Um áudio de 37 minutos obtido pelo SBT News nesta segunda-feira (27) colocou novamente em evidência o caso do assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, morto em 2022 no edificio Tech Office, em São Luís. Segundo a reportagem, a gravação foi utilizada pela Polícia Federal no pedido que levou o ministro do STF, Flávio Dino, a determinar o afastamento e a prisão domiciliar do então secretário de Assuntos Legislativos, Raimundo Cutrim, posteriormente exonerado pelo governador Carlos Brandão (MDB).
De acordo com o SBT News, a conversa foi gravada em 14 de junho e reúne Raimundo Cutrim e Cezar Cutrim, pai do autor confesso do crime, Gilbson César Soares Cutrim Júnior. Na gravação, o então secretário orienta que o filho e a nora mudem as versões apresentadas às autoridades em Brasília e passem a seguir uma nova estratégia de depoimento.
Em um dos trechos, ele afirma: “Eu acho que tem que ter uma linha… Ele tem que dizer o que é mentira. No caso do Daniel, eu não vejo como ele esteja envolvido porque não está. Não tem como.” Em outro momento, ao comentar o depoimento da esposa do condenado, diz: “Ela vai dizer que estava passando fome… fez isso em estado de necessidade.”
Ao SBT News, a defesa de Raimundo Cutrim afirmou que ele não tentou proteger ninguém e apenas orientava que fosse dita a verdade. Daniel Brandão negou qualquer envolvimento no caso, Felipe Camarão afirmou que nunca realizou pagamentos à família do condenado, e o Governo do Maranhão informou que não comentará o assunto por se tratar de uma investigação que tramita sob sigilo.