A eleição de 2014, é difícil de esquecer, primeiro porque pode ser usado como lembrança um fato que retrata muito bem de que, ninguém sabe o que passa pela cabeça do eleitor. E que a eleição tem o seu chamado imponderável. Naquele ano, Lobão Filho foi escolhido pelo grupo governista para disputar o Palácio dos Leões após Roseana Sarney ficar fora da disputa pela reeleição. Mesmo reunindo o apoio de prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores e diversas lideranças de vários segmentos, além de uma grande estrutura de campanha e até do apoio do presidente Lula, terminou derrotado.
Agora, o paralelo aparece Orleans Brandão, também do MDB. Apesar da força política e da estrutura do governo, Orleans vem se arrastando, segundo o levantamento da ultima pesquisa e conseguiu pontuar nada mais, nada menos do que 16,4%. A comparação com Lobão Filho começa justamente aí, muita estrutura, mas dificuldade para transformar força política em números. Hoje, muitos maranhenses relembram aquela eleição, até mesmo nas redes sociais, a conversa é uma só, o cenário atual caminha para repetição.
A diferença é que a história ainda está sendo escrita. A comparação, claro, não significa que o resultado será o mesmo. Mas deixa uma provocação no ar, ser candidato do governo e ter a máquina na mão garante força política, mas não necessariamente garante voto.