Em menos de 24 horas, duas famílias foram marcadas por tragédias no trânsito da Grande São Luís. Na madrugada de sexta-feira (31), Cristina Sousa, de 32 anos, morreu após o carro em que estava ser atingido por um veículo conduzido, segundo a Polícia Militar, por um motorista que apresentava sinais de embriaguez. Menos de um dia depois, neste sábado (1º), o borracheiro Walber Soares Sousa, de 56 anos, conhecido como Seu Walber, perdeu a vida após um carro invadir o local onde trabalhava, no bairro Paranã, em Paço do Lumiar.
No primeiro caso, a Polícia Militar informou que o motorista teria avançado o sinal vermelho e atingido o veículo da família em alta velocidade. O velocímetro do carro ficou travado em 131 km/h, quase o dobro da velocidade permitida na via. Ele foi preso e autuado por homicídio na direção de veículo automotor sob influência de álcool. A filha de dois anos da vítima ficou ferida.

Já no segundo acidente, a Polícia Civil investiga o que fez a motorista perder o controle da direção e se ela apresentava sinais de embriaguez no momento da colisão. Seu Walber morreu ainda no local.
As duas ocorrências voltam a levantar um questionamento que se repete a cada nova tragédia: a fiscalização contra motoristas que dirigem após consumir bebida alcoólica está sendo suficiente? Enquanto famílias choram perdas irreparáveis, cresce a cobrança por ações mais efetivas, como o reforço das blitzes da Lei Seca e de outras operações de fiscalização para retirar das ruas condutores que colocam em risco a própria vida e a de pessoas inocentes. Afinal, prevenir continua sendo muito mais eficaz do que lamentar mais uma vítima do trânsito.