Mesmo após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o deputado federal Pastor Gil (PL) foi incluído na chapa de candidatos do partido para disputar a reeleição à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A nominata foi homologada durante a convenção estadual do PL, realizada na última terça-feira (28), em São Luís.
Apesar da indicação do partido, a participação do parlamentar na disputa ainda dependerá da análise da Justiça Eleitoral, que será responsável por decidir se a condenação impede o registro da candidatura.
Em março deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Pastor Gil a cinco anos e seis meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, o deputado participou da cobrança de R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à área da Saúde no município de São José de Ribamar.
Embora continue exercendo o mandato, já que a condenação ainda não transitou em julgado, a situação eleitoral do parlamentar pode ser afetada. Isso porque a Lei da Ficha Limpa prevê a inelegibilidade de candidatos condenados por órgão colegiado em determinados crimes, cabendo à Justiça Eleitoral decidir sobre o pedido de registro.
Outro nome do PL envolvido no mesmo processo é o deputado federal Josimar Maranhãozinho, condenado a seis anos e cinco meses de prisão por corrupção passiva. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria liderado o esquema investigado. De acordo com informações já divulgadas, Josimar não trabalha com a possibilidade de disputar a reeleição e articula uma estratégia para manter a influência política do grupo por meio de familiares, entre eles a deputada Detinha, o filho Josimar Júnior e os sobrinhos Fabiana Vilar e Aldir Júnior, que devem disputar vagas nas eleições de 2026.