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Racha na categoria; professores decidem afrontar o TJMA

Professores da rede estadual de ensino decidiram afrontar o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e marcaram para esta quinta-feira, 30, na Assembleia Legislativa, mais um ato público da greve de professores que se arrasta há mais de um mês.

Não vamos desistir, vamos resistir”, diz um banner convocando profissionais a manter a paralisação.

Em grupos de WhatsApp, membros da categoria também divulgam informações falsas sobre a decisão do Tribunal, alegando erroneamente que os desembargadores não declararam ilegal o movimento.

“Fake News. O TJ não declarou a greve dos professores ilegal, porque hoje não foi julgado o mérito da ACP, mas a manutenção ou a suspensão da medida liminar concedida pelo desembargador plantonista. O TJ apreciou o recurso de AI interposto pelo sindicato contra a liminar e o julgou não provido. Além disso, não houveram 4 decisões declarando a greve ilegal. Até agora só houve uma decisão judicial que não a declara, mas a presume temporariamente como ilegal (é isso que uma liminar faz: gera efeitos temporários). Os desembargadores, hoje, reitero, apenas confirmaram a primeira e única decisão liminar desse processo que aprecia a natureza jurídica da greve (legal ou abusiva). A próxima e segunda (mas ainda não definitiva) decisão judicial será a sentença (esta sim com natureza declaratória)”, diz o texto desinformativo.

Na quarta-feira, 29, após o julgamento que culminou com a declaração definitiva de ilegalidade da greve da categoria, o próprio presidente do TJ, desembargador Paulo Velten alertou para a necessidade de os professores cumprirem a decisão colegiada.

Racha

A decisão de alguns professores de manter o movimento paredista expõe um racha na categoria.

De forma oficial, a direção do Sinproesemma já anunciou a suspensão da greve, justamente em virtude da decisão judicial.

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O Sinproesemma, mediante reunião da Direção Geral, de forma racional e prudente, decidiu pela suspensão do movimento grevista até a homologação do acordo da proposta apresentada pelo Governo do Estado na reunião com o Ministério Público”, diz uma publicação do sindicato nas redes sociais com um comunicado em vídeo do presidente, Raimundo Oliveira.

Na mesma postagem, o primeiro comentário é do professor Julio Pinheiro, ex-vice-prefeito de São Luís, ex-presidente do Sinproesemma e militante do PCdoB. Ele defende a continuidade do movimento.

“A luta continua”, escreveu ele.

 

Com informações Gilberto Leda

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