A decisão da deputada Helena Duailibe (Republicano) na ultima terça-feira (26) de permanecer na disputa pela Assembleia Legislativa pode ter provocado muito mais do que uma simples mudança de planos eleitorais. A movimentação pode ser vista como o início de um efeito dominó dentro do Republicanos, isso porque reflete em outras candidaturas foram traçadas com a principal composição para a Câmara Federal e não estadual.
O principal ponto de interrogação atende pelo nome de Mical Damasceno. Oficializada pela Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Maranhão (CEADEMA) como o principal projeto da convenção para Brasília, a deputada agora se vê diante de um cenário delicado. Há quem avalie que a chapa federal do Republicanos foi construída para garantir, antes de tudo, a reeleição do presidente estadual da legenda, deputado federal Aluízio Mendes. Se essa leitura estiver correta, insistir na disputa federal pode representar um risco elevado para Mical. Por outro lado, uma eventual volta à disputa estadual abriria um novo problema para a própria convenção evangélica.
Isso porque a estratégia da CEADEMA foi desenhada para dividir forças entre Brasília e a Assembleia Legislativa. Caso Mical retorne ao cenário estadual, passaria a disputar espaço com candidaturas que já estavam postas, como as de Enos Costa Ferreira e Irmã Regilda. O resultado seria uma redistribuição de votos dentro da própria base da igreja, alterando completamente um planejamento que parecia consolidado. E o efeito dessa mudança pode não parar por aí. O que antes parecia um cenário confortável, pode criar desconforto e incertezas até mesmo para quem hoje é apontado como favorito à reeleição. No fim das contas, a mudança de rota de Helena pode ter derrubado a primeira peça do tabuleiro, mas os próximos movimentos ainda dirão até onde esse efeito dominó será capaz de chegar.
A estratégia da CEADEMA foi desenhada para dividir forças entre Brasília e a Assembleia Legislativa. Caso Mical retorne ao cenário estadual, passaria a disputar espaço com candidaturas que já estavam postas, como as de Enos Costa Ferreira e Irmã Regilda. O resultado seria uma redistribuição de votos dentro da própria base da igreja. Enquanto isso. Os próximos movimentos ainda dirão até onde esse efeito dominó será capaz de chegar.