Foi para conquistar voto. E a cena foi, no mínimo, constrangedora.
O prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, resolveu vestir indumentária indígena e pintar o rosto durante uma agenda em aldeias.
Não há problema algum em respeitar a cultura indígena. O problema começa quando símbolos culturais parecem virar figurino de ocasião em plena disputa eleitoral.
Fernando Pessoa apoia a candidatura da irmã, Bruna Pessoa, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. E, na corrida pelo voto, o prefeito parece disposto a experimentar todos os personagens disponíveis.
É difícil saber se foi estratégia, aproximação ou simplesmente uma tremenda pataquada.
Mas uma coisa é certa, política não deveria transformar cultura em fantasia de campanha.
Quem ocupa a cadeira de prefeito deveria entender que cada gesto tem peso. Principalmente quando acontece em período eleitoral e envolve comunidades que merecem respeito, não encenação.
Fernando Pessoa pode até chamar a cena de aproximação.
O eleitor pode enxergar de outra forma.
No fim, fica a pergunta que ninguém consegue evitar, na eleição vale tudo? Até se pintar e vestir uma cultura inteira para tentar conquistar alguns votos?
Se a intenção era chamar atenção, conseguiu.
Se era convencer, agora é o eleitor quem decide o que achou da cena.