SLZMA Sem Filtro | Vice, missão quase impossível; pesquisa guardada a sete chaves pode levar os Leões à cova; fofocas e debandadas fazem Imperatriz ferver; STF no MA e a Operação 18 Minutos

CONTRA OS FATOS 

As eleições de 2026 no Maranhão se configuram cada vez mais como equações com muitas variáveis, respectivamente. A vaga de vice na chapa de Orleans Brandão segue como um dos maiores mistério. Pela legislação eleitoral, ainda há tempo de sobra para a escolha, mas nos bastidores a demora já virou assunto obrigatório entre aliados, que acompanham a movimentação como quem espera o último capítulo de uma novela.

A missão de encontrar o nome ideal lembra um roteiro de “Missão quase Impossível”. O escolhido precisa ter eleitorado considerável em São Luís, principal reduto do ex-prefeito Eduardo Braide, pré-candidato do PSD. Nomes de pesos já descartaram a possibilidades, mas segundo o que SLZMA apurou, o nome do deputado federal Duarte Júnior (Avante) está sendo cogitado para ser o companheiro de chapa do emedebista Orleans Brandão. A pergunta é, será que Duarte é mesmo independente para aceitar o convite?

Nos corredores do Palácio, o mistério em torno da escolha do vice parece durar mais do que o esperado. O que antes era tratado como uma decisão simples acabou se transformando em um dos principais desafios da pré-campanha governista.

PRETO NO BRANCO

Está semana a debandada de André Fufuca irritou profundamente o Palácio dos Leões, que viu prefeitos aliados, como Rildo Amaral, fazerem corpo mole e ignorarem os pedidos de vídeos em apoio a Orleans Brandão. Diante da ingratidão de quem recebeu forte ajuda do Estado em sua eleição, o articulador Marcus Brandão correu para Imperatriz para cobrar a fatura.

O enquadramento surtiu efeito imediato no jantar deste sábado, acuado pela cobrança direta do irmão do governador, Rildo não teve escapatória, recuou do sumiço, jurou fidelidade aos Leões e carimbou o apoio à pré-candidatura de Orleans.

PAPO DE GABINETE

Um levantamento de intenção de voto mantido sob sigilo absoluto está tirando o sono da cúpula governista. O SLZMA apurou que o Palácio dos Leões já teve acesso aos números, e o cenário interno não é nada bem para o governo.

De acordo com fontes, a pesquisa aponta um crescimento avassalador do ex-prefeito, que venceria a disputa pelo Governo do Estado ainda no primeiro turno. Para piorar ainda mais os estrategistas do governo, o ex-prefeito Lahesio Bonfim também aparece liderando de forma isolada a corrida para o Senado.

Ainda sobre a pesquisa, em Ribamar, o emedebista Orleans Brandão, pré-candidato ao Palácio dos Leões, aparece apenas com 20% das intenções.

Isso tem feito, o empresário e articulador da pré-campanha do filho, Marcus Brandão, irmão caçula do governador Carlos Brandão (PSB), enquadrar prefeitos rebeldes e tentar estancar o avanço do ex-prefeito Eduardo Braide no interior.

POR DENTRO DO JOGO

A ministra Cármen Lúcia, do STF, aceitou a conversa da defesa e mandou congelar a investigação contra o ex-deputado Edilázio Júnior na Operação 18 Minutos.

Os advogados alegam que o STJ atropelou as regras ao validar a investigação da Polícia Federal sobre o esquema milionário de venda de sentenças no Tribunal de Justiça, já que na época Edilázio era deputado federal e só quem podia mexer com ele era o Supremo. Nos bastidores, a canetada que puxou o processo para a capital federal soou como a desculpa perfeita para travar tudo na primeira instância.

Enquanto a PF junta provas de rolo entre 2020 e 2023, o tapetão de Brasília prova que o foro privilegiado continua sendo o melhor amigo de quem tem poder.

NÃO PASSOU BATIDO

Tombo na Baixada

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) passou o rodo na política de São João Batista e cassou, por unanimidade, os mandatos do prefeito Mecinho (Republicanos) e do seu vice, Willame Barros. O veredito unânime dos magistrados caiu como uma bomba na Baixada Maranhense na tarde desta quinta-feira (18), deixando a cidade em puro estado de choque e as lideranças locais sem saber para onde correr.

Os motivos exatos que levaram à queda da chapa ainda estão guardados a sete chaves, dependendo da publicação oficial da decisão para virem à tona. Enquanto a defesa corre contra o tempo para tentar salvar os mandatos no tapetão dos recursos, o clima nas ruas é de total incerteza sobre quem vai assumir o comando do município daqui para frente.

Salário de vento na Câmara

A chapa esquentou em Buriticupu para a presidente da Câmara, Vanusa Ibiapino (Republicanos). O Ministério Público do Maranhão entrou com uma ação por improbidade contra a vereadora, sua irmã Kelly Ibiapino e a ex-secretária de Educação, Salma Torres, acusando o trio de armar um esquema para Vanusa receber quase R$ 240 mil como professora de 40 horas semanais sem pisar na sala de aula. Enquanto a folha de ponto registrava presença 100% de janeiro a outubro de 2025, os funcionários da escola abriram a boca e confirmaram que a parlamentar nunca apareceu para trabalhar.

Para piorar a situação das manas, a irmã Kelly era justamente a gestora escolar que carimbava as frequências falsas, enquanto a ex-secretária dava cobertura ao “fantasma”. Agora, o promotor Felipe Augusto Rotondo quer o bloqueio imediato dos bens das envolvidas no valor total do rombo e a condenação por improbidade administrativa. Se a Justiça aceitar o ferro, a presidente da Câmara corre o risco de perder o cargo, ter os direitos políticos suspensos e ainda ser obrigada a devolver cada centavo aos cofres públicos.