SLZMA Sem Filtro | A prisão não veio, mas bateu à porta do Palácio; no Senado, a palavra da vez é traição; Imperatriz entra de vez no jogo de 2026 e o tapete vermelho mais caro da Baixada

CONTRA OS FATOS

A prisão não veio… mas bateu à porta

“Fiquei esperando ser preso.”

A frase dita por Carlos Brandão na quinta-feira (16), durante um evento em São Luís ganhou outro significado antes mesmo do fim de semana acabar.

O que talvez o governador não imaginasse era que, menos de 48 horas depois, a Polícia Federal estaria na porta da casa de um dos homens de confiança de sua família. Raimundo Cutrim terminou afastado do cargo, usando tornozeleira eletrônica e cumprindo prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, a pergunta que hoje circula nos corredores do poder já não é sobre quem esperou ser preso. O STF vai mesmo entrar no Palácio?

PRETO NO BRANCO

No Senado, a palavra da vez é traição

Se existe uma palavra que resume a semana na disputa pelo Senado, ela é traição.

Duarte Júnior descobriu que, na política, ser o nome anunciado pelo próprio partido não significa ser o candidato. Bastou a eleição se aproximar para o Avante mudar de rumo, obrigando o deputado a anunciar que recorrerá à Justiça para tentar garantir a própria candidatura.

Como se não bastasse, o prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa também mostrou que, quando o interesse muda de endereço, o apoio vai junto. Sem conseguir espaço para o pai na chapa de Lahesio Bonfim, desembarcou rapidinho no projeto de Pedro Lucas Fernandes.

No Maranhão, a corrida pelo Senado começou muito antes das convenções. E, pelo que os bastidores mostram, a disputa não será decidida apenas nas urnas. Até lá, muita gente ainda vai descobrir que, em política, a facada quase sempre vem de quem estava na foto ao seu lado.

PAPO DE GABINETE

Imperatriz entrou de vez no jogo de 2026

Na política, dificilmente alguém troca de lado apenas por afinidade. Nos gabinetes, a leitura é que a saída de Rildo Amaral da base dos Brandões teve dois ingredientes principais, interesses políticos pessoais e levantamentos internos que apontariam Braide com ampla vantagem em Imperatriz, cenário que também teria pesado na decisão do prefeito.

Segundo fontes, o grupo governista ainda tentou evitar o rompimento. Entre as conversas de bastidor, teria sido discutido espaço para contemplar os interesses políticos da família Amaral, incluindo uma composição ao Senado. Do outro lado, também circulam especulações de que Perla Amaral pode aparecer em uma chapa majoritária, seja como suplente ao Senado ou até mesmo como vice. Oficialmente, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada.

POR DENTRO DO JOGO

O blá blá blá de Roberto Rocha

Na política existe um velho truque, quando falta fato, cria-se expectativa. Roberto Rocha apareceu nas redes prometendo revelar acontecimentos que teriam mudado completamente o cenário político do Maranhão. Só esqueceu de um detalhe, explicar primeiro qual será o seu próprio destino em 2026.

Enquanto prepara o anúncio, o ex-senador continua convivendo com uma ação penal em tramitação no STF, processo que também faz parte do seu cenário político e jurídico.

NÃO PASSOU BATIDO

Concurso virou caso de Justiça

A gestão do prefeito André da Ralpnet (Podemos) já coleciona um dos episódios mais constrangedores do mandato. A Justiça determinou a anulação do concurso público realizado pelo Município de Pinheiro após ação do Ministério Público, apontando uma sequência de irregularidades que vão da contratação da banca à condução do certame.

A decisão não apenas invalida o concurso. Também obriga o Município e a empresa responsável a devolver todas as taxas de inscrição pagas pelos candidatos, enquanto centenas de pinheirenses ficam com a frustração de ver o sonho de um cargo público acabar nos tribunais. Quando um concurso termina dessa forma, quem perde não é apenas o candidato, mas a credibilidade da própria gestão.

Afinal, concurso público deveria ser sinônimo de transparência e segurança jurídica, não de ações do Ministério Público, sentença judicial e devolução de dinheiro aos inscritos.

CAFÉ SEM AÇUCAR

O tapete vermelho mais caro da Baixada?

Enquanto boa parte da população ainda espera por melhorias em áreas essenciais, a Prefeitura de Viana parece ter decidido estender um verdadeiro tapete vermelho. Não para receber chefes de Estado ou estrelas de Hollywood, mas para um contrato de R$ 4,25 milhões destinado à compra de pisos de borracha.

O problema não está apenas no valor. O contrato virou alvo de denúncias e investigações por suspeitas de favorecimento e superfaturamento, colocando mais uma vez a gestão de Carrinho Cidreira sob os holofotes. Quando um simples piso passa a valer milhões, é natural que o contribuinte queira saber se está pagando por borracha… ou por ouro.

No fim das contas, fica a impressão de que, em Viana, o tapete vermelho não foi estendido para a população, mas para um contrato que agora precisa ser explicado. Porque dinheiro público não combina com luxo, muito menos com dúvidas.