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Pré-campanha de Werventon ao Governo do Estado perde força por falta de apoio de aliados

Apesar de forte estratégia de marketing, pedetista ainda enfrenta vidraças como processos relacionados a desvio de dinheiro da UMES, reforma do Costa Rodrigues e de colchões para famílias desabrigadas por enchentes no estado.

A dois meses para o fim da pré-campanha para as eleições de 2022, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) perdeu parte de aliados ao seu projeto de poder e tem enfrentado esvaziamento em sua caravana eleitoral pelo interior maranhense.

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, o pedetista estabeleceu um produto de marketing batizado de “Maranhão Mais Feliz”, em que se esforça para repetir o apelo popular espontâneo experimentado pelo governador Flávio Dino (PSB) com o projeto Diálogos pelo Maranhão.

Apesar da forte estrutura financeira que banca o projeto, imagens compartilhadas nas redes sociais revelam que, a cada evento, menos pessoas tem se disposto a participar da empreitada, levando a tentativa de simulação de realidade ao fracasso.

Nem mesmo a locação de veículos por aliados que ainda apostam no projeto tem garantido a presença massiva de público nas caravanas.

Reconhecido em todo o Maranhão por envolvimento em casos com indícios de corrupção e desvio de recursos públicos, Weverton também abandonou o sobrenome e tentou até emplacar o alcunha “meu Preto”, jogada marqueteira para se humanizar e ficar mais próximo do eleitor.

Contudo, a forte suspeita de associação, dentre outras vidraças, com supostos atos de enriquecimento ilícito, dano ao erário e roubo de dinheiro da antiga UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), na reforma do Ginásio Costa Rodrigues e até de centenas de colchões destinados para atender famílias desabrigadas pelas enchentes no estado têm derrubado a estratégia, ainda que na maioria desses processos ele já tenha se livrado na Justiça.

Recentemente, passaram a pesar também contra o senador a relatoria de projeto de lei, já aprovado pelo Congresso e sancionado por Jair Bolsonaro (sem partido), que dificulta punição de políticos por improbidade e retira direitos das pessoas com deficiência, ao liberar o agente público de cumprir determinações de acessibilidade previstas na Lei Brasileira de Inclusão.

Nas últimas semanas, o pedetista tem também experimentado o afastamento de antigos aliados do PT, PCdoB e PSOL, que passaram a abrir espaço para diálogos com o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, neo petista que, apesar de ser obrigado a bater continência para conselheiros do governador Flávio Dino (PSB), tem seguido à risca o plano de esvaziar Weverton em partidos de esquerda, por meio de uma pré-candidato ensaiada ao governo.

A proximidade para a declaração de apoio de Dino ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo governo do Estado também tem enfraquecido o senador pedetista. Aliados que há poucos dias ainda estavam fechados com Weverton aguardam apenas a confirmação de Flávio Dino a favor de Brandão, para também pular oficialmente de barco.

Um dos casos mais emblemáticos é o do diretor-geral do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão, Francisco Nagib. Ainda filiado ao PDT, ele tem se agarrado até ao secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), que já foi um dos homens mais fortes do governo Dino, para permanecer no comando da autarquia até o prazo final de desincompatibilização do cargo, abril do ano que vem.

Embora ainda não tenha declarado apoio aberto a Brandão, no bastidor, o Francisco Nagib tem confessado que ele e seu pai, o empresário Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho, irão apoiar quem Dino mandar.

 

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