, dificultando assim o acesso ao povoado, tanto de veículos quanto de pessoas.
Para o Vereador Miécio há urgência para lidar com a situação: “é uma ponte muito importante para a comunidade, a estrutura danificada pode vir a cair e dificultará o trajeto dos moradores da região ”pontuou. Macedo afirmou que vai buscar apoio do Executivo para encontrar uma solução: “Uma ponte necessária, que sempre existiu na comunidade, não pode ficar nessa situação, faremos o possível pra resolver o mais rápido possível esse problema”,finalizou.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 28 de abril 2021, na região metropolitana de São Luís/MA e na cidade de Bequimão/MA, a Operação “MELICERTES”, com objetivo de combater o crime de Contrabando de cigarros que chegam a costa maranhense, oriundos do Suriname.
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal com a participação da Polícia Militar do Estado do Maranhão, e teve início após a prisão em flagrante realizada pela Polícia Militar, em setembro de 2020, de um grupo criminoso responsável pelo contrabando de cigarros apreendidos em um porto clandestino na zona rural de Bequimão/MA.
Na ocasião da prisão em flagrante, além da carga de cigarros contrabandeados, avaliada em R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), também foram apreendidos com os criminosos a quantia de R$ 12.697,00 em espécie e uma arma de fogo.
Durante as investigações, foi possível identificar uma estrutura criminosa dedicada ao contrabando de cigarros oriundos do Suriname, introduzidos no território nacional em pontos de desembarques clandestinos localizados na zona costeira do Estado, contando ainda com a participação de policiais militares que atuavam fazendo a segurança da carga.
Como o desdobramento da investigação a Polícia Federal representou pela expedição de medidas cautelares junto a 2o Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão que expediu 15 mandados judiciais, sendo 11 de busca e 4 de prisão. Cerca de 52 Policiais Federais e Policiais da Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão participam das diligências.
Os envolvidos, caso condenados, podem responder pelos crimes de contrabando, facilitação de contrabando e associação criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão.
A operação foi denominada MELICERTES, fazendo uma alusão ao deus grego Portuno, o qual era o deus das chaves, portas e gado, além de proteger os depósitos onde se armazenavam cereais, porém, em determinado momento da história, em razão das associações populares, Portuno passou a ser confundido com Melicertes, e evoluiu para um deus primordialmente relacionado aos portos.
Vítima do Covid, faleceu na noite desta terça-feira (27), o radialista Carlos Henrique Cavalcante, o Galinho, um dos ícones da radiofonia do Maranhão, que apresentava o “Programa do Galinho.” na Rádio Educadora Rural do Maranhão desde o ano de 1966, data de fundação da emissora. Ele estava internado há vários dias em estado grave no Hospital do Servidor. Ele tinha 78 anos de idade.
Galinho se destacou na profissão pela potência da voz e pelo programa, direcionado para a comunidade camponesa. Era um dos programas de maior longevidade no ar, de forma ininterrupta numa emissora de rádio no Brasil. Com a morte de Galinho, desaparece um dos gigantes da comunicação do Maranhão. A rádio AM fica desfalcada de um grande profissional.
O presidente Jair Bolsonaro voltará ao Maranhão no mês de maio. É a terceira vinda do presidente ao estado depois de eleito.
De acordo com o senador Roberto Rocha, a visita se dará para a inauguração da Ponte sobre o Rio Parnaíba, na cidade de Alto Parnaíba, ligando o Maranhão e o Piauí.
Bolsonaro também irá a Açailândia, onde será cobrada a duplicação da BR-010, Açailândia/Imperatriz; construção do aeroporto e controle das erosões na cidade.
Em outubro do ano passado, Bolsonaro esteve no solo maranhense em visita técnica às obras de restauração da BR-135 e participou da entrega do “Panelodrómo”, em Imperatriz.
Já neste ano, em fevereiro, Bolsonaro participou da entrega de títulos de propriedade de terras em Alcântara.
A câmara de vereadores aprovou na tarde desta terça-feira 20/04 um requerimento que cria uma Comissão Parlamentar de Inquéritos para apurar os recursos que foram destinados ao município de Viana desde do início da pandemia, provocado pelo coronavírus em março de 2020.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Markélio Vareta, do PC do B e deve investigar os recursos chegados desde da gestão do prefeito Magrado Barros, em 2020. Todos os parlamentares presentes na sessão votaram favorável à criação da CPI.
Conforme as informações, como o requerimento foi aprovado hoje, possivelmente na próxima semana a instalação e quem irá relatar e presidir as investigações se oficialize.
Zezildo Almeida, prefeito de Santa Helena comunicou nesta segunda-feira (19), que testou positivo para a Covid-19. A informação foi transmitida ao público por meio de suas redes sociais, ocasião em que o gestor municipal anunciou que os sintomas da doença são leves e que estará administrando a cidade de forma remota, em isolamento residencial
“Queridos helenenses, como homem público tenho o dever de informar que nesta segunda-feira (19), testei positivo para Covid-19.
“Tenho apresentado sintomas leves e permanecerei em isolamento domiciliar, prosseguindo com o trabalho à frente da Prefeitura de Santa Helena de forma remota.
Gostaria de agradecer a todos que estiverem colocando minha recuperação em suas orações. Aproveito para relembrar da importância de seguir todas as medidas de prevenção contra o Coronavírus.
Estamos passando por uma onda muito violenta de casos em nosso município, mas com a colaboração de todos conseguiremos sair dessa”. Disse Zezildo.
O Maranhão está entre uns dos estados do nordeste que mais recebeu recursos para o combate da Covid-19. O estado já recebeu do Governo Federal R$ 226,2 milhões, mesmo assim ocupa as últimas posições em quase tudo na pandemia.
Maranhão, estado que menos já vacinou e também ocupa o 3° em que mais atrasa as notificações de óbitos da Covid-19.
Memória de elefante, lembramos que no ano passado o governo do estado do Maranhão pagou R$ 4,9 milhões por 30 respiradores que nunca foram entregues. A compra, intermediada pelo Consórcio Nordeste, custou um total de R$ 48,7 milhões aos cofres públicos de vários estados da região.
Essas são algumas das irregularidades que deixam o palácio dos leões com a olha em pé.
Caso a CPI, seja instalada o estado deve ser uns dos primeiros a ser ouvido para esclarecer onde foram investidos os recursos destinados ao combate à covid-19.
O senador Roberto Rocha chegou até publicar uma tabela em suas redes sociais com os valores detalhados que já foram destinados pelo governo federal ao Maranhão.
Lembrei de uma velha frase que o saudoso Jairzinho falava logo na abertura do seu programa” O povo com Palavra” “Queime em quem queimar, doa a quem doer, aqui neste programa a parada é pra valer, e quem tiver rabo-de-palha, falcatrua, maracutaia que procure se esconder!”
Repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tiveram aumento de 17% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. Entre janeiro e março, o somatório dos repasses foi de R$ 23.558.885.883,16, enquanto nos três primeiros meses do ano passado, o montante foi de R$ 20.124.432.171,33.
Em 2020, a verba do FPM em janeiro foi de R$ 6.117.107.583,19; em fevereiro foi de R$ 8.838.947.413,79 e em março caiu para R$ 5.168.377.174,36. Já em 2021, os valores subiram para R$ 7.386.823.231,06, R$ 9.682.252.337,49 e R$ 6.489.810.314,61, consecutivamente.
Confira na tabela a seguir o comparativo da distribuição do FPM mês a mês entre os estados.
O cálculo do FPM tem como base a arrecadação líquida do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados dos dez dias anteriores. Após o recolhimento desses tributos, a Receita Federal informa os números ao Tesouro Nacional, que vai separar uma parcela para os Fundos de Participação dos Municípios e o Fundo de Participação dos Estados (FPE), e descontar os 20% para o Fundeb.
Por isso, segundo o especialista em orçamento público, César Lima, o aumento dos repasses do FPM pode estar relacionado à alta generalizada de preços que houve em 2020.
“Como o FPM é produto da arrecadação – e a arrecadação está intrinsecamente ligada ao consumo, ao giro do dinheiro – para saber se esse aumento foi real, é preciso descontar a inflação do período”, esclarece.
Para César o repasse do FPM poderá aumentar ao longo do ano, caso a inflação se mantenha elevada.
“Se continuar havendo essa alta generalizada de preços, como ocorreu alguns meses atrás, pode ser que a arrecadação aumente e que o valor distribuído pelo FPM também aumente. Mas isso não necessariamente se dará pelo acréscimo da arrecadação, mas pela inflação que eleva os preços e o governo arrecada mais.”
Em meio a pandemia, médicos do HGM de Codó planejam entrar em greve, caso não recebam os salários atrasados há dois meses. O mesmo problema ocorreu no início do ano quando, os médicos estavam sem receber, o prefeito de Codó Dr. Zé Francisco garantiu que os atrasos não ocorreriam mais, mas só ficou na promessa.
Além dos salários atrasados, ainda tem a sobrecarga intensa de trabalho dos profissionais.
Faltam equipamentos de trabalho para os profissionais de saúde e medicamentos básicos como Buscopan, Dipirona, Dramin, entre outros.
A insatisfação é geral. Além do atraso dos salários dos médicos, servidores ainda trabalham sobre ameaças de perder seus empregos, isso porque esta acontecendo uma entrevista com todos os funcionários para saber quem os colocou no hospital e dependendo do padrinho essa pessoa é demitida.
UTI
Outra denúncia grave que o SlzMa recebeu é que os médicos da UTI não são médicos intensivistas, o que é grave.
A saúde exemplar prometida pelo médico e prefeito de Codó Dr. Zé Francisco ficou só na promessa.
Quatro áreas do porto maranhense foram leiloadas pelo governo federal nesta sexta-feira (9). A previsão é que, ao longo do período de concessão, sejam investidos R$ 594 milhões no local.
Quatro áreas do Porto do Itaqui, no Maranhão, foram leiloadas por mais de R$ 216 milhões nesta sexta-feira (9), pelo governo federal. A empresa Santos Brasil Participações venceu três concessões e o uma foi levada pelo Terminal Químico de Aratu (Tequimar).
O tempo de concessão será de 20 anos. As áreas IQI03, IQI11, IQI12 e IQI13 Porto do Itaqui são voltadas para a movimentação e armazenagem de combustíveis.
A previsão é que, ao longo do período de concessão, sejam investidos R$ 594 milhões no porto maranhense.
Veja o resultado das disputas desta sexta:
IQI03 do Porto de Itaqui (MA)
Vencedora: Santos Brasil Participações com proposta de R$ 61,3 milhões (proposta única);
IQI11 do Porto de Itaqui (MA)
Vencedora: Santos Brasil Participações com proposta de R$ 56 milhões (proposta única);
IQI12 do Porto de Itaqui (MA)
Vencedora: Santos Brasil Participações com proposta de R$ 40 milhões;
IQI13 do Porto de Itaqui (MA)
Vencedora: Terminal Químico de Aratu (Tequimar) com proposta de R$ 59 milhões.
Durante o leilão, também foi concedido a área do Porto de Pelotas (RS), para a empresa CMPC Celulose Riograndense, por R$ 10 milhões. A área é voltada para movimentação e armazenagem de carga em geral, especialmente de madeira.
Em 2019, o governo federal já havia leiloado 13 arrendamentos portuários. No ano passado, promoveu mais seis leilões. O governo peneja realizar a venda de 12 arrendamentos portuários.
Na busca pelo tratamento precoce de pacientes com Covid-19, diversas prefeituras estão indicando Ivermectina para suas populações. O medicamento não tem indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), nem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para combater a doença.
Em Uberlândia (MG), a Secretaria Municipal de Saúde elaborou um fluxograma para atendimento dos pacientes, no qual indica o vermífugo para casos suspeitos e leves da Covid-19.
A autônoma Karita Lopes é moradora da Uberlândia e afirma que, assim como sua família, vai tomar o medicamento para se proteger do coronavírus.
“É difícil termos certeza de algo, mas as minhas tias tomaram, eu tenho primos que fazem uso contínuo desse remédio e ainda não pegaram. Conheço também algumas pessoas que já tomaram, pegaram o vírus e foi brando. Mas eu vou tomar”, afirma.
A empresária e influencer digital curitibana, Patricia Ziebart, conta que seguiu a recomendação do marido de uma prima, que é médico, e de seu ginecologista, para tomar Ivermectina no início dos sintomas da Covid-19.
“Ela [prima] me alertou: se você pegar Covid-19, me avisa que o Alexandre vai passar os medicamentos para você. Tem que ser no início da doença. Em outubro, senti os sintomas, entrei em contato com meu ginecologista – que eu sabia que era favor do tratamento precoce – e ele me passou a receita, que era praticamente a mesma que meu primo me passou”, conta.
Em Macapá (AP), a prefeitura criou o Programa +Proteção, que distribui um complexo de vitaminas C e D, além de Zinco e Ivermectina, aos pacientes com Covid-19, para impedir a evolução da doença.
Chapecó (SC) também incluiu o tratamento precoce com Ivermectina no plano de combate à pandemia, que também determina o funcionamento de todas as unidades de saúde e aplicação de testes rápidos. O prefeito João Rodrigues afirma que a gestão municipal optou pelo que fosse melhor para a população.
“Aqui nós não discriminamos a ciência e não desrespeitamos o dito popular, que muitos médicos e especialistas indicaram. Como prefeito da cidade, nós lideramos o processo, unimos o povo e adotamos todo e qualquer tratamento que possa dar resultado, cientificamente aprovado ou por médicos que já testaram e deu certo”, esclarece.
O que dizem as autoridades de Saúde
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que, até o momento, o único medicamento aprovado no Brasil, com indicação aprovada em bula, para o tratamento da Covid-19 é o Rendesivir. Ainda assim, o Rendesivir tem uma indicação específica para determinados grupos de pacientes e sua prescrição deve ser feita por um médico.
Cabe ainda aos órgãos de vigilância locais a fiscalização de venda e dispensação de todos os medicamentos sujeitos à prescrição.
Também em nota, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) comunica que monitora periodicamente as evidências sobre possíveis intervenções terapêuticas para o manejo de pessoas com Covid-19. O relatório está disponível no link.
Embora 25 estudos clínicos randomizados tenham avaliado a Ivermectina em pacientes com Covid-19, apenas alguns deles relataram resultados clinicamente importantes. Os resultados combinados desses estudos sugerem redução da mortalidade com a Ivermectina. Porém, a certeza das evidências foi muito baixa devido às limitações metodológicas e ao pequeno número de eventos.
Segundo a OPAS, são necessárias mais informações a partir de estudos, com um desenho adequado, para confirmar ou descartar essas conclusões.
A organização continuará examinando os resultados dos ensaios clínicos publicados e sintetizando as evidências, para apoiar a formulação de recomendações.
Estudos Científicos
Uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (UFS) pretende determinar a eficácia da Ivermectina na prevenção ao agravamento dos sintomas de pacientes infectados pelo coronavírus. O estudo foi aprovado pelo Edital n° 11/2020 do Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação.
No entanto, segundo o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UFS e responsável pela pesquisa, Adriano Araújo, o estudo ainda está em fase inicial e em sigilo.
A médica da Atenção a Urgência e Emergência em leitos de contingência de semi-intensivo de Uberlândia, Carolina de Oliveira, afirma que a prática da medicina deve se basear em estudos científicos de qualidade.
“Um estudo observacional geralmente é um estudo de baixa confiança e um estudo clínico randomizado possui uma evidência maior. Então, para além da justificativa do uso de determinada intervenção, é necessária uma criticidade científica para analisar a qualidade da evidência”, afirma.
Ela cita um estudo, publicado em 2020 na Science Direct, feito com cultura de células in vitro. O resultado mostra uma redução de 99% da carga viral, com uma concentração de cerca de 5 microgramas de Ivermectina. No entanto, a dosagem era muito acima do recomendado.
“Levantou uma esperança muito grande. Porém quando foi publicado, levantou também preocupações consideráveis, porque na prática clínica superaria a dose aprovada na bula de 27 até 63 vezes. Nós nunca usamos uma dose dessa dimensão em clínica até hoje, desse tipo de medicação”. A doutora ressalta ainda que o estudo in vitro, ou seja, em laboratório possui variáveis muito diferentes do organismo humano.
A doutora Carolina de Oliveira também cita um estudo publicado na Journal of the American Medical Association (JAMA), no dia 4 de março de 2021, com o método randomizado duplo-cego, realizado com 476 pacientes com sintomas leves de Covid-19. Segundo a médica, as conclusões mostram não haver diferença entre o grupo que tomou placebo e o que tomou a Ivermectina.
Posicionamentos dos médicos
Para a doutora Carolina de Oliveira, a Ivermectina é um medicamento considerado promissor, mas os estudos ainda não são suficientes para comprovar sua eficácia.
“Não podemos falar que é uma medicação eficaz. E frente a essas informações é necessário muita cautela e orientação de seu uso, porque ela pode ter complicações. Não é conveniente fazer o abuso, a automedicação, o uso indiscriminado, sem ser prescrito”, recomenda.
Segundo a doutora Carolina de Oliveira, os médicos brasileiros recebem orientações das grandes sociedades e conselhos, além do próprio Ministério da Saúde, mas cada médico individualmente possui uma certa autonomia para prescrever e recomendar os cuidados para pacientes infectados pelo coronavírus.
“Inclusive, no guideline do Ministério da Saúde, até o momento, não há um medicamento específico para o tratamento do novo coronavírus”, ressalta a médica.
Para o neurocirurgião Paulo Porto, o médico deve ter autonomia para prescrever o que achar necessário para o tratamento do paciente, desde que tenha se capacitado para isso e esteja convencido da eficácia e da segurança dos fármacos que pretende indicar.
“O paciente tem o direito de ser tratado imediatamente quando a suspeita clínica é feita. É assim quando a gente suspeita de pneumonia; é assim quando a gente suspeita de câncer. A gente não pode perder tempo com doença nenhuma. Com a Covid-19 é a mesma coisa”, afirma.
Confira a entrevista completa sobre tratamento precoce da Covid-19 com o neurocirurgião Paulo Porto, no Entrevistado da Semana do portal Brasil61.com.
No entanto, a doutora Flávia Machado, coordenadora Geral de Cursos da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), alerta para os riscos de misturar a Ivermectina com outros medicamentos.
“Existem algumas dessas medicações que sabidamente alteram o coração e, portanto, aumentam o risco de arritmia. Existe o risco de que o uso concomitante de medicações que não foram estudadas, em combinação, possa colocar esses pacientes em risco aumentado de eventos adversos”, alerta.
Em relação às medicações indicadas para tratamento precoce da Covid-19 – não somente a Ivermectina, mas também outras como a Hidroxicloroquina – a médica ressalta que não há embasamento científico que comprove sua eficácia.
“O que se pode dizer é que não há embasamento científico sólido para o uso dessas medicações. Nós intensivistas temos vistos a admissão de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com formas graves da Covid-19, que usaram a medicação”, relata.
No link é possível conferir uma série de orientações e recomendações da AMIB sobre a Covid-19, como recomendações para uso de máscara, orientações sobre tratamento precoce, entre outros.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 08/04/2021, nesta cidade, a Operação Tempo Real, com a finalidade de desarticular associação criminosa formada por ex-servidores públicos e representantes de empresa, investigados por fraude e superfaturamento na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da COVID- 19 no município de São Luís/MA.
A investigação tem por objeto processo de licitação celebrado no mês de abril de 2020 pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís/MA, destinado à aquisição de 20.000 máscaras FPP2, no valor total de R$ 718.000,00.
Destaque-se que os fatos investigados não dizem respeito à atual gestão da Secretaria.
Os elementos colhidos durante a investigação revelaram que funcionários da antiga gestão da Secretaria de Saúde, em conluio com empresários, fraudaram o contrato, montando o processo de contratação e elevando arbitrariamente os preços.
A Polícia Federal cumpriu 4 (quatro) Mandados de Busca e Apreensão e 5 (cinco) Mandados de Constrição Patrimonial.
Além disso, os investigados também foram alvos de Medidas Cautelares Diversas da Prisão consistentes na proibição de contratação com o Poder Público, proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde e proibição de manter contato uns com os outros.
Ao todo, 20 (vinte) policiais federais cumpriram as determinações judiciais expedidas pela 1a Vara Federal de São Luís/MA, que decorreram de representação elaborada pela Polícia Federal.
Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude à licitação (Art. 90 da Lei 8.666/93), superfaturamento (Art. 96, I da Lei 8.666/93) e associação criminosa (Art. 288, Código Penal).
A operação foi denominada “Tempo Real”, em referência à expressão utilizada por um dos investigados em depoimento, ocasião em que afirmou que o líder da organização criminosa tinha informação em TEMPO REAL de todas as aquisições fraudadas pela antiga gestão da Secretaria Municipal de Saúde e pelos fornecedores.