Após pressão, três deputados do Maranhão retiram assinatura de emenda que adia fim da escala 6×1; um ainda resiste como signatário e fecha comentários no Instagram

Após a repercussão negativa da emenda que empurra para 2036 o fim da escala 6×1 e abre brecha para jornadas de até 52 horas semanais, onde quatro deputados do MA haviam assinado a proposta que adia fim da escala 6×1 para 2036 e reduz FGTS.

Josivaldo JP (União Brasil), Hildo Rocha (MDB) e Márcio Honaiser (Solidariedade) apresentaram requerimentos à Câmara dos Deputados solicitando a retirada das assinaturas da emenda apresentada pelo deputado federal Sérgio Turra (PP-RS). Já Aluísio Mendes (Republicanos) é o único deputado federal do Maranhão que ainda aparece entre os signatários da emenda e ainda, ele também bloqueou a possibilidade de seguidores escreverem comentários em suas publicações no Instagram.

Neste domingo (24), o deputado voltou às redes sociais para dizer que não votou contra o fim da escala 6×1. Segundo ele, a proposta ainda não foi votada pela Câmara e participar da discussão não significa votar contra o trabalhador.

A emenda provocou reação porque altera a proposta em debate sobre o fim da escala 6×1. O texto prevê uma transição de dez anos para a redução da jornada, o que levaria a mudança para 2036, além de permitir flexibilizações por acordo individual ou coletivo.

Na prática, a proposta abre brecha para que a jornada ultrapasse as 40 horas semanais e chegue a até 52 horas, desde que negociada. O texto também prevê compensações fiscais para empresas, como redução de encargos e benefícios tributários durante a transição.

Antes do recuo formal, Josivaldo JP, Aluísio Mendes e Hildo Rocha já haviam ido às redes sociais tentar explicar a posição. Os três negaram ser contra a redução da jornada de trabalho e defenderam que o tema precisava ser discutido de forma mais ampla.

Apesar de ter mantido a assinatura na emenda, Aluísio Mendes voltou às redes sociais para dizer que não votou contra o fim da escala 6×1. O parlamentar afirmou que a proposta ainda não foi votada e disse que participar da discussão não significa votar contra o trabalhador.